Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h30

    Você tem medo de que?

    Medos e fobias (12)

    O medo é uma emoção básica que nos permite a sobrevivência, visto que ajuda a nos defenderemos dos perigos reais.

    Nascemos com medo, os bebês se assustam diante do que sai da rotina e choram, algumas crianças tem medo do escuro, outras tem medo de que seus pais saiam e não voltem mais, ou seja, temos medo de tudo o que pode nos ameaçar de forma grande ou pequena.

    Depois de anos, essa criança se torna adulta, mas nem sempre consegue se libertar de medos irracionais como o escuro, então adotam uma forma particular de enfrentar seus medos. Alguns mascaram, se fazem de valentes. E diante de seus medos, agridem. Utilizam a agressão, então, como forma de esconder seus medos. Os meninos, geralmente, são ensinados a engolirem seus medos, pois desde muito pequenos lidam com competições e não podem se dar ao luxo de parar no meio do caminho por medo.

    O medo mais básico é o medo do desconhecido e o mistério da morte. Os medos podem nos levar a grandes ansiedades. Por exemplo, uma criança que passou por grandes dificuldades de não ter ao menos o que comer diariamente, poderá criar um medo imenso de perder tudo, mesmo se, quando adulto, tiver a oportunidade de ter uma boa renda financeira. Isso gera uma imensa ansiedade.

    A única possibilidade de nos livrarmos dos medos é enfrentando-os, porque eles são, na verdade, muros que nos impedem de visualizar o horizonte, o real.

    Costumo dizer que todos nós temos medo, a diferença em quem vence e quem é derrotado é que alguns enfrentam seus medos e outros sucumbem a ele. Isso é bastante claro quando você investe na leitura de biografias. Praticamente inexiste alguém que não tenha tido medo.
    Quando é que o medo se torna patológico, problemático? Quando a pessoa tenta controlar a realidade, com a ilusão de que isso é possível.

    Na vida não há certezas absolutas para nada. Posso entrar numa guerra com excelentes armamentos e mesmo assim não vencer. Na vida, no nosso dia a dia, não dependemos apenas de nós, dependemos também de outras pessoas e de uma realidade bem mais ampla.
    As pessoas que tentam ter o controle completo de uma realidade incontrolável, são as que mais têm propensão a doenças.

    Porque não há forma de controlarmos a realidade? Porque estamos inseridos nela, dentro dela, e assim, percebemos apenas alguns aspectos dela e não o todo.

    Preocupar-se significa ocupar-se de algo antes do tempo necessário para isso. Ou fatos que talvez nunca venham a ocorrer. Significa também estar sempre na defensiva, porque não há confiança em nada.

    Precisamos aprender a confiar no fluxo da vida.

    Quantas coisas renunciamos por medo? Medo de deixar um parceiro que não representa mais um amor, medo de deixar um trabalho seguro mas que nos deixa frustrados, medo de tentar coisas novas por não acreditar no desconhecido, medo da doença, medo do mundo, da chuva, dos raios, do sol, do tráfico, de que alguém nos traia, de que alguém nos abandone, de que alguém não goste de nós, etc., que nos deixam trancados dentro de nós mesmos.

    Como a segurança absoluta não existe e não estamos seguros em nenhum lugar, melhor medir os riscos e se render, tentar, soltar e se lançar para a vida, para novos objetivos, para novos desafios. Buscando sempre o melhor de você mesmo. Trace um caminho e siga, se tiver com problemas, busque ajuda, mas não se entregue. Persista.

    Por Ieda Dreger. 

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