Postado em 23 de Maio de 2016 às 17h31

    Relacionamentos desgastados, o que fazer?

    Casais (33)

    As relações têm bons e maus momentos. Às vezes, nos momentos difíceis, os parceiros ficam sem saber que vão fazer por que o desgaste é enorme, a raiva paira no ar e tudo passa a ser motivo de agressões. Aí vem a pergunta, continuar ou acabar? Não é fácil recuperar o relacionamento, mas é possível. Descobrir as causas do problema é o passo inicial.
    Não é difícil perceber quando uma relação começa a ter problemas psicológicos. Tem um cheiro de veneno no ar. Um pequeno comportamento de um dos parceiros da margem para a agressão do outro. O importante nesse momento é saber se a relação está com um problema ou se ela é totalmente irrecuperável.
    As pessoas precisam ter idéias dos sintomas de um relacionamento que está em envenenado para poder fazer a desintoxicação. Um dos fatores mais comuns da relação envenenada é o sentimento de impotência e de desesperança. É impotência de mudar o que precisa ser mudado. Essa sensação é como se você tivesse perdido o controle de si mesmo e dos problemas na relação. É como se você tivesse em queda livre incapaz de encontrar uma solução.
    Por outro lado, o desespero faz a gente imaginar que a vida e o relacionamento nunca mais vão mudar. É como uma percepção de que nos encontramos num beco sem saída e isso vai criando um círculo vicioso.
    Uma partida básica para iniciar essa desintoxicação e tentar eliminar as emoções negativas e procurar ver o que o relacionamento tem de bom. Isso evita que o casal invista muito e venha a morrer na praia.
    É preciso entender que reconstruir o relacionamento é um processo e leva o seu tempo. Como palavra diz, processo é algo contínuo que vai se construindo, é o contrário de tudo ou nada.
    Então é importante avaliar o relacionamento da seguinte forma: como era antes e como está agora. Toda relação de amor, seja ela de amizade, de mãe e filho, de marido e mulher, tem momentos melhores e piores. É mais ou menos comparado a conta corrente no banco, horas está mais alta, horas está mais baixa, quando não está no vermelho.
    Um dos grandes questionamentos que os relacionamentos tóxico nos trazem é a indefinição entre cair fora e procurar uma nova relação ou até ficar sozinho ou continuar na relação tentando mudar para melhorar. O medo, às vezes, faz com que a pessoa fique paralisadas, sem ação. Na verdade, você não se sente sem esperança porque não existe solução, mas, sim, acredita que não existe solução é precisamente porque sente muito medo.
    O que a gente pode fazer para vencer o medo? Para vencer o medo é importante que ele seja reconhecido. Quando o casal está crescendo, enquanto o casal continuar a ampliar a capacidade de se conhecer, esse casal está numa mudança. E toda a mudança gera medo. Mesmo quando essa mudança é para melhor. A melhor forma de perder o medo de fazer alguma coisa é fazendo.
    Mas porque o medo caminha junto com as pessoas ? A gente sabe que existem coisas que podemos controlar, enquanto outras estão além do nosso controle. Porém, se o casal se julgasse sem condições de influir no próprio destino, aí eles estarão duvidando de si mesmos, até de suas forças. Por isso existem os psicólogos, com formação específica na área de casais, que podem estar ajudando vocês.
    É bom lembrar que as forças do casal se desenvolvem ao aprender a lidar com os desafios reais, com a experiência de cada dia. A vida não é uma luta fácil.
    Acontece que fazer nos dá poder, portanto, se você sentir medo, lute assim mesmo pela própria sobrevivência e pela sobrevivência do seu amor.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 17h30

    Separação... perdendo alguém que você ama

    Casais (33)

    Divórcio é sempre uma perda: dos sonhos, das fantasias, do” juntos pra sempre”. Isso tanto para quem toma a iniciativa quanto para quem precisa acatá-la. Toda perda nos exige muitas tentativas de novas adaptações. Por isso mesmo a perda é uma experiência estressante e que pode levar a quadros de depressão, ansiedade, abuso de álcool e drogas, raiva, etc.
    No caso de divórcio ou separação, o grau de dificuldade é maior quando há filhos, porque é um casal que deverá continuar se encontrando, não há como romper definitivamente.
    Perder tira as pessoas da linha de equilíbrio, perder leva ao sofrimento emocional. Perder dinheiro, bens materiais (porque as vezes representam a vida da pessoa) mas principalmente perder pessoas. Por exemplo, a pessoa que perdeu sua casa em detrimento das chuvas, é a perda da referência desta pessoa, o porto seguro, o lugar de acolhimento. Esta pessoa terá sua vida desequilibrada, de forma semelhante a quem perde uma pessoa.
    Quando falamos em perder pessoas estamos falando de todo tipo de perda, da pessoa que você perdeu por morte, por mudança, por opção, etc.
    As perdas nem sempre acontecem por forças externas, muitas perdes acontecem por sua opção mesmo. Por exemplo, quando você perde alguém porque precisou sair do relacionamento, dificilmente um relacionamento acaba com total certeza das partes de que é isso mesmo que deve acontecer. Os relacionamentos acabam porque uma parte deste relacionamento estava doentia, prejudicial. Claro que sempre existe uma parte que era gostosa, era bom estar com a pessoa, mas quando esta parte fica pequenininha demais o sensato é sair deste relacionamento. No entanto a cabeça da pessoa fica sempre apegada aquele pedacinho do relacionamento que era bom, era o chocolatinho que uma vez ele te trouxe e você achou isso tão doce, foi aquele gesto de pegar um copo d’água no momento que você precisava tanto, etc. Mas isso fica muito pequeno quando você é traído, por exemplo, ou é maltratada nas outras 23 horas do dia, aí chega a hora de se despedir dessa pessoa. É sempre uma perda a dor da separação.
    Existem muitos tipos de perdas. Nós perdemos continuamente em nossa própria vida, perdemos a infância, quem é que não tem saudades da infância. Precisamos deixá-la pra trás pra entrar no ensaio da vida adulta que é a adolescência. A perda de um estilo de vida com a aposentadoria. Já surgiu uma nova problemática que é a síndrome da esposa do marido aposentado. Esta nova fase é difícil, a esposa perde seu castelo porque esse terreno que era todo dela, sua casa, agora tem que compartilhar com o marido que também dono desta casa, mas que, agora aposentado, fica pelos cantos fazendo coisinhas, sujando espaços, tentando arrumar a porta e descobrindo que não sabe arrumar a porta. Para ele essa é sua nova diversão, e para ela seu novo inferno.
    Perder sempre é difícil, mesmo perder coisas ruins. Deixar pra trás um marido que só trazia transtorno nem sempre é aquela felicidade toda, pois é a perda de uma rotina conhecida.
    Como se dão as fases da perda? Geralmente a primeira é a hora do choque, é aquele momento onde as pessoas dizem “não caiu a ficha ainda”. Depois vem o protesto, onde a pessoa fica com raiva, ela tenta recuperar a pessoa perdida, A terceira é o desespero, quando a pessoa reconhece finalmente a perda, reconhece a impossibilidade de volta, aquela pessoa que partiu não volta mais, e isso é desesperador. E por fim a última, a recuperação, a tristeza dá lugar pra sentimentos mais positivos, ela vê o que pode fazer para viver bem esta vida nova que ela terá, que coisa pode fazer por si mesma, talvez aprender alguma coisa com a pessoa que se foi, talvez cuidar melhor da saúde, não entrar em situações arriscadas, e com isso a pessoa aceita.
    Eu gosto muito de frisar o que é aceitação. As pessoas confundem aceitação com conformação. Não, aceitar não é se conformar, não é passar a gostar do que aconteceu, não é concordar com o que aconteceu. Aceitar é combinar com você mesmo que você não vai mais entrar nessa briga interna a respeito do acontecido e vai tocar a bola pra frente.
    Por exemplo, perdeu o namorado,( marido, esposa, namorada), a relação terminou, por você ou pelo outro, doeu muito, ok. É preciso levar a vida adiante.
    Percebemos que a pessoa aceitou essa ruptura na hora que ela deixa essa outra pessoa prá trás e vai tocar sua vida, vai trabalhar com gosto porque ex (marido, mulher, namorado, namorada) não tem nada a ver com seu trabalho, trabalho é outra parcela da sua vida que não merece ser contaminado pela dor desta. E quando você aceita esta perda você não passou a gostar do que aconteceu, é como que se você tivesse combinado com você mesmo que você não vai mais entrar nessa de deixar sua vida cair toda num buraco porque uma relação terminou, você vai combinar com você mesmo que sua vida é mais do que uma pessoa nela, sua vida tem lugar pra muitas pessoas, e nem falo de muitos namorados não, também, mas falo de pessoas de todos os setores da sua vida.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 17h28

    Separação, é possível renascer da dor

    Casais (33)

    Terminar um casamento é sempre difícil, mesmo para quem toma a iniciativa. Mas dependendo de sua atitude, a ruptura pode trazer um enriquecimento pessoal e outras coisas muito boas.
    Tenho percebido em meu consultório, que esse assunto tem sido abordada em muitos relacionamentos. Muitas pessoas perdem anos arrastando um casamento ruim, que já se acabou, adiando o rompimento por falta de coragem.
    Uma ruptura não ocorre de uma hora para outra, muitos pacientes me perguntam quais os sinais de que essa ruptura está prestes a acontecer. Um dos sintomas mais decisivos é a falta de sexo no casamento. As pessoas tentam negar que está acontecendo, enganam se dizendo que a cama não é tão importante. Mas, sem este contato, a emoção, o tesão e a intimidade dão lugar ao hábito e a solidão a ponto de um começar a ter aversão pelo outro. Os parceiros não conversam mais, não sorriem juntos. Seu amor vira hábito, é o começo do fim.
    Sabemos também que homens e mulheres vivem de modo diferente a ruptura amorosa. Isso se deve ao fato de que ainda existe uma forte mentalidade patriarcal. Os meninos são estimulados a se afastar da mãe muito cedo; crescem tentando negar que dependem de uma mulher. Quando viram adultos, constroem aquela imagem do durão que não quer casar. Porém, numa relação duradoura, ficam dependentes e, no caso da ruptura, sentem-se desamparados. Por isso, é muito raro um homem propor a separação.
    Nos meus anos de consultório, nunca vi um que tomasse tal iniciativa para viver sozinho; isso só acontece se ele já estiver com uma namorada. Já a mulher é emocionalmente forte porque, na infância, teve a mãe por muito mais tempo. Não raro, se a relação amorosa não vai bem, ela perde o tesão também antes do homem e prefere se separar e viver sozinha a insistir num casamento insatisfatório. Uma outra forma de perceber essa diferença é a de que a mulher é capaz de sentimentos profundos e ainda apegada ao amor romântico enquanto o homem ama menos do que a mulher mas sofre mais na hora da ruptura. Fica perdido com a perda da rotina e do convívio com os filhos, que, em geral, permanecem com a mãe. O pai terá que se esforçar para vê-los e vai lidar com a questão material, com a pensão, a propriedade e outros.
    Então, que motivos colaboram para o fim das relações? A causa principal é o modelo errado do casamento simbiótico, em plena idade adulta, muitas pessoas ainda querem em reeditar a fusão tipo “mamãe e filho” no relacionamento e nossa cultura incentiva esse equívoco. O homem é mais dependente da mulher, mas, por outro lado, sempre teve mais facilidade para arrumar relações extraconjugais. Muitos se acomodam em um casamento morno e ficam nessa lengalenga porque, se o sexo não é bom, resolvem a questão fora de casa, em vez de tentar resolver os problemas em casa.
    Podemos abandonar, ser abandonados, ou entrar num acordo de separação. A reação masculina ao abandono é mais violenta que a feminina, pois o marido, em muitos casos, imagina que a esposa é parte do seu império. Mesmo quando é a mulher que sugere a separação, não signifique que sairá ilesa. É duro quebrar os vínculos. Se os dois desejam a ruptura, o trauma é menor. O abandono é sempre mais difícil, porque reedita todas as rejeições que a gente já sofreu ao longo da vida. O problema é que o amor romântico é regido pela impossibilidade: se o outro não te quer, você se apaixona mais ainda. Aí surge a mágoa, a pessoa se sente jogada fora, fica com auto-estima abalada.
    Então como superar a dor de ser abandonada por causa de outra mulher? É fundamental perceber que a troca não quer dizer que você não seja digna de amor nem que seja inferior a outras, apenas que ele encontrou alguém que pode satisfazer algum anseio dele naquele momento. Talvez você se desespere, a dor é real e séria, mas ficará insuportável se duvidar de sua capacidade de amar e ser amada. No início, o baque é inevitável. Mas há inúmeros casos em que a ruptura revela-se benéfica. A separação pode promover o renascimento, tudo dependerá de sua visão de mundo. Nenhuma mulher deve se sentir desvalorizada só porque está sem um companheiro, o importante é desenvolver a habilidade de ser feliz sozinha. Se você tem amigos, projetos de vida e de trabalho, liberdade sexual, certamente sofrerá menos. Há pessoas que chegam em meu consultório totalmente arrasadas pelo fim do casamento e que, depois de algum tempo, sentem-se até gratas ao companheiro pela separação.
    Apesar do divórcio ser comum hoje em dia, as pessoas me perguntam se ele não é visto e vivido como um fracasso pessoal. Sem dúvida, mas essa mentalidade tem de mudar. O fim do casamento não é sinal de que não deu certo. O casal construiu muita coisa junto, quem sabe teve filhos, com certeza viveu grandes momentos. Isso tudo vale e muito. Não é porque acaba que perde a importância. Associar separação a fracasso é sinônimo de preconceito.
    Para algumas pessoas, separar e complicado. Mas por outro lado, existem aqueles que diante do primeiro problema, pulam do barco. Esse ímpeto é mais comum entre os jovens. Existe muita gente que rompe o casamento como se estivesse simplesmente terminando mais um amor. Talvez pelo fato de não terem cultivado uma forte amizade e bem querer, que sustentam o dia-a-dia das relações. Mas existe também a noção de que hoje em dia se vive o descartável. Inclusive no amor e relacionamentos. Então se alguma coisa não dá certo, logo se pensa em separação.
    O que poderíamos dizer então dos casais que atam e desatam mil vezes. Quem de nós já não viu de perto um casal de amigos que ficaram nessa situação? A mim parece uma tentativa de recuperar a antiga acomodação apenas.
    Muita gente diz que não sai do casamento por causa dos filhos. Essa justificativa não é válida e acarretará cobranças mais tarde. O rancor do casal vai amargurar os filhos. Como podem ser felizes ao lado de pais que vivem brigando? Se o casal se separar mais estabelecer um clima de respeito mútuo, os filhos não sofrerão. O pior de tudo é quando um dos parceiros manipula os filhos para se vingar. Neste caso as crianças sofrerão muito.
    Lembrando então, separações sempre são difíceis, mas é possível retomar a vida. Se você está tendo dificuldades, busque a ajuda de um profissional competente

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 17h26

    Seu casamento está em crise?

    Casais (33)
    Uma crise no casamento geralmente acontece quando vários fatores se juntam, e sem uma percepção atenta sobre eles, acabam por desencadear uma crise.
    As crises mais comuns no casamento estão relacionadas à dificuldades de comunicação (as pessoas acham que conseguem dialogar, mas no fundo, fazem acusações apenas ou não aprofundam o diálogo), ao medo de abandono ou rejeição, a problemas individuais, a expectativas diferentes quanto à relação e à visões de mundo diferentes. Muitos casais que procuram psicoterapia alegam como causa principal da crise que estão passando, entre outros:
    •       ciúmes,
    •       mudanças no modo de ver ao relacionamento e/ou a si próprio,
    •       traição,
    •       divergência na educação dos filhos e na resolução de problemas cotidianos,
    •       problemas sexuais
    A dificuldade de impôr limites e equilibrar a relação é prato cheio para uma crise. É muito comum, por exemplo, após anos de casamento, aquela parte que sempre cedeu mais achar que não recebeu o devido reconhecimento em troca e virar a mesa, o que leva à crise.
    Entre os problemas individuais que levam à crises estão o desemprego e conseqüente falta de dinheiro, a falta de realização pessoal,  o alcoolismo e a violência doméstica
    Períodos de mudança no casamento podem levar à uma crise, se o casal não conseguir lidar com o estresse da mudança e com seus efeitos na relação. Estas mudanças pedem adaptação à nova realidade por parte do casal e geralmente estão ligadas a acontecimentos marcantes no casamento, como: início do casamento, nascimento do primeiro filho, educação de filhos (principalmente adolescentes), afastamento dos filhos de casa após seu crescimento, aposentadoria, doença na família, modificações no trabalho e envolvimento com o trabalho.
    Por quê muitos casais passam por estes períodos sem viver uma crise, e outros não? Na verdade, a resposta está na forma do relacionamento entre o casal e na estrutura emocional de cada um deles. Cada um destes períodos trás a necessidade de adaptações específicas e a forma como eles irão afetar um casamento depende muito de cada um dos parceiros e do modo que eles interagem entre si e com as dificuldades.
    O período pelo qual o casal está passando pode levar a uma crise, mas não é o único motivo para que crises no casamento aconteçam. Por exemplo, um determinado casal pode viver uma crise com o nascimento do primeiro filho, contribuindo para isso as mudanças no corpo da mulher, o ciúmes normal que o marido pode vir a sentir ao dividir a atenção da esposa (até então voltada só para o marido) com o bebê, o que cada um sente sobre os novos papéis que irão desempenhar dali em diante (não só marido e mulher mas pai e mãe também), as expectativas quanto ao novo membro da família, e muito mais, enfim. Por outro lado, um outro casal pode viver uma crise por causa do ciúmes grande que um deles tem do outro. Neste caso, não há uma mudança  específica na vida deles, mas sim um modo de se relacionar e de ver o relacionamento, de ver a si mesmo e ao outro, que dia após dia traz conflitos que vão gerar a crise propriamente dita.
    Para vencer uma crise o casal é importante o casal buscar se ajudar e a melhor ajuda ainda é a COMUNICAÇÃO.
    Caso sinta dificuldades em vencer a crise sozinho ou dependendo da natureza do problema, é importante procurar ajuda de um psicólogo, seja para fazer psicoterapia de casal ou individual. Ter em vista que existe ajuda profissional apropriada é importante, pois muitos casais vão passando por cima dos conflitos que surgem no decorrer do relacionamento sem resolvê-los em seu íntimo, então os conflitos vão se acumulando e tomando uma dimensão cada vez maior, e o casal acaba só buscando ajuda quando uma montanha de mágoas e acusações tirou bastante a força do casamento.

    Por Ieda Dreger.