Postado em 24 de Maio de 2016 às 16h15

    Um papo sobre Tolerância! O que você sabe sobre isto?

    Personalidade (33)

    Quando falamos ou pensamos sobre tolerância, geralmente nos vêm á cabeça a palavra SUPORTAR, e eu quero sugerir, para este papo, a tradução espiritual (não religiosa) de RESPEITAR E ENTENDER, e isso faz toda a diferença.

    O que suportamos? Os impostos que precisamos pagar sem ter os retornos que deveríamos ter em termos de benfeitorias, as corrupções políticas, etc.

    O que precisamos respeitar e entender? Não apenas as diferenças sexuais (que precisam sim ser respeitadas), mas também as culturais, do saber, do conhecimento, da vontade, da responsabilidade, etc.

    Cada pessoa tem uma história de vida, um jeito de falar, uma crença, forma de pensar, de ser mais ou menos esforçado, mais ou menos competente, mais ou menos capaz de executar diferentes tarefas, etc.

    Há pessoas que buscam a perfeição, como se ela fosse possível, e se vangloriam disso. E como se isso não bastasse, cobram dos demais que também a busquem. Acham-se melhores do que os demais. Usam apenas o senso da RAZÃO. Deixam a espiritualidade de lado. Esses tornam-se inflexíveis.

    Estas pessoas geralmente pagam seus impostos e não reclamam, não reclamam também da corrupção, se vangloriam de trabalhar muito, mas cobram de seus subordinados e de seus familiares a perfeição.

    A tolerância é o momento onde qualquer pessoa pode colocar o seu ponto de vista mas ninguém pode forçar o outro a aceitá-lo. Necessita de argumentação e raciocínio honesto. Em muitos momentos a argumentação não vai ser a que você espera, ainda assim é a argumentação que a outra pessoa consegue dar. Se for honesto tem luz.

    Helen Keller disse que o “resultado mais elevado da educação e a tolerância”.

    Compreende-se que a intolerância é algo psicologicamente gritante porque é sintoma de insegurança e medo. Veja, os talibãs do Afeganistão obrigam as mulheres a usar véu, a ficar em casa e a desistir da sua educação e do seu emprego porque temem a sua liberdade. O medo gera a intolerância e a intolerância gera o medo: o ciclo é vicioso.

    O que é importante entender é que é possível tolerar uma crença, idéia ou uma prática sem a aceitar. Geralmente temos dificuldade em aceitar a diversidade quando somos demasiadamente rígidos com nós mesmos. O outro consegue ser/ter consigo aquela liberdade que eu não tenho comigo, então isso me torna irritável. Toleramos melhor o outro quando toleramos a nós mesmos.

    “...foram muitas as vezes em que enfrentei debates e discussões sobre fatos e temas que nada mais eram do que vaidades pessoais e batalhas de ego. Felizmente superei todas estas adversidades e hoje posso me deparar com as maiores dificuldades ou opiniões contrárias a minha que consigo manter minha postura e minha serenidade simplesmente pelo fato que estou aprendendo a utilizar e entender um importante sentimento, resumido a uma palavra muito bela chamada “tolerância”. M.C. não está falando de facilidade, mas sim de necessidade.

    Fica claro que a pessoa intolerante é aquela que: primeiro tem dificuldade em ver seus defeitos, em segundo lugar, de admiti-los e em terceiro lugar, de perdoá-los. Assim, acaba fazendo o mesmo com o outro.

    Olhe ao seu redor, você sabe me dizer o que está acontecendo no mundo, por exemplo?

    Em diversos lugares, em maior ou menor grau, há uma busca pelo poder através do fanatismo, uma das formas de intolerância, que não respeitam o próximo.

    Esse fanatismo deve ser banido, você não precisa arrastar ninguém para o jeito que você vive, mas sim dar exemplo de como viver melhor.

    Nossa maior responsabilidade é mudarmos dentro de nós...Para assim mudar o mundo!

    Por Ieda Dreger

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