Blog Sexualidade

    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h26

    A difícil arte de falar de impotência sexual

    Sexualidade (13)

    Ser um homem pode significar muitas coisas. Uma dessas coisas tem um efeito extremamente forte em ambos os sexos: tem de ser capaz de fazer sexo. E para os homens fazer sexo significa ter ereção e poder penetrar. Perder esta capacidade, mesmo que momentaneamente, pode significar a perda de uma identidade muito importante: este homem deixa de ser/sentir homem!

    Essa é uma situação muito mais do que incômoda e para a qual os homens não foram preparados para lidar. Na maior parte das vezes o medo de falar toma conta, nada se faz e as coisas só pioram.

    As pesquisas nos dizem que os homens demoram em média de 5 anos para buscar ajuda neste caso. Alguns, embora casados, nunca falaram com a esposa sobre o assunto. Por outro lado, a companheira fica sem saber como tocar no assunto e ficam assim por anos.
    Quando um homem com dificuldades eréteis se permite consultar um profissional de saúde ele se depara com o pior dos fantasmas e pesadelos: falar neste terrível problema. Falar com outra pessoa é tornar público um problema tão bem escondido. Muitos podem até sentir-se desconfortáveis a ponto de não retornarem às consultas ou nem fazerem os exames. Precisarão de algum tempo a mais para se nutrirem de coragem de novo, forças para falarem deste “desastre” em suas vidas. Gostariam de sair da consulta, chegar em casa e tudo já estar resolvido.

    A maior parte das vezes, frente a um especialista em sexualidade, este homem ouvirá o questionamento sobre a parceira: falou com ela? Ela participará da solução do problema? Sim, porque ela também tem um problema. A proposta é de fazer o que se tem evitado...para termos ajuda no bom andamento do processo terapêutico.

    E como fazer algo que o homem não sabe? Homens são treinados a não contarem sobre seus medos, inseguranças em qualquer aspecto de sua vida. Não podem pedir ajuda. São criados com a obrigação social de dar conta do sexo. E isso não inclui assumir com palavras o que sentem. Não inclui também solicitar da parceira a compreensão e colaboração para que possam resolver um problema do casal.

    Como falar de sexo sem estar contando vantagem? Como assumir que não está sendo o “homem” que TEM que ser? Como cumprir “os deveres”?

    Este homem precisa perceber-se e aprender a respeitar os próprios limites. Reconhecer suas tristezas, suas dificuldades e expressar-se emocionalmente. Falar sobre o problema será o primeiro passo. Viver este momento de tristeza e dificuldade será outro passo necessário. Mas é preciso falar e se permitir sentir, apesar da tristeza e angústia, e a partir daí já sentirá um alívio.

    Os medos são muitos e variados: Ela pode me abandonar....o que ela vai pensar de mim? Buscará outro homem...As mulheres são mais compreensivas do que se pensa neste casos. Percebo muitas empurrando seus companheiros para buscarem ajuda e eles relutando. Acreditam, mas não se emprenham.

    Falar é o primeiro passo, o seguinte é conseguir planejar o que fazer e iniciar a superação do problema.

    Pedir compreensão é uma parte importante. A mulher precisa ouvir e saber ouvir. Ela também terá que lidar com a mesma frustração que o homem está lidando. Ouvir será muito do que ela poderá fazer pelo casal. Mas da mesma forma que é difícil para o homem falar a respeito, será difícil para ela ouvir e conversar sobre o assunto. As fantasias dela também existem e também são destrutivas, porque acredita que a falta de ereção pode ser um sinal de que o homem não a quer mais. Mas será nas conversar que as dúvidas serão tiradas.

    Embora difícil, só existe um caminho para que o casal encontre uma felicidade sexual, a saúde sexual: conversarem sobre o problema. Depois a solução virá, mesmo que com ajuda profissional. Superarão o problema, mas não sem conversarem.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h23

    Brincando com o jogo da sedução

    Sexualidade (13)

    A sedução é a expressão da sexualidade, através da sensualidade. Trata-se do assumir que é alguém que tem desejos e que é passível de ser desejado. Sedução implica em ousadia, auto conhecimento, confiança, segurança, desinibição. É um jogo relacional onde você dá sinais de que se interessa pelo outro e torna-se alvo de sua atenção. Se é correspondido pode avançar alguns passos e vice versa tudo depende de seu objetivo, preparo emocional e de sua capacidade para tolerar frustração.

    Culturalmente a sedução masculina sempre foi mais explícita e a feminina mais escondida. Para os homens sedução era sinônimo de virilidade e para as mulheres de promiscuidade e desvalor.

    Hoje a mulher também escolhe, não é apenas escolhida, a relação de sedução é mais clara, ela não precisa ou não deseja ficar mais no papel de chapeuzinho vermelho ou da bela que dorme, enquanto seus desejos aguardam ser despertos. Hoje a mulher está mais para “Mulher Gato” (no filme I’m Batman) sensual, forte, intrigante e ágil. O homem também mudou, não é apenas o príncipe encantado que tem que ser belo, rico, forte e “sarado” em seu cavalo branco, ele já aceita dividir a conta do restaurante ou ajudar nas tarefas domésticas, sem achar que está perdendo sua masculinidade.

    E o medo? O que fazemos com ele? Como sustentar um olhar sem suar frio, como desmontar o mito - inconsciente, na maioria das vezes, mas algumas vezes consciente, fruto de preconceitos culturais - que paquerar não é sinônimo de promiscuidade, não é coisa de mulher que não presta, ou de homem que não vale nada?! É verdade!! Alguns homens também sofrem com isso.

    O medo de se expor se correlaciona com o medo a crítica, a opinião e avaliação alheia. Algumas pessoas, geralmente as mais tímidas, carregam um equívoco importante, deduzem que ser o “bom moço” ou a “boa moça” significa não desejar nada, apenas esperar ser desejado ou escolhido, e consequentemente quem deseja estaria se oferecendo descaradamente.

    Novamente caímos na idéia de bom e mau, mocinho e bandido. O ser humano é bom e mau, temos as duas coisas , nossa saúde vem da relação que estabelecemos com o bom e com o mau que existe dentro de nós. Esta relação é guiada ela noção de respeito que desenvolvemos por nós e pelos outros, e por nosso entendimento de nossos direitos e deveres como seres vivos e seres sociais.

    Desejar é natural e humano, o entendimento que desejo é algo feio ou imoral advém de uma sociedade baseada nos contos de fada, na separação simplista de pureza e impureza, bom e mau, céu e inferno, que se afasta da realidade humana e pior, onde a sexualidade torna-se feia e suja. Obviamente quando me refiro a jogos de sedução, o estou considerando entre pessoas adultas e autônomas, e não quando a sedução é usada contra crianças ou pessoas indefesas, nestes casos, considero um ato absurdo e covarde.

    Vamos desmistificar isso, paquerar como disse antes, significa mostrar interesse , certo? Este interesse primeiramente será de conhecer o outro, não necessariamente é um pedido “transe comigo”, e mesmo que seja, caberá a você decidir se quer ou não.
    Torna-se mais fácil arriscar quando não se tem nada a perder e difícil quando não se sabe como reagirá a uma negativa, se você acredita em si e em sua capacidade de ser aceito, amar e ser amado, em seu “taco”, o medo torna-se menor.

    Sempre temos a idéia de que se alguém não nos aceita o problema está conosco. Quando levamos um fora nos perguntamos: O que eu tenho de errado? Não paramos para pensar que às vezes o outro também pode ter problemas, que não há nada errado comigo, mas que pode haver com o outro.

    Algumas pessoas dizem “não sei paquerar” ou quando mais velhas...”passei dessa fase, não tenho coragem, seria ridículo”. O que realmente está em jogo nessas situações é o medo, medo de não agradar, medo de não ser aceito, de não ser interessante, não ser inteligente o suficiente, bonito o suficiente, magra ou suficiente. A diferença entre os “paqueradores” dos primeiros exemplos e estes é como você lida com seu medo, é claro que o bonitão ou o não tão bonito também têm medo, mas a diferença é que arriscam, ousam, tentam, usam sua auto estima como base.

    Nossa auto estima é responsável por vários comportamentos que implicam em segurança pessoal, portanto, procurar cuidar de sua saúde emocional conhecer melhor suas características pessoais, tanto as boas como as más, será sempre o melhor caminho para seu desenvolvimento e para melhorar sua qualidade de vida.

    O jogo da sedução pode ser algo lúdico e fortalecedor da auto estima quando utilizado de forma saudável, afinal de contas, quem não gosta de uma “massagem” no ego de vez em sempre! Cuide de você e cuide de sua auto estima.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h20

    Cada pessoa vive a sexualidade de uma forma: Como você vive a sua?

    Sexualidade (13)

    Vamos fazer um rápido exercício: Pense por um instante nas formas de expressar carinho, amor, desejo, excitação...que você já presenciou. Deixe as cenas brotarem de sua memória, sua família, seus pais, você mesmo, como acontecia? Seus pais se beijavam na sua frente?

    Trocavam carícias, andavam de mãos dadas, lado a lado ou um na frente outro atrás? Conversavam sobre sexo, amor, carinho com você? Censuravam filmes, horários de TV? Reagiam com vergonha ou com naturalidade às suas perguntas? Estavam presentes...

    Agora lembre-se de como você lidava com tudo isso, você era tímido, ousado, curioso? Tinha medo de fazer perguntas ou não?...contentava-se com qualquer resposta? Conversava com amigos(as) sobre suas dúvidas? Por último, tente detectar a influência de tudo isso em sua sexualidade hoje.

    Entendo que trata-se de uma tarefa ampla para ser feita num breve instante, e obviamente não coloquei aqui todas as variáveis que deveríamos considerar, mas é apenas o início de um exercício que poderá ajudá-lo a compreender a influência de nossas experiências em nosso comportamento, principalmente na expressão de nossos sentimentos.

    Hoje a expressão de sua sexualidade com alta chance é o resultado dessa difícil e complexa equação: tudo que recebeu de informação - conceitos e preconceitos, mitos e verdades - somados à sua forma particular de entender aquilo que recebeu.

    A sexualidade passa por um processo físico, emocional e social. Como podemos perceber, recebemos modelos de comportamento em nossa educação e nascemos com características particulares. Aprendemos a nos vestir, a nos movimentar de forma “adequada”, ou esperada socialmente, a escolher o que comer, a torcer por um time, ou um esporte, a gostar de TV ou não. Tudo isso de forma explícita ou nem tanto, dependendo do grau de consciência dos educadores que cada um de nós teve. Da mesma forma aprendemos a “lidar” com nossa sexualidade.

    Nossos envolvimentos amorosos passam por nossas buscas, insatisfações, fantasias, crenças, medos, certezas e entendimentos de mundo. O ser humano naturalmente busca se envolver afetivamente e amorosamente. A vontade e busca do ser humano é de amor, o prazer, o carinho, fazem parte desta busca. O tipo de parceiro(a) que escolhemos está relacionado a esses modelos que recebemos durante nosso desenvolvimento, às pessoas que conhecemos, e histórias que acompanhamos.

    As formas que buscamos para obter prazer relacionam-se a nossas fantasias, desejos, e às possibilidades de realizá-los. O ser humano é um complexo formado por razão, emoção e espiritualidade. O desejo é livre, podemos desejar muitas coisas, mas a execução desses desejos passa pelo crivo da nossa razão e espiritualidade. O que quero dizer é que desejar é expressão do humano que existe em nós, mas executar o desejo é expressão de nossa saúde interna, de nossa capacidade de adequação, ou habilidade para viver socialmente, e de nosso entendimento de mundo. (posso ter vários pensamentos e sentimentos, mas sou responsável por minhas ações).

    Durante o desenvolvimento pessoal temos a difícil tarefa de aprender a respeitar nossos valores. Ainda temos muitos preconceitos mesmo nos dias de hoje. A homossexualidade por exemplo ainda é alvo de ataques e desrespeito e é uma orientação, não uma opção. A liberdade de escolher e de ser o que se deseja ainda está longe de ser conquistada, ainda há de se crescer muito e amadurecer nosso modo de nos relacionar com aqueles que pensam, sentem e percebem o mundo de maneira particular e diferente de nós. Não aprendemos a respeitar as diferenças.

    A virgindade hoje em dia tornou-se um tabu ao “contrário”, entre os jovens. O “crime” agora é ser virgem e não mais não ser como 40 ou 50 anos atrás; apenas se inverteu a posição, portanto o preconceito ainda impera absoluto.

    A virgindade não é apenas uma questão de “transar” ou não, mas está diretamente relacionada à noção de respeito próprio, capacidade para cuidar de si e responsabilidade. O jovem estará preparado quando a relação sexual não for uma obrigatoriedade ou apenas mais uma afronta.

    É comum escutar frases do tipo ...”todas as minhas amigas da minha idade já transaram”... ou, “quando alguém me pergunta, eu vou logo dizendo que é claro que já tive a minha experiência”... ou, “sou chamada de ‘vacilona’ porque não quis transar ainda”...
    Este é um importante aprendizado emocional: assumir nossas escolhas e “bancar” suas conseqüências.

    A noção de respeito e individualidade ainda é muito confusa socialmente. No Brasil a sexualidade é algo explorado e produto da mídia, somos o país das mulatas e dos biquínis. As crianças são estimuladas através das roupas, acessórios, TV, músicas e até algumas danças, a voltarem sua atenção para a sexualidade, algumas vezes perdendo com isso seu espaço de serem crianças, simplesmente porque a sexualidade faz parte do mundo do jovem/adulto e não da infância.

    Comerciais de TV aludem à sexualidade, mulheres são associadas a cervejas ou ao prazer provocado por elas. A mídia é a expressão do imaginário humano, refletindo idéias, valores, desejos e fantasias da atualidade. A mulher como objeto sexual ainda vende, mas o homem também passou a ser produto de consumo.

    Estamos numa época de reformulação de valores, idéias e crenças. O ser humano está sempre em evolução e transformação. Nossos entendimentos de bom e mau, certo e errado modificam-se de acordo com o prisma que escolhemos para decodificar a vida.
    A sexualidade deve ser olhada e aceita como algo natural que faz parte do desenvolvimento, das descobertas, das experiências pessoais e principalmente da expressão da vida. Para vivenciar a própria sexualidade sem culpas ou sofrimentos é necessário respeito próprio e enfrentamento dos próprios medos, conseguidos apenas através da ampla consciência de quem somos e da noção de nossas possibilidades e responsabilidades. Antes de qualquer coisa, respeito a si próprio. Não se esqueça disso.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 15h24

    Já? Ejaculação Precose

    Sexualidade (13)

    Um dos maiores medos do homem na cama é ejacular rápido demais. Insegurança, estresse e até achar que a mulher é superpoderosa podem fazer o cronômetro deles disparar.

    O que é ser viril? Para a maioria dos homens, a grande prova da masculinidade é conseguir manter o pênis ereto e chegar ao orgasmo. Broxar ou ejacular antes da hora estão entre os medos mais secretos que assolam um homem na cama.

    Não existe um tempo-padrão para o homem chegar ao clímax. Assim, às vezes é difícil definir exatamente o que é ejaculação precoce. Quando o orgasmo dele acontece ainda antes da penetração, o diagnóstico é óbvio. Nem sempre é assim. O homem geralmente se dá conta do problema quando, durante a relação sexual, a ejaculação vem antes do que ele deseja. Não conseguir proporcionar, assim, prazer à parceira é um sinal forte disso.

    A ejaculação pode ser de causa orgânica ou psicológica. Quando for de causa orgânica deve ser tratada por um médico especializado. Quando for de causa psicológica faz-se necessária o acompanhamento de um psicólogo.

    Vou comentar, a seguir, algumas das situações que conduzem a ejaculação precoce com causas psicológicas:

    Desconhecimento do corpo e da função sexual
    Algumas pessoas tem uma total falta de conhecimento do próprio corpo e mesmo da função sexual. Esta falta de conhecimento leva o homem a reduzir a atividade sexual em uma atividade estritamente genital. Tipo pênis x vagina. Isto ocorre porque o desconhecimento leva homem a " necessidade " de cumprir um papel de " macho ", instituído por conceitos sociais e morais alicerçados em um padrão de conduta estritamente " machista ". Dentro deste papel a preocupação básica é a manutenção da ereção, então acaba o homem sendo escravo de uma expectativa. Quando vai para uma atividade sexual, " acha " que tem que permanecer em ereção (de preferência muito vigorosa) desde o inicio da atividade. Isto acaba fazendo com que ele entre na ação com um grau elevado de " ansiedade " agindo então como " redutora das preliminares " e precipitadora de uma ejaculação mais rápida.
    Desconhecimento das necessidades da parceira.

    Este tipo de homem acha que para a parceira a ação sexual (pênis/ vagina) e a satisfação está no processo de penetração. Para a mulher, as preliminares e a troca de carícias é o item mais importante da ação sexual. Para ela sexo e afeto caminham juntos. Assim,a parceira de um ejaculador prematuro é e sente-se lesada em todas as ações sexuais.
    Dificuldades em dar ou receber carícias.

    Para o ejaculador prematuro receber caricias fica sendo visto como maior aumento da excitação e portanto aumento da precipitação ejaculatória. Desta forma ele rejeita receber caricias e muitas vezes solicita que a parceira fique totalmente imóvel durante a ação sexual pois acha que assim " demorará mais " para ejacular. Receber caricias é exatamente o contrário do que pensa um ejaculador rápido. Receber caricias melhora o padrão de excitabilidade e diminui muito a tensão nervosa e a ansiedade que precipitam a ejaculação.
    Atividade sexual como escape de tensões.

    Em uma grande maioria, encontramos nos ejaculadores prematuros um quadro de ansiedade muito acentuado que determinava um processo de insegurança básica. Esta situação de insegurança fortalece a dificuldade em lidar com tensões e frustrações e acaba por produzir um enfraquecimento na auto-imagem. De modo geral, estes indivíduos acabam sentindo-se muito abaixo de suas próprias expectativas quanto a seu papel na sociedade. Não conseguem cumprir suas próprias exigências (conscientes e inconscientes) do que é ser um " verdadeiro homem ". Para eles os outros são sempre mais capazes. E a cada " falha " sentem-se mais inseguros e acabam por utilizar a atividade sexual para descarregar tensões externas.
    Iniciação sexual inadequada.

    A falta de diálogo sobre sexo entre o filho jovem e os pais leva o adolescente a buscar informações com os amigos os quais geralmente são tão desinformados quanto ele. Esta troca de desinformação, acaba sendo uma fortalecedora de fantasias e criadora de uma grande expectativa quando ao cumprimento de um papel sexual onde a quantidade é sempre mais engrandecida do que a qualidade do sexo.

    Vencer a ansiedade.

    A ansiedade é o principal desencadeante da ejaculação rápida, ela é encontrada em todos casos e seus motivos são os mais diversos. Vamos então nos prender ao sintoma. Devemos ter em mente que uma atividade sexual é uma atividade para gerar unicamente prazer , portanto deve ser realizada de maneira que possa ser " curtida e vivenciada " em toda sua evolução. Sentir, ver, tocar, deve ser explorado ao máximo. Devemos também tirar da mente que a ereção deve ocorrer desde os momentos iniciais pois esta preocupação pode desviar-nos de partes que estão no momento sendo mais importantes. Quanto mais carícias maior será a excitação e menor será a tensão, portanto você estará mais solto e relaxado, podendo então ter maior controle sobre sua ação.

    Lembre-se, para tudo há solução. Você não é o único nem será o último a apresentar problemas. Busque profissionais capacitados que possam lhe auxiliar. Calar não é solução.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 15h15

    Falando sobre sexualidade: O que é verdade?

    Sexualidade (13)

    A curiosidades, conceitos do senso comum, os próprios tabus e os tantos mitos acerca desse assunto. Assunto este que merece relevância em toda sua complexidade, e mais exige aprendizado.

    Nunca sabemos tudo sobre um determinado assunto, quem dirá sobre a sexualidade, que é um assunto sobre o qual estamos ainda aprendendo a falar. É preciso que estejamos sempre dispostos a saber mais, buscar mais conhecimento de nós e do outr, do ser humano em sua totalidade, isso serve para trazer mais harmonia nos relacionamentos afetivo-sexuais.

    Considerando as muitas curiosidades e mitos que ainda permeiam o pensamento de muitas pessoas, foram elaboradas algumas questões que podem desmistificar alguns mitos sobre sexo e sexualidade.

    1. O ato sexual ocorre apenas com a penetração vaginal!

    O ato sexual é bem mais amplo, podendo ser praticado de várias formas, isto é, como a prática do sexo oral, sexo anal, estimulação clitoriana. As formas de se obter prazer sexual é o que importa. A penetração do pênis da vagina é apenas uma forma.

    As mulheres são menos sexuadas do que os homens!

    Não há diferença nesse aspecto, a sexualidade é igual para homens e mulheres.

    Durante muito tempo se falou que mulheres eram menos sexuadas que os homens, como se o homem não pudesse ficar sem sexo e a mulher sim.

    A diferença nisso é que a mulher tem uma dificuldade maior em liberar suas fantasias porque sempre foi muito mais reprimida. Além disso, o homem estimula-se pelo olhar. Olha e se excita. A mulher se apega mais a gestos e sentimentos. Mas estamos longe daquela crença de que as mulheres somente se envolvem sexualmente quando estão apaixonadas. Muitas mulheres buscam sexo pelo prazer do sexo unicamente.

    A esterilização (tanto em homens como em mulheres) afeta o sexo, diminuindo o desejo!
    Qualquer procedimento cirúrgico desse tipo só irá evitar uma gravidez, não alterando o desejo sexual.

    Tamanho do pênis é documento!

    Na cultura comum, isso é bem discutido, porem, o que mais importa pra um bom desempenho sexual é a rigidez peniana (ereção e manutenção dela) no ato da penetração, assim como o "vai e vem". O prazer não provém do tamanho. Até porque a parte mais sensível da vagina encontra-se nos 5 primeiros centímetros. A grande reclamação que ouço diariamente das mulheres é de homens que não conseguem ajudar no prazer da mulher por estarem muito comprometidos apenas com o deles. Isso é o pior. E digo ajudar porque ninguém é responsável absoluto pelo prazer do outro. Cada um precisa conhecer seu corpo para saber qual a melhor forma de sentir prazer, a fim de se propiciar e explicar ao outro. Afinal, ninguém tem bola de cristal. E como vou dizer o que gosto se nem eu mesma sei? Daí a importância do auto-conhecimento.

    Além disso, muitas mulheres tem prazer clitoriano, não vaginal, ou seja, prazer pela estimulação do clitóris, não pela penetração.

    O homem não deve expressar seus sentimentos!

    Nossa cultura determinou isso, que menino não chora, tem que ser forte. O homem tem o direito sim de expressar o que sente, ele é um ser humano e tem sentimentos, expressa-los não vai torná-lo menos homem. Aliás, muito frequentemente a expressão dos sentimentos do homem auxilia a estabelecer relações mais amigáveis e sensíveis.

    Sexo é bom apenas quando se consegue o orgasmo simultâneo!

    Em absoluto. Sexo é aprendizagem, é respeito ao limite do outro. É claro que quando um casal consegue chegar ao orgasmo simultaneamente, deve ser ótimo, a sensação esperada por qualquer casal, mas isso não pode ser regra, pois a tensão em tentar se chegar ao orgasmo simultâneo pode estragar o ato sexual, e gerar grandes desconfortos para o casal.

    Um homem não pode dizer não ao sexo!

    Quem disse isso? O homem pode sim dizer não ao sexo,com tanto estresse, acúmulo de tarefas, isso tudo pode contribuir para o homem estar cansado e de não querer fazer sexo, mas isso não pode influenciar negativamente na sexualidade dos homens.

    É errado ter fantasias sexuais!

     

    Pelo contrário, as fantasias sexuais, são desejos reprimidos, que podem e devem vir a tona na hora do sexo. Torna-se um grande incremento na atividade sexual. Procure realiza-las sem receio, mas sempre procurando respeitar as vontades e limitações do parceiro.

    Sexo anal sem camisinha, pode engravidar!

    A camisinha sempre deve ser usada, pois os espermatozóides são muito espertos e rápidos, ou seja, pode o esperma escorrer para a vagina e assim haver a fecundação. Além disso, sexo sempre com camisinha para evitar doenças sexualmente transmissíveis.
    A nossa educação e cultura exercem forte influencia nos conceitos que temos sobre o sexo e a sexualidade.

    Geralmente uma relação duradoura acaba trazendo mais conforto para se falar de intimidades, de vontades e fantasias, tornando o sexo algo mais prazeroso.
    Devemos sempre buscar o dialogo, o autoconhecimento, a intimidade com os nossos parceiros,para que os esclarecimentos estejam sempre presentes, tornando a atividade sexual mais confiante ,segura e feliz. Se você tiver alguma dificuldade com relação a sexualidade, busque um terapeuta sexual, certamente ele estará apto e lhe auxiliar.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 15h11

    Falta de desejo feminino, você conhece?

    Sexualidade (13)

    Tenho recebido (em meus site) muitas perguntas sobre as disfunções sexuais femininas. Em meu consultório, muitos casais vem em busca de soluções para diferentes problemas nesta área, então, vamos conversar um pouco sobre o assunto.

    Hoje vou escrever um pouco sobre inibição do desejo sexual feminino.
    Não são apenas as mulheres que buscam compreender a falta de desejo sexual feminino, muitos homens buscam terapia sexual com suas parceiras a fim de ajudá-las.

    Importante iniciarmos a explanação pela questão histórica. Desde crianças, a educação para meninos e meninas é diferente. Aos meninos é solicitado que “mostrem o pintinho”, às meninas é pedido que “fechem as pernas, as calcinhas estão aparecendo”. Na adolescência o garoto que sai com várias meninas é “o pegador”, idolatrado por tal façanha. A garota, se sair com vários meninos é tida como “fácil”, “galinha”, “não é pra casar” e assim por diante.

    Na maioria das vezes, no que tange a educação, é passada de forma implícita, que as mulheres precisam satisfazer seus companheiros (sexualmente falando) pois correm o risco deles procurarem outras. Então, além de ao homem tudo ser permitido, ele ainda encobre suas saídas paralelas, quando elas acontecem, culpando a mulher, com frases do tipo: “ela deixou uma brecha”, “ela não fazia na cama o que eu gosto“, “homens tem necessidades diferentes das mulheres”, e coisas do gênero.

    Bom, se as mulheres precisam satisfazer os desejos masculinos, que espaço elas têm para pensarem nelas mesmas?Ninguém é unicamente responsável pela satisfação de outra pessoa. Algumas pessoas inclusive gostam de salientar que o sexo deve ser algo egoísta, que cada um deve pensar em si.

    O que, na verdade acontece, é que como os homens tem uma educação mais livre e permissiva para falar e viver sua sexualidade, para eles sexo é uma coisa mais natural. É bom pensar em sexo como prazer.

    A mulher, quando vai falar de desejo, que tem ou gostaria de ter, a amiga já olha meio de lado, como quem questionando: “prazer? Você não quer demais eim?”.
    Trabalho com mulheres que nem conhecem seus genitais. Nunca pegaram um espelho para olhar sua vagina. Tem nojo, medo. Nunca se tocaram. “Isso é feio”, dizem.

    Ora, como vou poder dizer ao meu parceiro onde gosto de ser tocada e acariciada se nem ao menos eu sei? E como vou descobrir se eu mesma não permito me tocar ? Não é o outro que precisa descobrir o que eu gosto, isso não é obrigação dele, é minha. É neste sentido que digo que cada um é responsável por seu prazer, por descobrir seu prazer e depois poder trocar com o parceiro o que e como gosta.

    Muitas mulheres também não desenvolvem nem fantasias sexuais. Tem medo. Ora, fantasia, como diz o nome, não necessariamente vira realidade, a não ser que os dois desejem. E fantasia sexual é essencial para a relação. Fantasia não é apenas ver filme pornô. Pode ser ler contos eróticos (podem ser encontrados pela internet), visitar uma sex-shop, ver filem erótico (não pornô), brincar com o parceiro em lugares diferentes, etc.

    Como o homem é um ser visual, ele sente maior excitação no sentido chamado visão. A mulher desperta seu desejo maior no sentido chamado audição, ouvir. Por isso muitas mulheres são chamadas de tolas, porque “caem na lábia” de muitos homens. Ouvir coisas bonitas e gostosas é uma das coisas que as mulheres gostam muito. Um está certo e outro errado? Nada disso, são apenas diferenças que precisam ser compreendidas para compreendermos o restante também.

    Será que subentendemos que a mulher deve satisfazer seu marido e procriar apenas? Desejo? Vontade? “Isso não é coisa de mulher”, dizem algumas.

    Estamos redondamente enganadas. Isso é coisa de mulher sim. Só que enquanto não despertarmos para nossa responsabilidade para com isso, não podemos cobrar compreensão. Compreensão de que? De não ter desejo ou de não saber se tem, ou ainda de ter desejo e ter vergonha de dizer que tem.

    Se você percebe que tem alguma problema nesta área, busque um (a) terapeuta sexual para lhe ajudar. Tudo tem solução, basta você querer. Viva com prazer.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 15h02

    Frígida, Eu?

    Sexualidade (13)

    A frigidez é a negação da sexualidade no seu sentido mais amplo e erótico. É um estado de falta de interesse e incapacidade geral da busca pelo prazer. O principal nesse discurso é entender esse conceito e conseguir resgatar essa perda, não negando o sexo propriamente dito, mas valorizando e muito as outras relações de prazer.

    A mídia e as amigas estão sempre passando um padrão de sexualidade, principalmente feminina, que nos deixam confusas, atônitas ou mesmo complexadas. 

    As cobranças ficam ainda mais intensas quando o relacionamento por diversos motivos, não necessariamente sexuais, está desconfortável ou insatisfatório. Então acontece algo devastador para a auto-estima, que é a idéia de "...eu tenho problemas..."

    Atualmente o termo frigidez é comumente ligado a toda e qualquer insatisfação na vivência sexual: falta de desejo, afastamento da busca do prazer e ausência de orgasmo integram o cotidiano de quem enfrenta a frigidez.

    Antes focada apenas na falta de orgasmo, a frigidez, atualmente, é entendida num sentindo mais amplo, abrangendo as disfunções sexuais ligadas à falta de prazer e de desejo.

    Na frigidez, a mulher tem a falta de Eros. Ou seja, na tradição mitológica grega, a figura de eros é o deus grego do amor, que é também princípio de alegria, de vida e de prazer. Daí foi originada a palavra erotismo, que teve conceito deturpado ao longo dos tempos, sendo colocada apenas nas questões ligadas ao sexo propriamente dito. A pessoa frígida tem um curto-circuito não apenas na sua relação com o sexo, mas também em vários aspectos da sua vida.

    Por sermos indivíduos plurais, várias causas podem colaborar na frigidez feminina. Uma delas refere-se à educação. Muitas mulheres têm a concepção de que é o homem quem deve comandar a relação, sendo ela apenas um agente passivo. Contudo, sexo é troca de prazer. Se ela pensar assim, será frígida culturalmente. Já no sentido da religião, o sexo geralmente está associado à culpa e ao pecado. Culpa da religião? Não, com certeza. E sim de como o pecado e a pureza foram interpretados na evolução da história, correspondendo a uma cobrança da sociedade. Outro aspecto importante é a relação com a mãe. Se a filha teve uma relação de afetividade pobre com a mãe, se vê a mãe como uma pessoa infeliz ou passa uma mensagem de que o sexo não é necessário.

    É como se a mulher não pudesse ter esses dois papéis, de amante e de mãe. A mulher se liberou em todos os aspectos, intelectualmente. Porém, os valores que colocam a sexualidade feminina numa posição crítica ainda estão embutidos na sociedade ocidental. Além da falta de desejo, creio que o afastamento da busca do prazer e dificuldade de entrega total são os aspectos mais graves. Porque com certeza atingem outras áreas de desempenho, empobrecendo a vida e reduzindo as possibilidades de realização.

    A frígida, de uma maneira geral, nega o merecimento do gozo no inconsciente.
    Entre as causas orgânicas da frigidez estão doenças crônicas como diabetes, problemas neurológicos e depressão. Mas nada disso teria importância se um cuidado especial para alimentar o ego de energia vital, desejos e sonhos, projetos de vida, uma dupla que se comunica na sua essência, que acabam por compensar e permitem que esse obstáculo seja transposto. Não nego que existem situações críticas, traumáticas que têm repercussão na sexualidade. Porém, creio firmemente - e a vivência clinica confirma - , que as causas menores que acarretam disfunções sexuais femininas, quase na sua totalidade emocionais, são em grande parte calcadas em fatores de fácil remissão.

    Basta que para isso exista o firme propósito de gozar e viver sua sexualidade com entrega total, desmistificando uma visão idealizada que tem espaço ainda para o homem perfeito, quase o inatingível príncipe encantado. A mulher deve atuar na busca sexual e reconhecer o seu desejo, com atitude frente ao próprio desejo e dizer para si mesma: eu quero, eu desejo, eu vou gozar. O casal não deve ir para o ato sexual pensando somente no pênis e na vagina. Outros elementos, como os toques, um bom perfume, uma música e outros aspectos que desenvolvam a sensorialidade, beleza e atitude devem ser valorizados. O processo terapêutico no reforço da auto-estima, da feminilidade, de orientação e educação sexual, portanto, uma abordagem mais educativa e de desvelar mitos é o que mais ajuda e facilita nessa busca. Não adianta querer encontrar uma fórmula milagrosa para proporcionar mais desejo, excitação e o tão almejado orgasmo. O segredo está na nossa cabeça. Isso mesmo. As causas da dificuldade da mulher em atingir o clímax são psicológicas e não físicas.

    O que fazer, então, para chegar lá? É preciso aprender, antes de tudo, a não se cobrar tanto. Pensamentos e preocupações como "tenho de conseguir" ou "o que há de errado comigo?" só atrapalham, ainda mais quando invadem nossa cabeça bem na hora ´H´. Ou seja, é preciso deixar as cobranças de lado e responder apenas ao nosso instinto mais primitivo e natural, o desejo, a fome. Outro importante aspecto é ficar o mais à vontade possível com o próprio corpo: conhecer os pontos de prazer e não sentir vergonha ou inibição de se tocar. É preciso também ter coragem de mostrar ao parceiro do que você mais gosta ou não na hora do sexo. Tudo isso é importante para que o prazer seja cada vez maior. Orgasmo é uma questão de liberação, aprendizado e de treino. A ciência evolui rapidamente, claro, e hoje já se pesquisa na Europa alguma droga capaz de interferir no prazer feminino. Mas são estudos iniciais e podem levar muito tempo para serem concluídos. O melhor a fazer? Vencer o tabu, acabar com as cobranças internas, dividir com o parceiro os seus desejos e as suas expectativas e, se necessário, buscar a ajuda de um especialista.


    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 14h59

    O Homem não pode falhar?????

    Sexualidade (13)

    Para qualquer homem que se pergunte qual é o seu maior temor na cama, a resposta será: de falhar na “hora H”. Falhar, entre outros exemplos, pode ser entendido como não atingir ou manter a ereção, não chegar ao orgasmo ou demorar muito mais tempo do que a mulher para gozar.
    Porém, falhar não é somente isso no imaginário masculino. Se existe esta dificuldade, eles estão falhando enquanto homens, enquanto “machos”. Para eles, o fato de não conseguir manter uma ereção pode causar um sentimento de baixa auto-estima tão grande que sejam incapazes de aceitar o que houve como algo que pode ser normal.
    O estresse, o cansaço, o homem ter bebido um pouco além da conta, podem ser motivos suficientes para que ele não consiga manter uma relação sexual. A exigência de ser um “super-homem” na cama pode fazer com que a ansiedade seja tanta, que o homem não consiga se concentrar e seguir em frente. Uma parceira há muito desejada pode deixar um homem desconcertado a ponto de ter dificuldades de ereção.
    Tudo isso quer dizer que os homens também podem falhar, podem não estar cem por cento dispostos ao ato sexual. Não é somente a parte física de cada um que age no momento do sexo, existe muito mais do que isso envolvido. A fantasia, a tranqüilidade, o tipo de relacionamento que se tem com a parceira e como anda este relacionamento podem influenciar a ereção e o orgasmo do homem.
    As mulheres geralmente não são vítimas quando isso acontece, muitas delas acabam falhando com seus parceiros diante de uma falta de ereção ou orgasmo. Muitas acreditam que o parceiro as está traindo, outras, que ele perdeu o tesão por elas, ou ainda que não as ama mais. Nada disso pode estar acontecendo, o que pode estar acontecendo é que o homem não estava tão disposto ao sexo, mas não pode dizer não. E as mulheres reclamam diante de um “não” masculino.
    Elas podem não estar dispostas ao sexo, pelos vários motivos que normalmente alegam, mas eles não podem. Os homens não estão livres para uma falta de vontade, isso, equivaleria a perder parte de sua masculinidade, de seu poder.
    Esse pensamento torna qualquer falha na hora da relação sexual um motivo para o homem passar dias tentando entender o que aconteceu a ele, podendo levá-lo a novas falhas em razão disto. Depressão e sentimentos de inferioridade são bastante comuns nestes casos.
    Se houver qualquer tipo de falha, é importante que o homem saiba que isso pode acontecer em determinados momentos de suas vidas. Ajuda pode ser procurada se esta situação se repetir outras vezes ou se o homem sentir-se muito inseguro frente ao seu desempenho sexual.
    O importante é saber que esta situação não é incomum, que muitas coisas podem estar envolvidas na “falha” durante o ato sexual e que pode ser revertido. O homem falha, e isso acontece por vários motivos, mas uma falha não significa que ele perdeu sua virilidade ou está fadado a novas falhas.


    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 14h58

    Quem precisa de terapia sexual?

    Sexualidade (13)

    Não há mais novidades no sexo. È o que nos faz crer a propaganda do assunto. Revistas, programas de tv, rádio, jornais, revistas, etc.exibem uma série de reportagens, perguntas e respostas (Dr. Jairo Bauer, Penélope, Sue Yohanson ), todos seguindo a linha “tudo-o-que-vc-sempre-quis-saber-sobre-sexo...” Além da mídia, centenas de livros no melhor estilo “manual para uma vida sexual satisfatória” lotam as estantes. Muitos deles já viraram best sellers. Então está todo mundo fazendo sexo muito bem, certo? Errado. Pelo menos é o que se supõe com o crescimento da procura aos terapeutas sexuais. Os problemas vão desde ejaculação precoce, a impotência, dificuldade para atingir o orgasmo, dentre outros.
    Parece simples, mas muita gente tem dificuldade em procurar um especialista e encarar as questões do seu sexo. E não é o dinheiro o principal obstáculo. Admitir que existe um problema já é difícil. Depois é preciso também concordar em ser ajudado e aceitar o tratamento. Quando alguém procura uma terapia, já pensou em resolver sozinho esse problema. Primeiro tenta conversar com a parceira ou procura as respostas em livros, revistas, e caso se sinta a vontade, pede conselho aos amigos. Tudo isso pode ajudar, mas geralmente não é o suficiente.
    Terapia sexual é uma abordagem técnica para trabalhar com as queixas do casal ou do indivíduo. Mesmo que problemas com sexualidade envolvam outras pessoas, o tratamento pode ser feito individualmente e qualquer problema ligado a sexualidade pode ser tratado. Este processo, quando feito por um psicólogo, pode ajudar o paciente a encontrar outros sintomas que se relacionam com isso, mas que podem não estar diretamente ligado ao sexo. É muito comum, por exemplo, quem em um relacionamento afetivo a pessoa esteja conversando sozinha, sem conseguir levar seu problema para o parceiro. Ou que um homem esteja tendo ejaculação precoce com medo de se envolver afetivamente com alguém. A terapia tem como objetivo abrir um canal de possível comunicação entre as pessoas. Há quem me procure por não conseguir ter um namorado ou namorada, ou seja, estabelecer um laço afetivo; porque está tendo dificuldade em manter o casamento pela falta de desejo sexual, ou porque é homossexual e não está vivendo bem com a homossexualidade (neste último caso, não se “cura” a homossexualidade, apenas lida-se com os problemas sexuais da pessoa como com qualquer heterossexual).
    Mulheres que me procuram geralmente trazem a falta de desejo. As causas para isso são muitas e merecem ser investigadas. Vão desde um impedimento surgido desde a infância, um abuso sexual, uma frase ouvida em algum momento que ficou marcada, até a falta de desejo específica pelo marido (seu marido não consegue lhe despertar desejo).
    Também com homens existem fatores externos que podem interferir na sua sexualidade. Na impotência (segunda queixa mais comum) o estresse é um fator determinante. E os homens que formam esse grupo em geral são mais ansiosos, que não se permitem sentir a si próprio e ao outro. O desemprego, o excesso de preocupação, a baixa auto-estima, tudo contribui para uma performance sexual abaixo das expectativas deles.
    A maioria dos problemas da sexualidade acaba vindo de fora para dentro, com a construção de papéis, de crenças, nossas histórias...o que acontece durante o nosso desenvolvimento. Atualmente soma-se um conflito: as mulheres estão seguindo um modelo que é o da mulher poderosa, independente, mas ainda são criadas para serem Amélias, dóceis, sedutoras, frágeis, o estereótipo do que há de mais feminino. No confronto com a realidade elas acabam angustiando-se na busca dos fanáticos e múltiplos orgasmos que a mídia apresenta como verdade.
    O mesmo acontece com o Viagra ou similares. Somente a pílula não revigora casamentos pelo simples fato de que não é mágica. Ela não cria carinho, união, companheirismo. O problema é que muitos homens que tem problemas, tomam a pílula, se acham curados e não vêem motivos para buscar ajuda profissional. Só mesmo quando existe uma preocupação mais global com a qualidade do relacionamento ou de vida é que a busca da psicoterapia é considerada.
    Na questão do adolescentes, ainda vivemos como nossos pais. Embora o adolescente esteja descobrindo o sexo sempre mais cedo, os pais agem como se desconhecessem isso. Temem conversar a respeito, não orientam e, por fim, não aceitam a realidade. Acham que quem faz sexo é essa garotada, não seus filhos inocentes. E em casa não, que isso é uma pouca vergonha. Ou então, com medo de imporem limites e serem tachados de caretas, permitem tudo, acham tudo normal.
    Talvez o que esteja acontecendo hoje é que as pessoas estão buscando saber mais a cerca de sua sexualidade ou de si mesmos. O importante é tentar compreender o que somos e o que queremos. Nem estrelas, nem apenas dor. O que há no meio disso? O que pode ser bom para cada um? O que pode dar mais prazer ou não? Busque as respostas, isso poderá abrir portas em sua vida. Afinal, prazer é fundamental.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 14h55

    Reacendendo a chama sexual depois dos filhos

    Sexualidade (13)

    Antes de nos tornarmos mães e pais, muitos de nós ouvimos longos discursos a respeito das alterações que ocorrem em nossas vidas depois do nascimento dos filhos. Mas como a teoria é muito diferente da prática, antes de viver a experiência na pele fica difícil sequer imaginar a extensão destas mudanças. Noites e noites mal dormidas, refeições interrompidas por choros estridentes, preocupações das mais variadas com o bem-estar do bebê caem como um míssil no cotidiano do casal.
    Sem falar, é claro, no maldito espelho. É um choque deparar-se com um corpo que parece pertencer a outra pessoa. Além desses fatores que mexem com o emocional e com a forma física, também não se pode esquecer a verdadeira revolução de hormônios pela qual passa ou o organismo feminino.
    Não é uma surpresa, portanto, que o cansaço e a ansiedade tragam como resultado a falta de interesse sexual, pelo menos durante algum tempo. A mulher, por seu lado, fica com a atenção totalmente absorvida por este novo ser que parece não estar disposto a dividir espaço com mais nada e ninguém. O homem, por sua vez, até então sempre mimado pela companheira, de repente é colocado em segundo plano e luta para se reajustar às demandas decorrentes da paternidade.
    A transição da situação de amantes para o novo papel de pais, não é, como muitos nos fazem acreditar, uma passagem fácil. Ao contrário, irá exigir do casal um grande esforço e um novo olhar em direção à vida, para resgatar aquele elo sublime de relacionamento que existia quando eram apenas os dois.
    Isso ocorre com a maioria dos casais, portanto, se você está nesta fase, não se sinta um extraterrestre: tenha em mente que vocês são simplesmente normais. E não tenha dúvidas de que como qualquer fase na vida, esta também vai passar.
    Na verdade, não há um tempo certo de retomar a atividade sexual após o nascimento do bebê. Isso vai depender muito do casal. Este período pode variar de seis semanas a 18 meses ou até mais.
    O importante é ter em mente que, independente do interesse do casal pelo sexo, o fundamental é restabelecer o relacionamento e cuidar para que o aumento de responsabilidades dos dois com o crescimento da família não destrua o canal de diálogo nem a cumplicidade do casal.
    Assim como na fase da gravidez, o período pós-parto também deve ser tratado como uma fase especialmente sensível e delicada. Que tal usar a imaginação e retomar aos poucos?
    Uma massagem com óleos terapêuticos feita pelo companheiro depois de um dia exaustivo funciona como um excelente a afrodisíaco.
    O beijo, a carícia, os toques certos nos lugares certos podem servir como preliminares por várias semanas, até que os dois estejam prontos para uma relação sexual completa. Exercícios eróticos ajudam o casal a restabelecer sua intimidade e a evitar o choque de acelerar dos 0 aos 100 quilômetros por hora num minuto.
    Cada casal encontra seu caminho, mas em alguns casos é essencial estabelecer um horário ou um dia da semana para que os dois consigam ficar sozinhos e conversar sobre temas que dizem respeito às suas vidas, suas necessidades emocionais, sexuais, etc.
    Lembre-se de que esta hora é sagrada e deve ser usada para falar SÓ de vocês dois. Você vai perceber que um período de ausência não vai fazer diferença na vida de seu filho, mas pode fazer maravilhas pelo seu relacionamento.
    A imaginação é outra grande aliada para reacender a chama: para isso há um imenso mercado de acessórios sexuais capazes de incrementar a vida dos casais mais liberados, ou daqueles que podem encontrar aí uma oportunidade para se livrar dos tabus e das repressões.
    Atenção: se nada disto funcionar, o melhor a fazer é procurar uma ajuda psicológica. Tudo é válido quando se trata de restabelecer a saúde emocional e sexual de seu relacionamento. E lembre-se de que nada vai adiantar se as bases que os levaram a formar uma família não forem sólidas. Acima de tudo, ambos devem estar plenamente comprometidos em resgatar a magia do primeiro encontro.

    Por Ieda Dreger. 


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    Perguntas e Respostas sobre sexualidade – parte 0124/05/16Existe Homens que não gostam de sexo? Existe pessoas que não gostam de sexo? Todas as pessoas deveriam gostar de sexo para serem consideradas normais? Tem pessoas que simplesmente não curtem este prazer? E a questão de gênero (homem ou mulher), existem um gênero......