Blog Psicologia Adolescente

    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h41

    A difícil arte de educar nos dias atuais

    Psicologia Adolescente (19)
    Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | Educar é um assunto corrente em consultório de psicologia. A necessidade de colocar limites é sempre muito questionada, tanto pelos...

    Educar é um assunto corrente em consultório de psicologia. A necessidade de colocar limites é sempre muito questionada, tanto pelos filhos como entre os novos e dedicados pais. Muitas pessoas viveram em sua própria educação a experiência de duros limites, constituídos em regras e proibições. Autoridade era misturada com Autoritarismo, a sabedoria da maturidade era confundida com verdade absoluta. Exigia-se da criança, do adolescente e mesmo dos adultos, total submissão e resignação; ser uma criança boazinha era sinônimo de atender as regras, jamais ser espontânea e nunca criar ou questionar algo; a liberdade em expressar suas idéias e pontos de vista confundia-se com enfrentamento e desrespeito aos “mais velhos”.

    É claro que esse modelo de educação trouxe muitos problemas e resultou em muitos adultos inseguros e até mesmo revoltados. A proposta da mudança era possibilitar a livre expressão dos potenciais e da espontaneidade infantil, como até hoje defendemos. Mas para alguns pais essa proposta foi confundida com a total permissividade, a educação do “tudo pode”, perdendo o entendimento da palavra não, do limite e do respeito.

    Nascemos totalmente espontâneos e criativos e com o decorrer do desenvolvimento através da educação aprendemos como usar nossos potenciais adequadamente, ou seja, respeitando as regras para viver socialmente. É também neste processo que aprendemos a acreditar ou não nesses potenciais. Nossas atitudes e comportamentos são o tempo todo avaliados e confirmados ou não, pelas pessoas com quem nos relacionamos e principalmente pelos nossos pais. É desta aprovação que surge a sensação de segurança interna que todos possuímos em maior ou menor quantidade, e também nossa auto-estima. É claro que para os pais não é uma tarefa fácil, pois implica em ter uma noção clara do que é ser adequado, o que depende de sua maturidade emocional.

    Há 40 anos atrás questionar uma ordem paterna, por mais absurda que ela fosse era praticamente um crime, castigável sem sombra de dúvida, com diversas formas de agressão tanto físicas como emocionais. Hoje em dia o questionamento já começa a ser entendido como algo positivo, pois ao trazer questionamentos novos a questões antigas aumentam-se as possibilidades de criar e descobrem-se novas formas de existir. O conhecimento deixa de ser percebido como uma “conserva cultural” e passa a ser percebido como algo dinâmico e em constante transformação e renovação.

    Mas como oferecer liberdade sem tornar a sociedade um caos?

    Introduzindo as noções de responsabilidade e respeito. Quando falamos em liberdade, falamos em respeito ao outro e em respeito a si mesmo, caso contrário estamos falando em invasão, e em desrespeito. Para convivermos em sociedade precisamos de algo que nos auxilie a lidar com as diferenças entre as pessoas, suas particularidades na sua forma de existir e de entender o mundo, pois apesar de sermos todos humanos, e similares em nossas necessidades, a forma de expressar nossos desejos difere de um para o outro, pois se relaciona ao grau de maturidade de cada um.

    Crescemos em famílias com crenças e culturas diferentes e somos influenciados pelo meio social no qual nos desenvolvemos. Esta delicada mistura é responsável pelos diferentes tipos de pessoas que nos tornamos. Portanto para vivermos socialmente necessitamos de alguns parâmetros, que se traduzem nas noções de ética, cidadania, gratidão e senso moral. Desta forma, quando pensamos em educar, precisamos checar dentro de nós como nos posicionamos em relação a isto e como esses parâmetros estão sendo exercitados nas relações que desenvolvemos.

    A educação se constitui basicamente naquilo que dizemos, confrontados pelo que fazemos. Ou seja, se pregamos o respeito mútuo e a honestidade, mas no dia-a-dia, valorizamos o “esperto”, aquele que sempre se dá bem, estamos sendo incoerentes e certamente essa incoerência fará parte de nossos de ensinamentos. A criança não aprende só pelo que houve e sim também pelo que vê.

    O mais importante ao processo de educação é o amor. Este gera a segurança interna, a confiança e a respeitabilidade, ingredientes indispensáveis para que a relação de intimidade necessária num processo de educação possa se estabelecer. Educar implica em intimidade, e você só ensina algo se é autorizado pelo outro, com esta autorização que se dá pela confiança que nasce nas relações onde o amor e a amizade são as palavras de ordem.

    Muitos pais se referem frequentemente às dificuldades em colocar limites, confusos entre cercear demais ou de menos. Esta dificuldade nasce de uma forma de entender o amor muitas vezes equivocada, onde se confunde limite com abandono e desamor, e consequentemente amar torna-se sinônimo de total permissividade, com a antítese do “nada pode” passando a ser o “pode-se tudo”.

    Colocar limites é ensinar que existe a frustração, que apesar de desagradável, faz parte do mudo real, ao vivo e a cores. O limite nos ajuda a perceber quem somos, o respeito nos ensina que temos limites e aumenta nossa consciência pessoal, e a responsabilidade nos ensina que tudo tem seu preço, pois estamos sempre em relações de troca, colhendo aquilo que semeamos. Oferecendo amor certamente colheremos alegria e felicidade. Para exercer o papel de educador, precisamos reavaliar o entendimento do "não", para esta importante palavra não se transformar numa forma de tirania e sim uma forma de proteção, exercício do amor e respeito a quem amamos.

    Por Ieda Dreger


      Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h40

      Adolescência: O que é normal nesta fase?

      Psicologia Adolescente (19)

      Quem tem um filho adolescente com certeza já deve ter feito a si mesmo essa pergunta. Afinal, como definir os limites da “normalidade” neste período de vida marcado por tantas mudanças? São tão rápidas as transformações físicas, as mudanças de humor e as diferenças de comportamento, que as atitudes dos jovens quase sempre parecem, aos adultos, estranhas e “fora de controle”.

      Definitivamente, eles não são mais os mesmos de alguns anos atrás, quando faziam o que o professor mandava, não questionavam as ordens do pai e da mãe e eram pouco influenciados pelo grupo de amigos. Agora, eles precisam livrar-se do que os prende à infância.

      O adolescente quer afirmar sua independência. Enquanto tenta acostumar-se ao seu novo corpo, ele tenta cortar os laços com a família . Para ele, é vital essa sensação de ruptura, a “separação psicológica”, porque sem ela não consegue se ver como um ser humano único, alguém que pode ser diferente, principalmente de seus pais, que são os mais próximos. É “normal” o adolescente protestar, não aceitar as idéias dos mais velhos, testar a autoridade, adquirir costumes diferentes, repetir gestos que desagradam, criticar características dos pais dentre outros.

      O adolescente adota atitudes e comportamentos que os adultos em geral só conseguem enxergar como rebeldes! Ele se volta para os companheiros, e é em seu grupo de iguais que consegue encontrar compreensão, pode expressar suas idéias e sentir-se mais forte e independente.

      Onde ficam os pais? Uma de suas tarefas mais importantes seria ajudar os filhos a tornarem-se independentes, com carinho, segurança e tranqüilidade. Mas como é difícil trocar o antigo papel de proteção pelo de orientação e confiança, ajudando os filhos a terem responsabilidade enquanto crescem. Como é difícil trocar velhos programas que serviam bem para a família, quando as crianças eram pequenas, por programas novos, com pessoas e idéias tão diferentes. É importante que os pais consigam acolher e abrir espaço dentro da família para esse filho que agora está tão diferente, que consigam dialogar sobre as idéias desse adolescente e ser claros, também ouvindo e ajudando na compreensão sobre a vida.

      Na maioria das famílias, não há um diálogo livre sobre várias questões, inclusive sobre a sexualidade. É uma época que muitas adolescentes engravidam e se tornam mães. Muitos pais ainda pensam e agem com discriminação. Enquanto estimulam o filho homem a iniciar a vida sexual bastante cedo, não querem nem imaginar que a filha também tenha desejos sexuais.

      Os comportamentos descritos acima caracterizam a adolescência , embora sejam estranhos para muitos adultos. Um adolescente pode ser grosseiro, agressivo e insolente - uma conduta normal, ainda que não admirada. Pode vez ou outra participar de uma molecagem em grupo, até destruir objetos, esvaziar pneus, ficar bêbado ou experimentar alguma droga, e, dentro de certos limites, também isso pode ser considerado “normal”.

      O que importa é que os pais estejam ao lado do filho adolescente, não para julgar, mas para conversar. É preciso colocar limites sem, no entanto, apelar para e rigidez. Há vários livros e vídeos que falam sobre o assunto, há também “sites” na internet sobre adolescentes, suas gírias, seus assuntos, suas idéias. Há ainda o auxílio de profissionais capacitados em ajudar essas famílias, são os psicólogos que trabalham com a família toda, ajudando-os a compreenderem suas dificuldades. Converse, converse, converse... Não sabe? Nunca é tarde para aprender.

      Por Ieda Dreger


      Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h38

      Como falar com seu filho sobre a adoção

      Psicologia Adolescente (19)

      Pais que estão pensando em adotar uma criança , ou que já o fizeram, enfrentam o medo e a ansiedade diante da perspectiva de explicar a seus filhos sua origem.

      “Mamãe, eu vim da sua barriga?” é uma pergunta natural e freqüente nas crianças.

      Pais esclarecidos, amorosos e bem intencionados preocupam-se com a importância do falar da adoção por saberem que isto pode influenciar diretamente na auto estima da criança e na sua maneira de estar no mundo. Por um outro lado, sabem também que, no processo de fazê-los entender a adoção, podem ocorrer na criança sentimentos de rejeição, tristeza e mágoa.

      É razoável, portanto, que uma série de sentimentos assustadores invadam o pensamento e o coração destes pais. “Será que eles nos amarão menos ou acharão que nós os amamos menos quando souberem que não vieram de nós?” “Será que eles se sentirão rejeitados pela sua mãe biológica?” “Ou, ao contrário, se sentirão mais ligados à sua mãe biológica?” “Será que acharão que foram nossa segunda opção e não uma real escolha?”

      Como então resolver este impasse?

      Falar “de onde eu vim?” envolve assuntos como parto, infertilidade e adoção, assuntos que, dependendo da faixa de idade, têm que ser adequadamente abordados.

      Ser honesto com seu filho implica também em respeitar seus limites cognitivos, intelectuais e emocionais para receber tais informações. E, sobretudo, deixá-lo expressar seus sentimentos e não tentar protegê-lo contra aqueles sentimentos de dor e tristeza, por mais difícil que isto seja!

      Tentar perceber o que seu filho pensa e o que quer saber é sempre uma esratégia melhor do que, em nome da verdade, começar a inundá-lo com informações. Vale lembrar, inclusive, que há algumas crianças extremamente curiosas e, outras, que custam a manifestar interesse pelo assunto, cabendo aos pais, nestas circunstâncias, provocar, delicadamente, o assunto.

      Aliás, as crianças são especialistas em fazerem perguntas em situações e ambientes os mais disparatados possíveis! Não se espante se, no meio do caminho para o colégio, com um transito horrível, você dirigindo e ele no banco de trás, seu filho sair-se com uma destas perguntas que você temia há tanto tempo!

      “Logo agora!!!” “O que faço? Paro tudo e respondo?” “Digo que vamos conversar depois?” “Tento disfarçar e fingir que não entendi para esperar um momento melhor ou o pai chegar a noite para explicarmos tudo, juntos?”

      Qualquer que seja a sua escolha, é importante conscientizar-se que falar sobre a adoção é um longo processo, que precisará de repetidas conversas durante a vida para ser assimilado e digerido por todos...

      Nas crianças da faixa etária de 1 a 5 anos, o pensamento está preparado para receber informações que não exijam nenhum raciocínio lógico; eles adoram ouvir suas histórias de como chegaram em nossa família e serem o centro das atenções...

      Conte-lhes, basicamente, que:

      • eles nasceram da mesma maneira que todas as crianças nascem
      • eles nasceram da barriga de outra mulher que não estava preparada para ser mãe de nenhum bebê naquela época
      • que vocês queriam muito ter um filho mas que nenhum bebê crescia na sua barriga e então vocês o adotaram e ele será seu bebê para sempre e
      • não esqueça de reforçar que, tanto o momento do seu nascimento, quanto o momento de sua adoção foi muito importante e bonito e que, depois de tanto tempo de espera, segurá-lo em seus braços foi algo de maravilhoso.

      Na faixa de idade de 6/7 anos é quando a criança percebe que, embora todas as pessoas venham ao mundo da mesma maneira, há uma diferença entre aqueles que nascem dentro de uma família e outros que entram numa família depois de nascerem. Começam a compreender que existem os pais que o conceberam e os pais que o criam.

      Na faixa de idade de 8 aos 11 anos é quando a criança começa a ter um raciocínio lógico e seu entendimento sobre as questões da adoção aumentam significativamente. É nesta etapa que vão questionar o porquê da decisão de sua mãe biológica.

      “Se ela não tinha dinheiro suficiente prá me criar, por que não arranjou um emprego?”
      “Se ela achava que não dava prá me criar sozinha, por que não se casou?”
      “Se ela não sabia como ser mãe, por que não tentou achar alguém que lhe ensinasse, lhe ajudasse?”

      E, por aí vão as questões, sem resposta,e as soluções que lhe parecem tão fáceis de terem sido encontradas pela mãe biológica... É quando elas começam a viver a adoção sob o aspecto das perdas e iniciam um doloroso processo de luto pela família perdida, não construída. Eles sofrem pelos pais que não conheceram assim como os pais adotivos vivem o luto pelo filho que nunca tiveram... Este luto pode manifestar-se de formas variadas, desde aqueles que falam diretamente sobre seus sentimentos, outros que adotam uma atitude mais defensiva e ainda há os que expressam seus sentimentos de raiva e mostram um comportamento desequilibrado.

      Não há um modelo certo ou errado em como falar sobre a adoção. O importante é ouvir o que seu filho está dizendo, permitir que expresse seus sentimentos, quaisquer que sejam eles, e estar sempre disponível para ouvi-lo e ajudá-lo na batalha da compreensão de sua origem.

      Por Ieda Dreger


      Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h35

      Porque é tão difícil ser adolescente

      Psicologia Adolescente (19)

      Conflito de Gerações

      Os amigos são tudo. Os pais nunca a entendem. Há dias em que tudo parece simples e outros que são tempestade pura, quando você só quer gritar com o mundo, dizendo que todos estão errados.

      É, a adolescência é assim, o corpo estica, arredonda, cresce para todos os lados. Quando percebe, você está dentro de uma nova embalagem e tem dificuldade para se reconhecer dentro dela.

      Mais dificil ainda é reconhecer as mudanças que estão acontecendo dentro da sua cabeça e fica a milhão com tanta coisa para pensar: escola, irmãos mais novos e os mais velhos também, as amigas, os garotos e seus pais.

      Ah, os pais... como é que do nada eles parecem não entender uma palavra do que você fala? Quando foi que eles se tornaram chatos? Quem são essas pessoas tão por fora e que não entendem nada?

      Na verdade, são os mesmos pais de sempre. Quem mudou foi você. Pense bem, quando você grita por causa de uma roupa ou bate a porta do quarto porque não poderá ir ao shopping, é um comportamento infantil. E tem ainda o excesso de agressividade com que você ataca todos.

      Seus pais também querem entender essa nova pessoa que fica cada dia mais independente e está aprendendo a ser madura. Mas que ainda tem muito que aprender.

      Será que dá para passar por esse período em paz com os pais? Dá sim. Respeito e doses cavalares de paciência ajudam bastante.

      A adolescência é o período em que a garota deixa de lado os valores dos pais para criar seus próprios valores. Muitas vezes, as adolescentes precisam testar gostos e pensamentos diferentes dos pais para descobrirem quem realmente são, a sua verdadeira personalidade como indivíduo.

      Essa busca pelos valores é que costuma causar um choque direto com os pais. Você quer muito ser ouvida, mas, por outro lado, não se esqueça de que eles têm mais experiência. Parece estranho, mas seus pais já foram adolescentes também, e podem dar toques importantes para que você passe por tudo isso de uma maneira mais fácil. A adolescência é um período de conflitos e mudanças para qualquer menina ou menino. E vocês vão se dar melhor se esse conflito for bem administrado com muita conversa e compreensão.

      Os pais também têm razão de reclamar do comportamento dos filhos. Se a adolescente quer mostrar que cresceu, está na hora de agir como tal. Nada de fazer cara feia ou ter comportamentos infantis diante de uma bronca ou proibição. Isso é normal e faz parte de seu amadurecimento.

      Ela alerta, por outro lado, para o fato de que muitos pais podem não se conformar por ter perdido o posto de heróis insubstituíveis dos filhos. Alguns têm dificuldade de suportar o olhar crítico dos jovens, que começam a questionar tudo e passam a ver os pais como são: pessoas com todos os defeitos e qualidades, porém com muito mais experiência. Lembre-se de que você também tem um monte de defeitos e que, por isso, é bacana pensar no lado dos pais e ouvir o que eles têm a dizer.

      O adolescente tem direito de: ser ouvida e poder expressar suas idéias, ter seu espaço, como o quarto, por exemplo, respeitado pelos pais, manter sua privacidade, por exemplo, ao telefone, com seu diário pessoal e em suas conversas, poder argumentar seu ponto de vista, quando deseja algo com que os pais não concordam, como usar roupas pretas ou salto.

      Mas os pais também têm direito de: pPedir mais responsabilidades, como manter o quarto arrumado, por exemplo, cobrar da filha (ou do filho) a responsabilidade pelo cuidado com seu corpo e com suas coisas, participar da vida das filhas (dos filhos) e orientar as escolhas, ser respeitada sempre

      Por que rolam tantas discussoões entre adolescentes e seus pais?

      ”Antes eu não discutia com a minha mãe. Agora eu discuto até ela chegar à mesma conclusão que a minha.” Irene, 11

      Sua mãe deve respeitar os seus gostos e desejos, assim como você também tem que respeitar os gostos dela. Mas, nem sempre, você terá seus desejos aceitos e precisará lidar com isso em várias situações em casa, na escola e por toda a vida.

      “Minha mãe quer que a gente volte aos tempos antigos. Eu gosto de roupa preta; ela, de roupa clara, e quer que eu use um visual antigo.” Beatriz,10

      Você está certa. Sua mãe quer que você se vista como ela, mas, conversando, você vai conseguir fazer com que ela a entenda. Mesmo não aceitando os seus gostos, ela deve respeitá-los.

      “Antes, minha mãe arrumava meu quarto e deixava tudo bonitinho. Agora, sou eu quem tem que arrumar. Ela diz que sou grande e que tenho que fazer isso. Mas, se quero ir ao shopping sozinha, ainda sou criança.” Inaiara, 10

      Arrumar o quarto deve ser sua obrigação, afinal o quarto é seu! Entenda que, aos poucos, seus pais irão perceber que você está crescendo em todos os aspectos e vão deixá-la ir ao shopping. Mas é preciso que você mostre a eles que está crescendo, sendo responsável.

      “ Tenho vergonha de falar de quem eu gosto para minha mãe. Antes, eu não sabia como era gostar de uma pessoa. Da primeira vez que contei, ela ficou rindo. Então, eu não falei mais” Flávia, 10

      Você está certa sim, mas seria bom perguntar a ela por que riu. Ninguém melhor do que sua mãe para dizer o porquê da risada. Deixe que ela explique e fale como você se sentiu chateada. Assim, pode confiar nela e contar o que sentir vontade.

      “Minha mãe me trata como criança. Quer que eu sente no colo e eu morro de vergonha. Parece que não percebe que eu mudei, que eu não uso mais roupas com desenhos de cachorrinho.” Gabriela, 10

      Que tal conversar com jeito com sua mãe e dizer que você não quer mais se sentar no colo dela, embora continue a amá-la? E que gostaria de ter o direito de usar as roupas que você escolher?

      Respeito e diálogo. Isso é o que há de mais importante numa relação. A maior parte das famílias não sabe conversar, e é preciso aprender. Corremos o risco de perder nossos filhos por isso. Sempre é tempo de aprender, se sentir necessidade, busque ajuda, mas aprenda a dialogar.

      Por Ieda Dreger


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