Postado em 23 de Maio de 2016 às 17h25

    Superando a perda e seguindo em frente

    Casais (31)
    1) Como superar a dor da perda de alguém?
    Ieda: A primeira coisa a fazer é se permitir sentir, no caso a dor. Quando perdemos alguém, ficamos frustrados, com raiva e tristes. E importante se permitir esses sentimentos sem fugir deles. Quando fugimos, estamos apenas adiando o momento da dor, e depois, quando ele pedir passagem, vem bem mais forte. É preciso parar e sentir, para se fortalecer e seguir em frente.
    2) Mas a maioria das pessoas pensa que não deve ficar em casa se lamentando e chorando por alguém que se foi!
    Ieda: É preciso elaborar a perda e isso é diferente de se entregar à dor, sentir-se a coitadinha e vítima. Não é bom ficar em casa CULTIVANDO a tristeza, mas é importante dar espaço para ela se manifestar. É preciso um tempo para pensar na relação, começo, meio e fim, erros e acertos, sua parcela de contribuição para ter chegado aonde chegou e outros. Não há culpados, existem atitudes de cada um que contribuíram para a situação chegar aonde chegou. Quando entendemos a dor, ela fica cada vez menor e por fim, vai embora. Isso é diferente de cutucar a ferida (porque dói) ou negar a ferida (ela infecciona se não cuidada).
    3) Como fazer para “desapaixonar” de alguém?
    Ieda: Não existe mágica, é força de vontade para entender e ver o outro e a si mesmo com erros e acertos. Quando nos apaixonamos, estamos admirando o outro. A admiração muitas vezes é baseada na idealização. Então é importante perguntar-se: o outro é mesmo como eu imagino? Como posso ter certeza? Que características ele tem que me atraem?
    Fazer uma lista de características positivas e negativas do outro também nos auxiliar a vê-lo de forma mais real. O que é positivo no outro? Esse positivo é agora e será no futuro também? É isso que quero para a minha vida?
    Quando estamos apaixonados, temos a tendência de não perceber os pontos negativos do outro ou, se enxergamos, passamos a não considera-los importantes. É como se o outro só tivesse coisas boas. E isso não existe. Para “desapaixonar” ajuda perceber, também, os defeitos. As pessoas apaixonadas percebem e montam as histórias imaginárias que quiserem. É importante se resgatar e resgatar a auto-estima para poder se perceber de forma mais clara e seguir a diante.
     4) Existe morte imediata no amor, ou seja, alguém deixa de amar de uma hora para a outra?
    Ieda: Não acredito nisso. O parceiro sempre dá sinais de que algo não vai bem, ás vezes simplesmente, por motivos diversos, não percebemos ou não queremos perceber.
    5) E porque as pessoas não falam quando não estão bem, estão infelizes ou insatisfeitas?
    Ieda: Porque a grande maioria das pessoas não sabe dialogar. Pensam que o outro deve ter uma “bola de cristal” e adivinhar o que gostam ou não. Quando não gostam de alguma coisa vão guardando, engolindo...E depois explodem, quando quase nada há a fazer pelo amor. Isso também vai minando o relacionamento e o sentimento.
    6) Mas é difícil mudar a imagem que se tem de alguém.
    Ieda: Não é fácil, até porque muitos sinais de amor se confundem com amizade, companhia, sentido de vida, gentileza e outros. Mas é importante ver a si próprio e ao outro de forma clara.  O autoconhecimento é uma das coisa mais preciosas. Quando nos conhecemos profundamente, aprendemos a reconhecer porque escolhemos uma pessoa e não a outra, o que há por trás de nossas escolhas, o que realmente queremos para a nossa vida, de que forma queremos viver...E isso nos dá a possibilidade de ver aos outros de forma mais real, com menos fantasia e idealização. Quando você se conhece aprende a compreender que o outro não É A SUA VIDA, ele faz parte da sua vida e é importante, mas não é você. 

    Por Ieda Dreger. 

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