Postado em 23 de Maio de 2016 às 17h25

    Superando a perda e seguindo em frente

    Casais (33)
    1) Como superar a dor da perda de alguém?
    Ieda: A primeira coisa a fazer é se permitir sentir, no caso a dor. Quando perdemos alguém, ficamos frustrados, com raiva e tristes. E importante se permitir esses sentimentos sem fugir deles. Quando fugimos, estamos apenas adiando o momento da dor, e depois, quando ele pedir passagem, vem bem mais forte. É preciso parar e sentir, para se fortalecer e seguir em frente.
    2) Mas a maioria das pessoas pensa que não deve ficar em casa se lamentando e chorando por alguém que se foi!
    Ieda: É preciso elaborar a perda e isso é diferente de se entregar à dor, sentir-se a coitadinha e vítima. Não é bom ficar em casa CULTIVANDO a tristeza, mas é importante dar espaço para ela se manifestar. É preciso um tempo para pensar na relação, começo, meio e fim, erros e acertos, sua parcela de contribuição para ter chegado aonde chegou e outros. Não há culpados, existem atitudes de cada um que contribuíram para a situação chegar aonde chegou. Quando entendemos a dor, ela fica cada vez menor e por fim, vai embora. Isso é diferente de cutucar a ferida (porque dói) ou negar a ferida (ela infecciona se não cuidada).
    3) Como fazer para “desapaixonar” de alguém?
    Ieda: Não existe mágica, é força de vontade para entender e ver o outro e a si mesmo com erros e acertos. Quando nos apaixonamos, estamos admirando o outro. A admiração muitas vezes é baseada na idealização. Então é importante perguntar-se: o outro é mesmo como eu imagino? Como posso ter certeza? Que características ele tem que me atraem?
    Fazer uma lista de características positivas e negativas do outro também nos auxiliar a vê-lo de forma mais real. O que é positivo no outro? Esse positivo é agora e será no futuro também? É isso que quero para a minha vida?
    Quando estamos apaixonados, temos a tendência de não perceber os pontos negativos do outro ou, se enxergamos, passamos a não considera-los importantes. É como se o outro só tivesse coisas boas. E isso não existe. Para “desapaixonar” ajuda perceber, também, os defeitos. As pessoas apaixonadas percebem e montam as histórias imaginárias que quiserem. É importante se resgatar e resgatar a auto-estima para poder se perceber de forma mais clara e seguir a diante.
     4) Existe morte imediata no amor, ou seja, alguém deixa de amar de uma hora para a outra?
    Ieda: Não acredito nisso. O parceiro sempre dá sinais de que algo não vai bem, ás vezes simplesmente, por motivos diversos, não percebemos ou não queremos perceber.
    5) E porque as pessoas não falam quando não estão bem, estão infelizes ou insatisfeitas?
    Ieda: Porque a grande maioria das pessoas não sabe dialogar. Pensam que o outro deve ter uma “bola de cristal” e adivinhar o que gostam ou não. Quando não gostam de alguma coisa vão guardando, engolindo...E depois explodem, quando quase nada há a fazer pelo amor. Isso também vai minando o relacionamento e o sentimento.
    6) Mas é difícil mudar a imagem que se tem de alguém.
    Ieda: Não é fácil, até porque muitos sinais de amor se confundem com amizade, companhia, sentido de vida, gentileza e outros. Mas é importante ver a si próprio e ao outro de forma clara.  O autoconhecimento é uma das coisa mais preciosas. Quando nos conhecemos profundamente, aprendemos a reconhecer porque escolhemos uma pessoa e não a outra, o que há por trás de nossas escolhas, o que realmente queremos para a nossa vida, de que forma queremos viver...E isso nos dá a possibilidade de ver aos outros de forma mais real, com menos fantasia e idealização. Quando você se conhece aprende a compreender que o outro não É A SUA VIDA, ele faz parte da sua vida e é importante, mas não é você. 

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 17h15

    Superando os problemas com amor

    Casais (33)
    Superficialmente, este parece um problema grande demais para ser enfrentar. Quando falamos de amor, queremos dizer toda a síndrome, incluindo os sentimentos de paixão, desejo, os aspectos negativos da solidão e da rejeição, a instituição do casamento, a separação e, naturalmente, os problemas sexuais, invariavelmente ligados aos problemas do amor. Na verdade, o amor entre dois indivíduos, seja hetero ou homossexuais, é inseparável da parte sexual, simplesmente porque corpo-mente-alma estão envolvidos, e uma parte não pode ser separada da outra. Às vezes, os elementos sexuais envolvidos são deixados de lado, suprimidos ou relegados a posições secundárias, mas estão sempre presentes.
    Hoje em dia, está na moda se referir ao encontro sexual como “transa”, e na maioria dos paises estrangeiros, a idéia de amar alguém é considerada igual à de ter relações sexuais com essa pessoa. É possível fazer sexo com alguém sem o menor sentimento de amor. 
    A melhor resposta aos problemas decorrentes do amor e seus vários aspectos é permitir a realização da experiência emocional. Se isto não for possível, então deve-se enfrentar o problema da frustração. A seguir algumas idéias úteis relacionadas com os vários aspectos dos relacionamentos amorosos e de como lidar com eles.
    Primeiro: se existe um relacionamento amoroso ele é feliz, mas persiste um contínuo e incessante desejo de estar com a outra pessoa ao ponto da exclusão total das outras atividades, incluindo o trabalho, ou das responsabilidades envolvendo outrem, os indivíduos envolvidos estão face a face com um problema real. Apesar da expressão poética, não se vive só de amor. O relacionamento amoroso tem de ser equilibrado com um senso de realidade, na medida em que vivemos num mundo materialista. Se você não pode lidar com o desejo de estar com o outro ao ponto de excluir tudo o mais, tenha em mente que a separação temporária vai aumentar a vontade do reencontro, e que um senso de cumprir as responsabilidades o deixará mais relaxado e evitará o surgimento de sentimento de culpa.
    Segundo: se o problema é de amor onde o outro não está livre ou não gosta tanto de você como você queria, você encontrará frustrações perturbando-o (a) porque não pode forçar o parceiro a se envolver com tanta intensidade quanto você. Lembre-se que a paixão é um relacionamento em que a possessão desempenha uma grande parcela e, por sua própria natureza, consome muito de suas energias. Você pode lidar melhor com ela reduzindo sua própria produção emocional para se aproximar mais do nível da do seu parceiro. Como fazer isso: vivendo mais conscientemente, ou seja, percebendo que ninguém é perfeito. Como resultado, você aprenderá a relaxar no relacionamento, e a paixão se transformará em amor.
    Terceira: Se você ama alguém e esse amor não é correspondido, e se achar incapaz de aceitar isso e procurar em outro lugar, você estará sofrendo de amor mal resolvido, provavelmente uma das piores condições em que um humano sensível pode se encontrar. Naturalmente, você vai querer que esta condição termine. Se deseja tanto, lembre-se de que há alguma possibilidade, e uma delas é saber exatamente o seu valor.  Se está amando alguém que não lhe dá valor, você não poderá obriga-lo (a) a fazer isso, mas tem a opção de se valorizar e buscar outra pessoa ou de estar sozinho (a) e mesmo assim feliz, pois está consigo próprio.
    Quarta: Se o seu casamento é insatisfatório, e você não deseja dissolvê-lo por uma serie de motivos, filhos por exemplo, deve aprender a lidar com essa imperfeição. A melhor maneira de fazer isso é relacionar todos os aspectos positivos de sua relação, e depois os negativos. Em seguida pense o que você pode fazer para melhorar os aspectos negativos de sua relação e depois coloque EM AÇÃO (não adianta só pensar). Por último, faça uma lista de novas áreas de interesse mútuo que vocês ainda não exploraram o bastante. Num casamento vacilante, é importante enfatizar o lado positivo e minimizar o negativo, dar e receber, e avançar em novas direções, onde ambos poderão descobrir mundos que não conheciam. Não precisa ser uma mudança de espaço, como uma mudança de casa ou uma viagem, mas pode ser uma aventura intelectual ou emocional, como partilhar de algum trabalho artístico ou alguma forma de ocupação profissional. O importante é que novos caminhos sejam trilhados juntos e simultaneamente.
    Quinto: lidar com problemas sexuais já deu margem ao aparecimento de dezenas de novos livros , novos métodos e novos médicos. O sexo, sendo a forma mais profunda e elevada de amor entre duas pessoas, não deve ficar relegado a desempenhos mecânicos, mesmo que seja efetuado sob os olhos atentos de um terapeuta clinicamente treinado. Se existem problemas sexuais, eles são partilhados por você e seu parceiro, e a questão de quem é mais culpado é abstrata. Somente corrigindo-se as falhas em ambos os lados pode haver um relacionamento satisfatório. Você pode descobrir que a maioria dos problemas sexuais advém de ansiedade. Essas ansiedades são criadas em sua própria mente e devem-se a informações insuficientes sobre seu próprio eu.
    Uma das formas de você enfrentar os problemas de diversas ordens é não aceitando-os permanentemente, mas compreendendo sua existência temporária e aprendendo a resolve-los definitivamente. Às vezes a gente sabe o que está errado, mas não consegue fazer o mais acertado, se você tiver algum problemas que esteja com dificuldade de resolver, procuro uma psicólogo competente e ele certamente poderá lhe ajudar.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 15h43

    Traição tem perdão?

    Casais (33)

    A traição é, com certeza, um dos maiores dramas sentimentais da humanidade. Não é à toa que muitas vezes recai sobre seus ombros a culpa de crimes passionais. É ela também a fonte de inspiração de uma infinidade de poemas sofridos e de músicas no melhor estilo 'dor de cotovelo'. A infidelidade, definitivamente, faz parte da vida de homens e mulheres que habitam esse planeta, sem distinção de classe social, cor ou credo. Só que mesmo sendo a deflagradora de sentimentos e emoções tão desagradáveis, muita gente consegue fazer do limão uma limonada, e ainda engoli-la com muito gelo e açúcar, claro ao lado do próprio responsável por ela.
    Lidar com a traição não é uma tarefa fácil. Além de doer muito, ela também nos obriga a tomar certas decisões que nem de longe ilustravam nossos planos. Mas a vida é assim. E pode-se dizer, se é que consola, que a traição é uma das rasteiras mais corriqueiras que costumamos levar. No entanto, quase todo mundo ao se deparar isso, tem uma sensação indescritível de raiva misturada com revolta. 'Quando descobri que estava sendo traída foi horrível! A situação teve todos os requintes que merecia: escândalo, xingamento, porrada nele, choro e muita mágoa. Tive ódio dele e pena de mim, por achar que não merecia aquilo. Acabei terminando um relacionamento de quatro anos por achar que era impossível colar os cacos que o Rodrigo tinha quebrado', desabafa a nutricionista C. V.
    Só que muita gente investe na restauração da relação. Para isso, nada funciona melhor do que um produto raro na natureza humana: o perdão. Foi o que jura ter feito a ex-primeira dama e traída número um do mundo, Hilllary Clinton, em seu livro de memórias 'Vivendo a História'. Nele, Hillary conta que perdoou o marido Bill Clinton e o pivô do escândalo, Mônica Lewinsky, para seguir sua vida conjugal e profissional em paz. Mas será que perdoar uma traição é realmente possível? Perdoar a traição depende muito do contexto em que tudo aconteceu e, quando é pública, como foi a de Hillary, a pessoa sempre sente uma necessidade de dar uma resposta, o que no caso dela foi um livro.
    A engenheira S. L. conta que com ela foi ao contrário: foi o seu namorado quem sentiu a dor da traição e, sem dúvida, o fato do problema ter ficado entre quatro paredes o ajudou bastante a superá-lo. 'Eu passei um tempo fora e acabei me envolvendo com outra pessoa. Quando voltei ao Brasil tentei esquecê-lo e continuar com o Ricardo como se nada tivesse acontecido. Só que apareceram rastros como e-mails e fotografias, e o Ricardo acabou descobrindo. Aí eu tive que confessar. Ele ficou louco da vida e chegou a terminar comigo. Mas depois de pensar melhor e entender que o nosso relacionamento era muito maior do que aquilo, voltamos', revela.
    Mas há quem não acredite na boa fé do perdão da traição. Como a dentista A. A., que acha que ninguém perdoa sem ter alguma muleta para se escorar. 'É difícil engolir que o cara que você gosta trepou com outra. Não estou julgando ninguém, mas acho que quem perdoa é porque tem interesses que se sobrepõem aos sentimentos', acredita ela. Isso é bastante comum de acontecer e que muitas pessoas agem assim na falsa esperança de preservar um relacionamento. 'Perdoar é aceitar que foi traída, e que deseja manter mesmo assim a relação por uma opção emocional e não por conveniência. O episódio deve ser definitivamente esquecido. Só que muita gente aceita a traição do parceiro por motivos econômicos, pelos filhos ou até por medo de enfrentar a vida sozinha. O que acaba gerando um mal-estar sistemático entre o casal, já que por qualquer motivo a traição vai ser relembrada' a melhor maneira de superar um fato grave como a traição é com muita conversa. 'Assim, o casal vai poder entender o porquê de estar passando por aquilo e, desta forma, a relação pode até mesmo melhorar', conclui ela.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 15h41

    Você está sempre tentando modificar seu parceiro?

    Casais (33)

    Você já tentou ou pelo menos desejou mudar algo em seu parceiro? Dar uma “arrumadinha” nele... deixá-lo mais romântico, ou deixá-la mais econômica, ou mais organizado(a)? Mais objetivo(a) ou mais sentimental?
    Nos relacionamentos algumas vezes chegamos a crer que estaríamos mais felizes com pessoas que pensam da mesma forma que nós, ou que possuem as mesmas crenças e pontos de vista, e de certa forma, realmente seria mais fácil, pois com esse perfil as chances de você ser confrontado certamente seriam menores.
    A grande questão é que os relacionamentos que mais nos estimulam a crescer e a repensar nosso forma de vida são aqueles travados com pessoas que se orientam por parâmetros diferentes dos nossos, pois é com elas que aprendemos a exercitar nosso conceito de respeito.
    Respeito implica em receber e entender o outro a partir de sua perspectiva, de seu prisma, o que significa estar na mesma hierarquia, no mesmo patamar, sentir-se nem maior nem menor que o outro, apenas fazendo parte de uma relação simétrica e não complementar.
    Desse ponto de vista, sempre teremos a acrescentar em nossa vida, à medida que possamos nos permitir entrar em contato com o genuíno que existe em cada um de nós.
    Quando tentamos modificar o outro, sem respeitar suas particularidades, talvez estejamos buscando nos relacionar com nosso espelho, impondo nossas verdades e entendimentos de mundo, numa busca desesperada de evitar o medo do novo e do diferente. Para lidar com eles, temos que estar muito convictos de nossa identidade e de nossas certezas, e ao mesmo tempo dispostos a checá-las e consequentemente repensá-las.
    Em contrapartida, muitas vezes queremos mudar no outro o que ele tem de nós; implicamos com a chatice do outro para não olharmos para a nossa, olhamos o mau do outro para evitarmos entrar em contato com o nosso mau interno, implicamos com sua desorganização para não lidar com nosso excesso de ordem que muitas vezes nos escraviza.
    Nossas escolhas de vida são processos de amadurecimento e transformação pessoal. A maturidade emocional passa pela capacidade de fazer escolhas e lidar com suas conseqüências.
    Aprender a apurar nosso foco de atenção, perceber nossas necessidades, desejos e dificuldades é o primeiro passo. Em decorrência desse processo ganhamos a capacidade de sermos assertivos em nossas atitudes e consequentemente fortalecemos nossa auto-estima, condição indispensável para lidar com nossas escolhas.
    Sendo assim olhe para seu companheiro(a) não com os olhos críticos de quem procura defeitos a serem corrigidos, mas com os olhos de quem está pronto e aberto a conhecer outras formas de existir. Respeite-se e respeite o outro. Se não é possível viver com as diferenças do outro, não é possível ter uma relação com o outro. O que não dá é pra entrar numa relação, seja ela de amizade ou namoro pensando no que vai mudar no outro. Viva e deixe viver, e seja feliz.

    Por Ieda Dreger.