Postado em 23 de Maio de 2016 às 17h15

    Superando os problemas com amor

    Casais (31)
    Superficialmente, este parece um problema grande demais para ser enfrentar. Quando falamos de amor, queremos dizer toda a síndrome, incluindo os sentimentos de paixão, desejo, os aspectos negativos da solidão e da rejeição, a instituição do casamento, a separação e, naturalmente, os problemas sexuais, invariavelmente ligados aos problemas do amor. Na verdade, o amor entre dois indivíduos, seja hetero ou homossexuais, é inseparável da parte sexual, simplesmente porque corpo-mente-alma estão envolvidos, e uma parte não pode ser separada da outra. Às vezes, os elementos sexuais envolvidos são deixados de lado, suprimidos ou relegados a posições secundárias, mas estão sempre presentes.
    Hoje em dia, está na moda se referir ao encontro sexual como “transa”, e na maioria dos paises estrangeiros, a idéia de amar alguém é considerada igual à de ter relações sexuais com essa pessoa. É possível fazer sexo com alguém sem o menor sentimento de amor. 
    A melhor resposta aos problemas decorrentes do amor e seus vários aspectos é permitir a realização da experiência emocional. Se isto não for possível, então deve-se enfrentar o problema da frustração. A seguir algumas idéias úteis relacionadas com os vários aspectos dos relacionamentos amorosos e de como lidar com eles.
    Primeiro: se existe um relacionamento amoroso ele é feliz, mas persiste um contínuo e incessante desejo de estar com a outra pessoa ao ponto da exclusão total das outras atividades, incluindo o trabalho, ou das responsabilidades envolvendo outrem, os indivíduos envolvidos estão face a face com um problema real. Apesar da expressão poética, não se vive só de amor. O relacionamento amoroso tem de ser equilibrado com um senso de realidade, na medida em que vivemos num mundo materialista. Se você não pode lidar com o desejo de estar com o outro ao ponto de excluir tudo o mais, tenha em mente que a separação temporária vai aumentar a vontade do reencontro, e que um senso de cumprir as responsabilidades o deixará mais relaxado e evitará o surgimento de sentimento de culpa.
    Segundo: se o problema é de amor onde o outro não está livre ou não gosta tanto de você como você queria, você encontrará frustrações perturbando-o (a) porque não pode forçar o parceiro a se envolver com tanta intensidade quanto você. Lembre-se que a paixão é um relacionamento em que a possessão desempenha uma grande parcela e, por sua própria natureza, consome muito de suas energias. Você pode lidar melhor com ela reduzindo sua própria produção emocional para se aproximar mais do nível da do seu parceiro. Como fazer isso: vivendo mais conscientemente, ou seja, percebendo que ninguém é perfeito. Como resultado, você aprenderá a relaxar no relacionamento, e a paixão se transformará em amor.
    Terceira: Se você ama alguém e esse amor não é correspondido, e se achar incapaz de aceitar isso e procurar em outro lugar, você estará sofrendo de amor mal resolvido, provavelmente uma das piores condições em que um humano sensível pode se encontrar. Naturalmente, você vai querer que esta condição termine. Se deseja tanto, lembre-se de que há alguma possibilidade, e uma delas é saber exatamente o seu valor.  Se está amando alguém que não lhe dá valor, você não poderá obriga-lo (a) a fazer isso, mas tem a opção de se valorizar e buscar outra pessoa ou de estar sozinho (a) e mesmo assim feliz, pois está consigo próprio.
    Quarta: Se o seu casamento é insatisfatório, e você não deseja dissolvê-lo por uma serie de motivos, filhos por exemplo, deve aprender a lidar com essa imperfeição. A melhor maneira de fazer isso é relacionar todos os aspectos positivos de sua relação, e depois os negativos. Em seguida pense o que você pode fazer para melhorar os aspectos negativos de sua relação e depois coloque EM AÇÃO (não adianta só pensar). Por último, faça uma lista de novas áreas de interesse mútuo que vocês ainda não exploraram o bastante. Num casamento vacilante, é importante enfatizar o lado positivo e minimizar o negativo, dar e receber, e avançar em novas direções, onde ambos poderão descobrir mundos que não conheciam. Não precisa ser uma mudança de espaço, como uma mudança de casa ou uma viagem, mas pode ser uma aventura intelectual ou emocional, como partilhar de algum trabalho artístico ou alguma forma de ocupação profissional. O importante é que novos caminhos sejam trilhados juntos e simultaneamente.
    Quinto: lidar com problemas sexuais já deu margem ao aparecimento de dezenas de novos livros , novos métodos e novos médicos. O sexo, sendo a forma mais profunda e elevada de amor entre duas pessoas, não deve ficar relegado a desempenhos mecânicos, mesmo que seja efetuado sob os olhos atentos de um terapeuta clinicamente treinado. Se existem problemas sexuais, eles são partilhados por você e seu parceiro, e a questão de quem é mais culpado é abstrata. Somente corrigindo-se as falhas em ambos os lados pode haver um relacionamento satisfatório. Você pode descobrir que a maioria dos problemas sexuais advém de ansiedade. Essas ansiedades são criadas em sua própria mente e devem-se a informações insuficientes sobre seu próprio eu.
    Uma das formas de você enfrentar os problemas de diversas ordens é não aceitando-os permanentemente, mas compreendendo sua existência temporária e aprendendo a resolve-los definitivamente. Às vezes a gente sabe o que está errado, mas não consegue fazer o mais acertado, se você tiver algum problemas que esteja com dificuldade de resolver, procuro uma psicólogo competente e ele certamente poderá lhe ajudar.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 15h43

    Traição tem perdão?

    Casais (31)

    A traição é, com certeza, um dos maiores dramas sentimentais da humanidade. Não é à toa que muitas vezes recai sobre seus ombros a culpa de crimes passionais. É ela também a fonte de inspiração de uma infinidade de poemas sofridos e de músicas no melhor estilo 'dor de cotovelo'. A infidelidade, definitivamente, faz parte da vida de homens e mulheres que habitam esse planeta, sem distinção de classe social, cor ou credo. Só que mesmo sendo a deflagradora de sentimentos e emoções tão desagradáveis, muita gente consegue fazer do limão uma limonada, e ainda engoli-la com muito gelo e açúcar, claro ao lado do próprio responsável por ela.
    Lidar com a traição não é uma tarefa fácil. Além de doer muito, ela também nos obriga a tomar certas decisões que nem de longe ilustravam nossos planos. Mas a vida é assim. E pode-se dizer, se é que consola, que a traição é uma das rasteiras mais corriqueiras que costumamos levar. No entanto, quase todo mundo ao se deparar isso, tem uma sensação indescritível de raiva misturada com revolta. 'Quando descobri que estava sendo traída foi horrível! A situação teve todos os requintes que merecia: escândalo, xingamento, porrada nele, choro e muita mágoa. Tive ódio dele e pena de mim, por achar que não merecia aquilo. Acabei terminando um relacionamento de quatro anos por achar que era impossível colar os cacos que o Rodrigo tinha quebrado', desabafa a nutricionista C. V.
    Só que muita gente investe na restauração da relação. Para isso, nada funciona melhor do que um produto raro na natureza humana: o perdão. Foi o que jura ter feito a ex-primeira dama e traída número um do mundo, Hilllary Clinton, em seu livro de memórias 'Vivendo a História'. Nele, Hillary conta que perdoou o marido Bill Clinton e o pivô do escândalo, Mônica Lewinsky, para seguir sua vida conjugal e profissional em paz. Mas será que perdoar uma traição é realmente possível? Perdoar a traição depende muito do contexto em que tudo aconteceu e, quando é pública, como foi a de Hillary, a pessoa sempre sente uma necessidade de dar uma resposta, o que no caso dela foi um livro.
    A engenheira S. L. conta que com ela foi ao contrário: foi o seu namorado quem sentiu a dor da traição e, sem dúvida, o fato do problema ter ficado entre quatro paredes o ajudou bastante a superá-lo. 'Eu passei um tempo fora e acabei me envolvendo com outra pessoa. Quando voltei ao Brasil tentei esquecê-lo e continuar com o Ricardo como se nada tivesse acontecido. Só que apareceram rastros como e-mails e fotografias, e o Ricardo acabou descobrindo. Aí eu tive que confessar. Ele ficou louco da vida e chegou a terminar comigo. Mas depois de pensar melhor e entender que o nosso relacionamento era muito maior do que aquilo, voltamos', revela.
    Mas há quem não acredite na boa fé do perdão da traição. Como a dentista A. A., que acha que ninguém perdoa sem ter alguma muleta para se escorar. 'É difícil engolir que o cara que você gosta trepou com outra. Não estou julgando ninguém, mas acho que quem perdoa é porque tem interesses que se sobrepõem aos sentimentos', acredita ela. Isso é bastante comum de acontecer e que muitas pessoas agem assim na falsa esperança de preservar um relacionamento. 'Perdoar é aceitar que foi traída, e que deseja manter mesmo assim a relação por uma opção emocional e não por conveniência. O episódio deve ser definitivamente esquecido. Só que muita gente aceita a traição do parceiro por motivos econômicos, pelos filhos ou até por medo de enfrentar a vida sozinha. O que acaba gerando um mal-estar sistemático entre o casal, já que por qualquer motivo a traição vai ser relembrada' a melhor maneira de superar um fato grave como a traição é com muita conversa. 'Assim, o casal vai poder entender o porquê de estar passando por aquilo e, desta forma, a relação pode até mesmo melhorar', conclui ela.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 15h41

    Você está sempre tentando modificar seu parceiro?

    Casais (31)

    Você já tentou ou pelo menos desejou mudar algo em seu parceiro? Dar uma “arrumadinha” nele... deixá-lo mais romântico, ou deixá-la mais econômica, ou mais organizado(a)? Mais objetivo(a) ou mais sentimental?
    Nos relacionamentos algumas vezes chegamos a crer que estaríamos mais felizes com pessoas que pensam da mesma forma que nós, ou que possuem as mesmas crenças e pontos de vista, e de certa forma, realmente seria mais fácil, pois com esse perfil as chances de você ser confrontado certamente seriam menores.
    A grande questão é que os relacionamentos que mais nos estimulam a crescer e a repensar nosso forma de vida são aqueles travados com pessoas que se orientam por parâmetros diferentes dos nossos, pois é com elas que aprendemos a exercitar nosso conceito de respeito.
    Respeito implica em receber e entender o outro a partir de sua perspectiva, de seu prisma, o que significa estar na mesma hierarquia, no mesmo patamar, sentir-se nem maior nem menor que o outro, apenas fazendo parte de uma relação simétrica e não complementar.
    Desse ponto de vista, sempre teremos a acrescentar em nossa vida, à medida que possamos nos permitir entrar em contato com o genuíno que existe em cada um de nós.
    Quando tentamos modificar o outro, sem respeitar suas particularidades, talvez estejamos buscando nos relacionar com nosso espelho, impondo nossas verdades e entendimentos de mundo, numa busca desesperada de evitar o medo do novo e do diferente. Para lidar com eles, temos que estar muito convictos de nossa identidade e de nossas certezas, e ao mesmo tempo dispostos a checá-las e consequentemente repensá-las.
    Em contrapartida, muitas vezes queremos mudar no outro o que ele tem de nós; implicamos com a chatice do outro para não olharmos para a nossa, olhamos o mau do outro para evitarmos entrar em contato com o nosso mau interno, implicamos com sua desorganização para não lidar com nosso excesso de ordem que muitas vezes nos escraviza.
    Nossas escolhas de vida são processos de amadurecimento e transformação pessoal. A maturidade emocional passa pela capacidade de fazer escolhas e lidar com suas conseqüências.
    Aprender a apurar nosso foco de atenção, perceber nossas necessidades, desejos e dificuldades é o primeiro passo. Em decorrência desse processo ganhamos a capacidade de sermos assertivos em nossas atitudes e consequentemente fortalecemos nossa auto-estima, condição indispensável para lidar com nossas escolhas.
    Sendo assim olhe para seu companheiro(a) não com os olhos críticos de quem procura defeitos a serem corrigidos, mas com os olhos de quem está pronto e aberto a conhecer outras formas de existir. Respeite-se e respeite o outro. Se não é possível viver com as diferenças do outro, não é possível ter uma relação com o outro. O que não dá é pra entrar numa relação, seja ela de amizade ou namoro pensando no que vai mudar no outro. Viva e deixe viver, e seja feliz.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 15h39

    Festa de casamento: você está preparada?

    Casais (31)
    A Festa de casamento é feita a fim de partilhar a alegria de um momento especial na vida dos noivos. É um longo período de preparação, geralmente demanda um ano. Há uma gama variada de itens a resolver como: jogos, musica, vestidos, cabelo, unhas, maquiagem, lugar, decoração, convite, lembrancinhas, bolo, musica, etc. Tudo deve estar impecável. Há ainda a questão corporal, os noivos desejam estar elegantes, então se preocupam com certa antecedência com os quilinhos a perder a fim de que a roupa tenha um melhor caimento, que o cabelo esteja no comprimento correto, ou seja, uma cobrança sem fim para que o dia especial seja perfeito.
    E aqui é que importa pensar. Queremos o perfeito, mas perfeito existe? Será que vale a pena sofrer tanto? Podemos baixar um pouco nossa expectativa e curtir mais? Porque quando nos damos conta estamos comprometendo todo nosso tempo nesta organização e não sobra tempo para viver.
    Sem perceber, sua vida vai girando em torno da festa. Todo o tempo livre você está ocupando para isso. Pesquisando na internet detalhes, conversando com amigas, com a família, com o noivo. Os finais de semana são dias de falar com fornecedores, fazer visitas a floriculturas e casas de doces. Enfim, durante um bom tempo de sua vida antes do casamento você está dormindo a acordando sonhando com seu grande dia. Isso envolve você de tal forma que você não se dá conta. E quando isso acaba? Quando o casamento acontece e depois você precisa voltar ao trabalho, cuidar da casa, das contas, do marido? Quando percebe que toda aquela dedicação, cuidado, ansiedade e comprometimento acabaram? O que fazer?
    Muitas noivas sentem-se aliviadas por não terem mais tantas obrigações, mas outras ficam tristes, como se não existisse mais um objetivo de vida. Elas precisam suprir a falta da correria dos preparativos com outras atividades. Sim, existe a “depressão pós festa de casamento”. Mas esta depressão só acontece para algumas pessoas, para aquelas que já tinham uma pré disposição. É possível perceber sinais de que isso pode acontecer? Sim, durante o planejamento vários sinais são dados, como um nervosismo muito grande, irritabilidade excessiva, perda de sono, etc. que são ignorados, achando que tudo voltará ao normal depois da festa. Já fui procurada por uma noiva seis meses depois do casamento, quando o quadro depressivo já estava instalado.
    Parece um exagero, mas sim, ocorre e é comum. Por isso, preste atenção em você, nos seus sinais, não ultrapasse seus limites e tenha um casamento perfeito, e não apenas uma festa perfeita! Veja as 5 dicas do profissional:
    1. Case com a pessoa que você escolheu para viver ao seu lado o resto de sua vida. Não dê ouvido às pressões familiares, que são muito comuns em casamentos que não dão certo;
    2.  Divida com seu noivo as responsabilidades, evitando assim uma sobrecarga só da noiva;
    3. Aprenda a respeitar os seus limites e saiba pedir ajuda das pessoas mais próximas, como mãe, tia, amiga;
    4. Tenha foco na razão da festa, que é o casamento. Muitas noivas se envolvem tanto com os preparativos da festa que acabam se esquecendo que ela só está ocorrendo por conta de algo muito mais importante em suas vidas, que é a vida a dois;
    5. Faça terapia. Por meio dela você poderá resolver os seus conflitos, verbalizar suas dúvidas e receber ajuda profissional, para que a ansiedade não tome conta de você, para que recarregue suas energias semanalmente e se prepare para o convívio a dois
    Espero que este artigo auxilie as noivas mais ansiosas e desejo que todo o casamento seja um momento de muita felicidade e quando o grande dia passar, que fiquem apenas as boas lembranças e um casamento duradouro.
     
    Por Ieda Dreger. 

    Postado em 23 de Maio de 2016 às 15h37

    Como anda sua relação com os sogros?

    Casais (31)

    Depois das festas de final de ano, a reclamação maior que tenho percebido no consultório é a má relação das pessoas com seus sogros.
    Bem, se pensarmos que este é um dos fatores de maior desgaste numa relação (outros são sexo e dinheiro) vamos entender que aqui temos um nó. E quando há um nó, ele acaba se refletindo em outros fatores da vida do casal.
    Em geral as pessoas queixam-se DA SOGRA. Que ela é metida, que quer opinar demais na relação, tem uma influência muito grande sobre o cônjuge, etc. O que interfere na vida do casal. Mas quando falamos de sogras metidas, estamos falando de alguém que não consegue dar limites. De quem é a responsabilidade sobre este emaranhamento? De quem é a obrigação de mostrar as fronteiras necessárias?
    Cada família precisa de fronteiras para proteger sua diferenciação e coesão. Quando um casal se casa precisa diferenciar-se da família de origem de ambos (pais e irmãos). Precisa estabelecer fronteiras para que pais, irmãos, tios, amigos, colegas, etc. não interfiram em seu relacionamento. Quando duas pessoas se casam, trazem consigo uma bagagem formada por suas experiências de vida, pelos valores provenientes de sua família de origem e de sua história pessoal, pelas influências do contexto, e irão necessitar de um espaço próprio para negociar estas diferenças sem a intermediação de terceiros. O casal precisa construir um conjunto de regras e valores próprios, formando assim um novo conjunto de duas pessoas em interação (e que não devem corresponder à "importação" dos hábitos e regras de um dos lados). Os primeiros anos de relacionamento podem incluir alguns braços-de-ferro ou lutas de poder que, mais cedo ou mais tarde, dão lugar a coesão e à compreensão de que, para que a nova família evolua, é preciso que ambos abram mão de algumas convicções.
    Quando a família de origem continua exercendo influencia na vida do novo casal e este não consegue estabelecer limites até onde esta influência por acontecer, a vida conjugal fica vulnerável. Pode ocorrer também que em cada dificuldade do casal, os cônjuges recorram às famílias de origem buscando alianças que cada vez mais dificultam a coesão do próprio casal.
    Muitas vezes quando as pessoas tentam construir uma relação, enfrentam diferenças imensas na forma como se relacionam com suas famílias de origem. Porque há um telefonema aos pais ou dos pais diariamente, em momentos impróprios e que toma horas e horas da atividade do casal, ou porque há um que acha aceitável que os pais ajudem financeiramente, enquanto o outro não concorda com isso; ou porque em uma família é comum que o novo casal seja visitado sem combinações prévias e o outro cônjuge acha isso insuportável porque isso implica uma ajuda importante com as tarefas domésticas e os cuidados com as crianças em quanto o outro se sente sufocado dentro de sua própria casa.
    È verdade que as regras do casal devem ser construídas pelo próprio casal, mas também é verdade que quando esta construção não deu certo ou não está dando resultado, é importante recorrer à terapia de casal para resolver esta situação e para repor a harmonia e as fronteiras.
    Nem sempre é fácil reconhecer os sinais de emaranhamento e muito menos ser solidário para com as queixas do cônjuge. Mas só se os problemas forem identificados e as necessidades de cada um forem consideradas é possível avançar para as mudanças que promovam o bem-estar de toda a família. Muitas vezes um dos membros do casal vive com medo de magoar os próprios pais e, por isso, protela decisões importantes. Mas o preço a pagar pode ser o fracasso do próprio projeto familiar.
    Lembrem, não é impossível colocar limites, embora possa ser difícil em algumas situações. Sim, porque não estamos falando em distanciamento afetivo, mas, do estabelecimento de regras que possam facilitar a exteriorização dos afetos. Porque a união familiar não equivale ao emaranhamento dos papéis. Porque quem ama respeita o espaço do outro. E porque os pais têm de viver as suas vidas em vez de tentarem viver através das vidas dos filhos.

    Por Ieda Dreger.


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 15h35

    O casal e os problemas financeiros

    Casais (31)

     

     

    Como comentei em outra matéria, os assuntos que mais problemas trazem aos casais são: família, sexo e dinheiro. Talvez porque o maior problema de todos ainda seja a falta efetiva de uma comunicação verdadeiramente clara e saudável.
    Como com a sexualidade, há muito pudor em abordar a questão financeira e assim fica tudo subentendido.
    No início da relação, quando ainda namorados, as coisas são mais contornáveis. Cada um mora na sua casa, e cada um está a gerir o seu próprio orçamento. O que muda com a disposição de viverem juntos.
    E vem as duvidas: quem ganha mais vai contribuir com uma parcela maior nos gastos? Vai ser em percentual ou com contas fixas? E se apenas um trabalhar, quais vão ser as responsabilidades do outro? E se os dois trabalharem, mas um deles é um gastador compulsivo o que deixa ambos endividados sempre, o que fazer? Como resolver estes problemas?
    Bem, atendi em meu consultório, queixas distintas, como:
    A mulher ganhava bem mais, mas trabalhava bem mais. Ele não queria trabalhar mais, não abria mão da maior renda dela, mas queria que ela trabalhasse menos. E as brigas começaram.
    Em outro caso, apenas o marido trabalhava, porque segundo a esposa, não dava para ela trabalhar fora, mesmo com graduação, porque tinha dois filhos adolescentes que exigiam muito dela. Mas ele nunca estava satisfeito com o tanto que ela fazia. Ou seja, talvez ela nem precisasse necessariamente trabalhar fora, desde que eles pudessem conversar e ver o que seriam as responsabilidades de cada um.
    Num terceiro caso, ela não trabalhava fora e gastava abusivamente. Chegava a comprar 6 pares de calçado do mesmo modelo, apenas de cores diferentes. Ele chegou a abrir empresas para que ela tivesse ocupação, mas nada deu certo. Nada progrediu. As brigas ficaram gigantes e o casamento se desmantelou.
    Num último caso, a mulher esperava casar com um homem que a provesse. Embora ela fosse capaz de se prover. E casou com um homem que sabia que não seria capaz de prove-la. Passou a fazer do casamento um inferno e anular seu marido porque ele não era capaz de provê-la.
    Importa compreender que às vezes se briga por sexo, por discordâncias daqui e dali, quando na verdade se está falando de dinheiro. Daquilo que não ficou claro, que não se combinou, que não foi dito.
    Mesmo que os membros do casal optem em ter contas separadas, ainda assim precisam conversar sobre quanto do salário vão investir, quanto vão guardar (para viagens, doença, necessidades outras, etc), e planejar o que vão fazer em cada passo.
    Isso não quer dizer que ninguém mais é “dono” de seu dinheiro, mas que, enquanto casal, precisam decidir juntos quanto e como vão gastar e investir, bem como, de que forma vão organizar suas vidas.
    Percebo muitas vezes que, principalmente as mulheres, se dizem desamparadas por seus companheiros na questão financeira. Dizem que por vezes precisam e eles não ajudam. Por sua vez, não chegam a deixar claro que precisam e eles não entendem as meias palavras que elas usam. Por exemplo, a mulher chega em casa e diz: nossa, estou apertada este mês. Esperando que o cônjuge se ofereça para ajudar. Muitas vezes ele não compreendeu a necessidade, que precisa ser dita com mais clareza.
    Só é possível criticar a falta de apoio do cônjuge quando o problema é verbalizado de forma clara e o pedido de ajuda também. De outro modo, mesmo que o outro conheça o aparecimento de despesas inesperadas, pode não estar claro que a sua ajuda é necessária. Frases como “Ele nem se ofereceu para ajudar…” ou “Ele não me perguntou como é que eu iria pagar esta despesa” não fazem muito sentido porque podem traduzir a inexistência de comunicação eficaz, mas são muito frequentes nas consultas com casais.
    Para que o assunto dinheiro não se transforme num termino de casamento, importa que se converse sobre o assunto. Cada um de vocês vem de educações e compreensões diferentes sobre o dinheiro. Assim, vão precisar encontrar um equilíbrio para seguirem adiante.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 23 de Maio de 2016 às 15h32

    Falando sobre Infidelidade (perguntas e respostas)

    Casais (31)
    No consultório e em meu site, tenho visto, ouvido e sido questionada sobre várias itens com relação a infidelidade. Fiz uma mescla de alguns deles e vou respondê-los a fim de esclarecer alguns mitos.
    1. Quando revelada a infidelidade, há o divórcio: Ninguém casa pensando que um dia vai ser traído, mas é inevitável também não pensar sobre isso. Diversas pessoas, quando não passaram por tal situação enchem a boca para dizer que jamais perdoariam e depois a história muda. Na grande maioria dos casos a infidelidade não é “o” problema, e sim a forma de manifestação de um problema. Para muitos casais com os quais trabalho a infidelidade é uma forma de reconstruir o casamento, amadurecer a relação e torná-la mais forte.
    2. Todo mundo trai. A infidelidade tem realmente crescido. Isso leva cada vez mais casais a buscarem ajuda psicológica. Mas estamos longe de dizer que TODOS traem. Isso seria uma posição confortável para aquele que trai. Pode aliviar a consciência apenas. Diversos casais vivem bem sem passar por esta turbulência.
    3. Quem trai não ama o cônjuge. Muitas vezes é apenas uma forma de mostrar a insatisfação, mesmo que ainda exista amor. Ainda que condenável, o início de relação extraconjugal está mais perto de uma falta de capacidade de lidar com os problemas de uma relação, de um casamento, do que a falta de amor. Às vezes a falta de diálogo para pequenos desgostos como rotina, desgaste, falta de afeto, etc.
    4. A terceira pessoa é mais bonita, mais elegante ou mais inteligente do que o cônjuge. Claro que num primeiro momento a gente pensa que se há uma troca, deve ser para melhor. Mas precisamos pensar que em qualquer início de relação há umanovidade, baseada na sobrevalorização das qualidades e na desvalorização dos defeitos, trás o frescor que parecia perdido, a paixão, o êxtase, “as borboletas no estômago”.
      A terceira pessoa representa, sobretudo, a oportunidade de viver momentos geradores de bem-estar (em oposição aos momentos de tensão do casamento). O que é valorizado é o prazer destes encontros, e não as qualidades pessoais do(a) amante.
    5. A responsabilidade é do cônjuge traído. Isso ainda é um papo que apareceu nas gerações mais antigas, mas ainda há quem acredite que a infidelidade aconteceu porque o cônjuge traído não “esteve à altura”. O pior, tem traídos que acreditam nisso. É preciso olhar para a relação no seu todo: compreender o papel que a infidelidade veio ocupar na história do casal é um processo mais complexo e profundo.
    6. A infidelidade apimenta a relação. Esta é outra ideia confortável para o cônjuge traidor. Ninguém gosta de ser enganado, seja em que área da vida for. Há formas consentidas de apimentar a relação como swing que seria trazer uma terceira pessoa a relação. Uma traição revela um problema que representa uma quebra de confiança a qual nem sempre é recuperável.
    7. É possível esconder “o caso” e proteger o casamento. Mesmo que o cônjuge traído não busque medidas radicais como colocar um detetive, a maioria das relações extraconjugais acaba por ser descoberta de uma ou de outra forma. Às vezes é por via dos filhos, outras vezes o próprio cônjuge traidor abre o jogo, ou deixa rastros tão evidentes que se faz descobrir, etc.A revelação do segredo pode constituir um forte abalo para todos os membros da família e, ao mesmo tempo, funcionar como um ponto onde se pode virar o jogo. Nenhum casamento está protegido quando há segredos desta natureza.
    8. A infidelidade é mais comum entre os casais que estão sempre a discutir. A verdade e realidade de cada casal está muito distante daquilo que observamos, por isso algumas vezes somos surpreendidos por pessoas que nos pareciam modelos e estão em processo de separação. Discutir não é necessariamente mau. Os casais que temem o confronto, a discussão sadia, estão tão vulneráveis ao problema da traição quanto aqueles que discutem muito. A harmonia conjugal não é mensurável através do número de discussões.
    9. Quem trai não sofre. A infidelidade não pode ser confundida com um azar, fruto de qualquer conspiração divina. Quem trai faz uma escolha e deve assumir essa responsabilidade. Mas isso não implica que a pessoa mereça ser condenada ou que não esteja a sofrer. Poucas pessoas conseguem manter uma relação extraconjugal sem se sentirem debaixo de forte pressão. Os sentimentos contraditórios por que passam podem ser difíceis de entender para quem acabou de ser traído, mas são reais. A atração pelo desconhecido e pela novidade, junta-se a sentimentos de culpa e amor ao cônjuge e podem gerar a sensação de que não há saída possível. Por isso, há pessoas que procuram ajuda especializada nestas circunstâncias.
    10. Lembre-se, fidelidade é uma questão de opção.

      Por Ieda Dreger 

    Postado em 03 de Maio de 2016 às 11h36

    Você tem pensamentos negativos?

    Personalidade (33)
    Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | Quase todos nós, em algum momento da vida, somos assolados por pensamentos negativos. Isso pode acontecer quando perdemos um emprego e pensamos que...

    Quase todos nós, em algum momento da vida, somos assolados por pensamentos negativos. Isso pode acontecer quando perdemos um emprego e pensamos que nunca mais arrumaremos outro, quando perdemos um amor e pensamos que nunca mais seremos felizes. Quando perdemos um amigo e pensamos que ninguém gosta da gente, etc.

    Podem também surgir quando estamos em um momento de estagnação da vida, quando não buscamos novas alternativas e parece que tudo está sem sentido.

    Outro momento que os pensamentos negativos surgem é quando não conseguimos ter tolerância. As pessoas que não tem tolerância às frustrações tendem a sentir um desânimo muito grande quando as coisas não saem como querem ou preveem. Assim, sentem-se derrotadas e generalizam os pensamentos negativos como se TUDO fosse uma grande chatice.

    Pensar negativamente pode trazer consequências nefastas na vida de uma pessoa, tanto no campo emocional, como profissional. Pessoas que pensam negativamente tendem a não produzir tanto como poderiam, têm dificuldade de autoestima, sentem-se menores, o que dificulta seus relacionamentos, porque se tornam queixosas, negativas e tendem a afastar as pessoas, que as acham chata, e isso se torna um circulo vicioso que as deixa cada vez mais inseguras.

     Às vezes as pessoas me perguntam: como ter pensamentos positivos? Uma das formas é: quando você está pensando de forma negativa, pergunte-se o que está acontecendo na sua vida, o que poderia ser melhor, o que vc gostaria que mudasse, porque está tão desconfortável nesta posição, etc. Estas respostas podem lhe conduzir a pensar de forma mais positiva.

    Lembre-se que fazer coisas que lhe deem prazer faz um bem danado. Se você não sabe o que lhe dá prazer, tente descobrir, tente fazer algumas coisas e perceba-se de forma mais profunda. Isso ajuda a devolver o encanto à vida.

    As pessoas que tem sempre em mente o passado, têm dificuldade de encontrar a felicidade no presente. Estão sempre pensando que o que aconteceu vai voltar a acontecer e assim estão sempre presas a pensamentos negativos.

    Vejam que pensar de forma negativa em determinados momentos da vida é algo completamente normal. Todos já passamos por isso. Quando isso se torna um problema? Quando os pensamentos negativos começam a interferir no nosso dia a dia, influenciando nossas ações, nos limitando, trazendo medos, sofrimento, nos impedindo de determinadas atitudes, como trabalhar, namorar, ir para aula, sair com amigos, etc.

    A ajuda psicológica torna-se importante quando isso acontece, ou seja, os pensamentos negativos trazem prejuízo físico, social, emocional. Quando os pensamentos negativos tomam conta, trazendo ansiedade, taquicardia, sudorese, falta de ar e angustia  intensa. Isso significa que o sofrimento já passou de uma questão emocional para a física. Fique atento, pensamentos negativos podem evoluir para síndrome do pânico e depressão.

    Mas lembre-se também, tudo tem solução. Busque ajuda.

    Por Ieda Dreger.


    Postado em 03 de Maio de 2016 às 11h14

    Insegurança

    Personalidade (33)
    Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | Você sabia que um dos motivos mais frequentes de busca de psicoterapia (psicólogo) é a insegurança? Sim, muitas pessoas tem a...

    Você sabia que um dos motivos mais frequentes de busca de psicoterapia (psicólogo) é a insegurança? Sim, muitas pessoas tem a insegurança atrelada no seu dia a dia, mesmo que ela esteja revestida de outro sintoma.

    Como conseguimos saber se somos inseguros? Não é difícil perceber. Geralmente os inseguros sentem dificuldade em realizar uma tarefa mesmo que estejam capacitados para isso. Podemos perceber esta situação no momento de apresentar um trabalho, a pessoa tem todo o conhecimento sobre o assunto, mas não consegue fazer uma boa apresentação. Ou quando você tem uma grande vontade de fazer algo, mas não consegue ter a iniciativa de fazê-lo (exemplo: ir a uma festa, ao clube, conversar com alguém que você acha interessante, etc.). Ou ainda quando você sabe que precisa realizar algumas coisas, mas a insegurança não deixa, impedindo você de fazer um curso necessário para sua profissão, ou impedindo você de pedir ajuda referente a um trabalho, etc.

    É importante lembrar que a pessoa insegura está sempre adiando as coisas.  Deixa para depois e nunca faz. Adia decisões, conversas, atitudes, compromissos, etc.

    Porque algumas pessoas são inseguras? Por medo. De serem rejeitadas, de ficarem pobres, de ficarem sozinhas, desempregadas, de serem elas mesmas.

    O inseguro se sente inferior.  O sentimento de inferioridade é reforçado pela evitação das situações mais difíceis, que é o não enfrentamento. Devido à falsa crença de ser incapaz.

    Uma pessoa que fica o tempo todo adiando situações pode desenvolver uma depressão, porque tende a sentir-se inferior e desenvolve uma ansiedade ligada á preocupação do que os outros vão dizer sobre si mesma. A pessoa insegura está constantemente pensando sobre o que os outros estão pensando dela: será que pensam que eu sou burra? Será eu pensam que sou uma fracassada? Então podemos perceber que a insegurança leva a crenças irracionais, aquelas crenças que teimamos em acreditar mesmo que saibamos que elas não fazem sentido.

    O que gera a insegurança? Todos nós nascemos indefesos. Um bebê precisa de cuidados, não sabe comer sozinho, se banhar e cuidar de si. Mas com o tempo as crianças vão crescendo e se desenvolvendo, escolhendo suas roupas, seus amigos, aprendendo a fazer seu lanche, etc. Isso nos diz que a criança está ficando independente. Algumas crianças tem mais dificuldade em se tornarem independentes e geralmente são aquelas que recebem cuidados de mais. Cuidados em demasia tornam uma criança insegura, o que ela levará para sua vida adulta. Porque a protegem tanto que ela não precisa fazer nada, assim não aprende, e se não aprende não se torna independente. Mas existem outros casos também, como uma criança que tenha estado doente, recebeu cuidados em demasia por isso. Crianças com lares desorganizados, pais alcoolistas, família sem acolhimento, etc.

    A insegurança pode provocar diversos problemas financeiros. Às vezes a pessoa não ter determinação suficiente para conversar com o chefe e pedir um aumento em detrimento de sua alta capacidade. Outras vezes a pessoa tem um negócio próprio mas não sabe como se prospectar por que se acha inferior ou não merecedor. Então vem o auto-boicote e derruba suas perspectivas. Outras vezes a pessoa tem capacidade intelectual e prática, mas não consegue nem buscar um trabalho, tamanho o medo de uma entrevista de emprego.

    Claro que uma pessoa que é insegura tem sua esperança desorganizada. Fica com a sensação de que não há mais o que fazer, se acha fraca, tola, burra e que não tem saída. Mas isso é uma inverdade. Na psicoterapia temos técnicas que podem auxiliar a pessoa a se ver de forma mais realista, a não ter uma percepção tão deturpada do mundo e de si mesmo, a ver o mundo de frente, etc.

    Então, se há solução, se você pode buscar ajuda, não fique parado.  Peça ajuda até para buscar ajuda profissional se necessário, mas não desista.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 03 de Maio de 2016 às 10h56

    Timidez e fobia social

    Personalidade (33)

    Falando sobre timidez e fobia social

    Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | Falando sobre timidez e fobia social Antes de qualquer descrição, precisamos entender que a timidez é um dificuldade em se relacionar...

    Antes de qualquer descrição, precisamos entender que a timidez é um dificuldade em se relacionar com outras pessoas, geralmente branda, mas pode atingir níveis mais altos os quais chamamos de fobia social. O   tímido   se sente ansioso em  situações onde imagina que será percebido e avaliado.

    Dizemos que a fobia social é um transtorno de ansiedade relacionado com a dificuldade em manter relações interpessoais. É uma timidez tão intensa a ponto de causar sofrimento ou prejuízos em qualquer esfera, sejam pessoais, sociais, profissionais e financeiros.

    A fobia social leva a pessoas a terem problemas, como por exemplo falar diante de pessoas, fazer pergunta e  paquerar...tudo isso provoca uma intensa e imediata ansiedade. É comum que esta pessoa até sinta um ataque de pânico ligado à situação social. A interação social é evitada, embora às vezes seja suportada com pavor. O fóbico gostaria de passar a vida sem que percebam sua existência -  qualquer possibilidade de chamar a atenção será evitada. Ele evitará qualquer roupa que chame atenção, evitará qualquer comportamento que o faça se sobressair aos demais. Ficará extremamente constrangido se ficar vermelho diante das pessoas, mas por sua característica mais introvertida, ficar vermelho é muito provável, a "solução" encontrada é evitar contatos com pessoas com quem ainda não tenha intimidade suficiente - e com isso estará perpetuando a Fobia Social. Ele sabe que é tímido, sabe que é ansioso e acha que todo mundo percebe essa ansiedade logo de cara. É tão tímido a ponto de deixar de fazer suas coisas, sente que todo mundo repara nele o tempo todo, sente que em qualquer momento vai ficar morto de vergonha.

    Tanto o Fóbico Social como o tímido são perfeccionistas, sempre acham que o que fazem pode ser ainda melhor. Não fazem nada sem antes ter a certeza de que será perfeito...como o prefeito não existe, têm muita dificuldades em fazer o que precisam fazer.

    Eles apresentam também o problema da evitação. Evitam fazer um curso porque “o professor não é bom”, não vão a festa porque “não gostam da musica, etc. Perdem possibilidades de emprego e de sobressair no trabalho, no namoro, na vida.

    Ainda, eles tem uma percepção seletiva. A frase: “é sempre assim”, é o mais claro exemplo de percepção seletiva, porque o tímido percebe muito as coisas negativas ao seu redor. Se uma determinada situação aconteceu duas vezes ele diz que aconteceu a vida toda.

    Além disso tudo, o fóbico faz uma leitura mental. E é muito bom (ou pensa que é)  pois ele tem certeza que sabe o que os outros estão pensando “Aquele ali está pensando que eu sou um ignorante... aquele outro está pensando que aqui não é meu lugar... que eu não devia ter vindo pra cá”.

    A autoestima tem cinco pilares básicos: poder, prestígio, segurança, afetividade e liberdade. São os 5 pilares para alguém se sentir bem no mundo.

    A  timidez está diretamente relacionada à segurança. A insegurança gera impotência. Se você se sente inseguro você  acha que não tem capacidade para fazer nada, você se fecha.

    Uma pessoa insegura tende a desenvolver uma personalidade perfeccionista, que é o jeito que ela conseguiu pra compensar a insegurança e a impotência, e quando a pessoa quer a perfeição em tudo acaba transformando a vida num ritual muito desgastante. Ou seja, para que este tímido se sinta seguro ele se torna um grande especialista. O problema é que o perfeccionista se compara demais com os outros e se nivela por baixo, sempre acha que é pior que todo mundo e se sente impotente.

    Na verdade a raiz do problema é que o indivíduo se inibe para não fazer feio, os tímidos estão sempre preocupados em ser discretos,  sempre se comportando como quem quer “desaparecer”.

    As conseqüências de quem tem fobia social, além do sofrimento da solidão, vão desde o raciocínio distorcido, que são aqueles pensamentos totalmente irracionais até o famoso “lubrificante social” - o álcool. O perigo é a pessoa se entregar ao álcool pra ficar mais solta, e isso acontece muito,  muitas vezes até os amigos incentivam pois já ouvi pessoas dizendo assim umas para outras “Nossa você fica muito mais legal quando bebe”, e sem querer estão induzindo uma dependência química .

    O que dizer para o fóbico social? Diga que tem tratamento. Essa pessoa precisa fazer psicoterapia  e aprender a modificar seus pensamentos irracionais,  mudar os comportamentos limitantes.

    Por Ieda Dreger.