Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h16

    Como culpa e autoestima se ligam?

    Personalidade (34)

    O sentimento de culpa permeia a vida de muitas pessoas e é um dos componentes que leva a depressão, junto com o medo e a depreciação.

    O psicólogo e médico Luis Chiozza já disse que todas as pessoas sentem culpa. Alguns psicólogos defendem inclusive que a depressão vem da culpa e da depreciação de si mesmo. A culpa pode amargar a vida, mas é também um sentimento que nos impulsiona a rever determinadas atitudes.

    Mas é muito importante distinguir culpa de responsabilidade. Responsabilidade é a capacidade de respondermos às conseqüências de nossas atitudes. A culpa é algo que se atribui a alguém que causou um dano ou delito, independente da responsabilidade que assuma.

    A culpa que sentimos é resultado de nosso próprio juízo, do que fizemos e do que achamos que deveríamos ter feito.

    Os sentimentos de culpa levam à idéia de castigo, e a culpa do outro leva à idéia de vingança.
    As coisas são como são e não necessariamente como queremos que sejam, o nosso ideal, que se rege por nossos valores e nossa moral que é um conjunto de normas éticas com as quais nos identificamos.

    Nos esquecemos que talvez o mais próximo do ideal que conseguimos chegar geralmente aprendemos com as experiências de fracasso que vivemos, ou seja, daquilo que não é ideal.
    A auto-estima se relaciona com a culpa, mas é inversamente proporcional a ela, porque quanto mais culpa, menor a auto-estima.

    O “ideal” se incorporou as tradições e costumes da sociedade, os tópicos específicos das classes sociais, as figuras de autoridades, as pessoas que respeitamos e admiramos, e representa uma influência inconsciente que exige seu cumprimento e é com respeito a este ideal que experimentamos culpa e auto-estima.

    A pessoa sente-se culpada por não ter feito as coisas segundo seus valores e ideais e inconscientemente sente que necessita de castigo, porque se vê como má pessoa sem conseguir avaliar com racionalidade a situação e compreender que aquilo que fez em tal momento era o que conseguiu fazer, e só.

    Quem é a pessoa que nunca erra? Quem nunca sente culpa? Ninguém, mas existem aquelas pessoas que erram, aceitam seus erros, se desculpam, tentam melhorar e crescer.

    Todo ser humano precisa amar-se e respeitar-se para poder fazer o mesmo com os outros. Quando as pessoas deixam de fazer isso, produzirão conflitos difíceis de se resolver e culpas que vão procurar projetar no outro com medo de assumirem suas imperfeição.

    É muito mais fácil pedir perdão a quem seja, e principalmente a você mesmo, sabendo que fez unicamente o que conseguiu fazer naquele momento, e seguir em frente.

    O sentimento de culpa pode também aparecer naquelas pessoas que são exigentes demais consigo mesmas, pois nada do que fazem é suficiente.

    O que importa é que cada um possa e consiga tomar conta de sua vida, se cuidar, se respeitar, se tratar bem, porque assim poderemos compreender onde está nossa responsabilidade e onde está a dos outros.

    A felicidade acontece quando sabemos que estamos cumprindo nossos objetivos, sem no entanto, assumir as responsabilidades dos outros como se fossem nossas e sofrer amargamente com isso por nos sentirmos usadas (os) e sobrecarregadas (os).

    A abnegação é o que trás o maior sofrimento, é quando, dentro de nossa auto-estima baixa, achamos que todos merecem ser mais felizes do que nós. E essa crença torna-se verdadeira, porque plantamos ela dentro de nós. E nossa vida vira um caos.

    Culpa? Desculpe-se, não apenas pelo outro, mas por você. Quem mais sofre com a culpa é quem sente-se culpado, às vezes mais do que o outro que sente-se injustiçado. Auto-estima baixa? Busque ajuda, reveja-se, remonte-se...e dê-se tempo de ser feliz. Invista em você, cuide de você e cresça.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h14

    Você é capaz de desenvolver sua autoestima?

    Personalidade (34)

    Quando somos crianças necessitamos da opinião de nossos pais (ou daqueles que desempenham esse papel) para nos sentirmos confirmados no mundo, aceitos e “normais”, tanto perante os outros, como perante nós mesmos. Conforme vamos crescendo, a opinião de outras pessoas a respeito de nossas idéias e atitudes também se torna importante, afinal, somos seres sociais, mas não mais como regra básica, a pessoa aprende a pensar e reagir por si mesma.

    É nessa relação entre nosso mundo interno e o mundo externo que desenvolvemos nossa auto-imagem. O esperado é que gradativamente essa imagem possa ser checada com nossa própria avaliação de nossos potenciais e de nossos limites, a partir de uma percepção mais assertiva e cuidadosa de nossas verdades.

    A auto-estima é um processo dinâmico que se inicia na infância e continua vivo durante toda a vida. É base significativa de toda nossa estrutura emocional, por isso é tão importante entender e tratar essa questão.

    Durante nosso desenvolvimento, aprendemos a nos relacionar afetivamente a exemplo das relações que vivenciamos durante nossa vida. Sabemos que temos um pouco de nossos pais e das figuras afetivas que nos acompanharam em nossa infância e que estes serão por muito tempo nossos modelos e nossas referências. A família é nosso primeiro grupo social e nos fornece os parâmetros que necessitamos para nos relacionar socialmente. Construímos com essas vivências nosso brasão pessoal, permeado por mitos e verdades sobre nós mesmos e sobre o mundo. Nosso autovalor é formado ao longo do tempo, desde muito cedo, através da confirmação - ou não - de nossas atitudes, nosso comportamento, nossos desejos e nossas escolhas.

    Durante nossa infância precisamos ser confirmados, ou, poderíamos dizer melhor, “alimentados”, pelo amor incondicional, recebido geralmente de nossos pais. Desta forma abrimos espaço para a segurança interna, a autoconfiança e conseqüentemente a autonomia e a independência. Para isso a qualidade da relação afetiva estabelecida com nossos pais faz muita diferença, tendo papel fundamental na confiança que temos.

    O amor incondicional traz consigo a aceitação do outro e de seu “pacote completo”, com todos os seus “defeitos” e “qualidades”, mas o limite entre aceitação plena e a permissividade torna-se tênue e muitas vezes de difícil entendimento. Para exemplificar, vamos imaginar alguns pais que no difícil exercício do educar, erram pelo excesso, oferecem tudo sem pedir nada em troca, não ensinam a gratidão e o respeito. Como resultado, podem dar origem a pequenos tiranos, crianças egocêntricas e prepotentes, que fatalmente sofrerão para entender que o mundo é maior que a extensão de sua casa. Outro engano comum no entendimento do amor incondicional é a ausência de limites. Alguns pais simplesmente não conseguem colocar limite, muitas vezes por medo de frustrar a criança e com isso perder seu amor, deste modo dão a criança uma idéia equivocada de que tudo lhe é possível e permitido.

    O que muitos desconhecem é que o limite utilizado como parâmetro e não como simples impedimento, é extremamente importante para o desenvolvimento da noção de respeito, pois tem papel essencial para ajudar a criança a perceber suas características próprias, dificuldades, seu potencial, sua existência e a existência do outro.

    Durante a adolescência a confirmação ainda é buscada fora de si, no amigo, nos grupos, nos “iguais”; é a idade dos ídolos, das modas e do “papo cabeça”. Cada pessoa vivencia essa fase a seu modo, variando conforme sua história de vida e sua personalidade.

    Desta forma vamos aprendendo como somos importantes para o mundo e descobrindo nosso valor pessoal. Algumas vezes esse processo não ocorre como esperado, surgindo daí crianças, adolescentes e adultos inseguros, insatisfeitos e muitas vezes rancorosos com maior ou menor estima por si e pelos outros.

    Uma das formas de reparar a “baixa” auto-estima, é buscar através do processo de seu autoconhecimento (psicoterapia), desenvolver um outro olhar sobre si mesmo, muitas vezes um primeiro olhar positivo sem (pré)conceitos, num processo de revelação de suas características; aprendendo a fazê-las trabalhar a seu favor, descobrindo desta forma, quem realmente você é, quais os seus desejos, medos, necessidades, potenciais, enfim, sua singularidades, e desenvolver o que precisa ser desenvolvido.

    Olhando as qualidades e os defeitos que possui e aprendendo a aceitá-los, convivendo e modificando, você estará “topando” o pacote completo, chegando mais perto do humano, revendo sua autocrítica e perdoando-se por ser genuinamente imperfeito.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h11

    Como está sua autoestima?

    Personalidade (34)

    Auto Estima é a capacidade que uma pessoa tem de confiar em si própria, de se sentir capaz de poder enfrentar os desafios da vida, é saber expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos, é ter amor próprio...

    Em suma, é saber que você tem o direito e merece mesmo ser feliz! E para ser feliz, sua auto estima deve estar num bom nível, quanto maior, melhor!

    A baixa auto estima gera ansiedade, medo, depressão, fobias,...enfim, uma série de outros problemas!

    As pessoas costumam confundir auto-estima com egoísmo! Uma pessoa com boa auto estima nunca é egoísta! Ao contrário!!! Aquele que ama a si próprio, respeita-se e, automaticamente, respeita as outras pessoas e jamais desejará prejudicá-las.

    O egoísta, por sua vez, só pensa em si próprio, nunca se importando com ninguém!!

    E quem são as pessoas com baixa auto estima? Quais são os seus traços característicos mais comuns?

    Geralmente são pessoas que...

    - possuem tendências perfeccionistas e que precisam se sentir no controle de tudo o que acontece a sua volta, o que provoca altos níveis de stress;

    - culpam os outros pelos seus problemas (sempre se consideram vítimas);

    - reagem rapidamente com raiva e quase sempre a dirigem de maneira errada para a pessoa errada;

    - temem correr riscos;

    - dificilmente encaram os outros nos olhos por muito tempo;

    - têm pouca concentração;

    - têm pouca habilidade em ficar focado em algo por muito tempo;

    - tendem a ser negativistas;

    - tendem a abusar de álcool, drogas ou fumo;

    - geralmente estão acima do peso normal;

    - preocupam-se demasiadamente com as críticas e comentários dos outros a seu respeito.

    - por preocuparem-se demais com o que os outros pensam sobre elas, evitam, a todo custo, emitir suas opiniões, gostos, valores, pensamentos e sentimentos...

    Na tentativa de ocultar os seus sentimentos para os outros, a pessoa com baixa auto estima acaba tornando-se mentirosa para si mesma...

    Um exemplo para entender melhor: Você está muito triste, mas não quer que seu amigo(a) saiba (digamos que você deseja passar a imagem de uma pessoa "forte", que nunca demonstra momentos de infelicidade, de "fraqueza"). Pois bem...Você estará mentindo para si mesmo e quando faz isso, você se sente diminuído e o o seu amor próprio também cai drasticamente! Oras, se não queremos que o outro saiba o que sentimos, vamos, pouco a pouco, evitando manter relações interpessoais, pois não queremos correr o risco de, sem querer, revelar nossos verdadeiros sentimentos.

    Mas o que faz uma pessoa querer guardar os seus sentimentos para si própria quando o natural é sempre querer expressá-los?

    Há várias razões para isso...ela pode ter crescido num ambiente de pouco amor e afeto, onde não se encorajava a expressão das emoções, mas ela pode, também, ter optado em não expressá-los com receio de gerar brigas no ambiente familiar ou mesmo por achar que suas emoções seriam mal entendidas ou que, ao revelá-las, estaria magoando alguém. Algumas pessoas também acham que se falarem de seus medos, mágoas e temores, deixarão de ser admiradas por outras pessoas.

    Não importa qual tenha sido o motivo que leva uma pessoa a ocultar suas emoções.

    Manter as emoções ocultas internamente gera a diminuição da auto estima! Mesmo que alguém tenha a vida toda tentado guardar seus sentimentos, esta pessoa não está destinada a sofrer seus efeitos negativos para o resto de sua vida... A menos que ela faça esta escolha.

    E por que alguém iria querer viver em um estado de baixa auto estima?

    Não existe comportamento sem uma motivação ou objetivo: todo comportamento tem um propósito. Pode ser um modo de chamar a atenção para nós mesmos, ou dar a si mesmo(a) uma desculpa para o seu próprio fracasso, por exemplo, ter medo da entrega, medo de ser feliz, etc.

    E se você quer parar de sofrer, está na hora de começar a mudar...Nunca é tarde para isso!

    E por onde você vai começar? Primeiro, comece com você. Você tem que construir o seu amor-próprio. E se não consegue fazer isso sozinho, busque ajuda profissional adequada! Quanto mais verdadeiro você for com você mesmo(a), melhor será o conceito que você tem de si mesmo(a) e maior será a sua auto estima.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h10

    Como nos adaptamos às mudanças?

    Personalidade (34)

    Conversando com um casal de idosos e ouvindo suas histórias, fiquei pensando nos inúmeros desconfortos que temos nos dias de hoje.

    Eles gostam muito de nos relatar as suas dificuldades, que eram realmente muitas. No entanto,quase todas elas voltadas a problemas primários, aqueles ligados a roupa, calçados, e comida. Não são maiores nem menores que os atuais, apenas diferentes.

    A maioria de nós não tem mais problemas primários, não que estejamos ricos, apenas que conseguimos superar essa fase. Talvez porque tenhamos saído da agricultura, talvez porque a qualidade de vida melhorou.

    Um dos problemas maiores com o qual nos deparamos nos dias de hoje é a concorrência. A concorrência está em toda parte. Não adiante mais fazer a graduação, importa tudo o que fizermos após isso. Cursos, pós graduação, mestrado...a gama de informações é tanta que a gente acha que nunca sabe o suficiente. E a maioria não sabe mesmo. Não porque não tem tempo, mas porque busca informações nas fontes erradas e busca sempre o caminha mais fácil.

    Mas de uma forma geral, quem estuda sempre compreende que ainda não sabe o suficiente e não consegue articular este tempo com a família e outros afazeres.

    O fato de a mulher ter saído de casa para trabalhar também trouxe inúmeras diferenças. É muito bom para a mulher, mas trás problemas diferentes que não estávamos acostumados e enfrentar. Primeiro a culpa da mulher, de não estar em casa com seus filhos. Depois os pais que chegam cansados, não querem brigar e são permissivo demais. Por outro lado, trás uma maior tranqüilidade para o casal em termos financeiros e um reconhecimento à mulher, que busca também o aprimoramento profissional e realização que não apenas a de ser mãe.

    As crianças estão cada vez mais precoces e bombardeadas de informações que também não sabem por onde seguir. O trabalho sempre nos exige mais e mais, comemos mal, nos organizamos mal e já não temos tempo para todas as coisas que gostaríamos de fazer.

    Outra coisa que também é nova e que nos incita a pensar é o “diferente” de uma forma geral que está tentando encontrar seu espaço na sociedade. Podemos observar os gays (masculinos e femininos), os deficientes, negros...que de alguma forma viveram a margem e agora lutam por seu espaço de forma mais efetiva. Precisamos formar opiniões para que possamos educar nossos filhos com coerência.

    A mudança na vida e sexualidade da mulher e do homem também. A mulher sente-se mais liberada, algumas perderam a noção do bem estar, outras estão mais equilibradas. O homem perdeu seu lugar de valor necessário, alguns não sabem ainda que lugar ocupam.

    Algo também que precisamos cuidar muito para não sucumbir, é a questão da mídia. Não é mais necessário ter um televisor grande e sim um grande, imenso, muito fino. Agora já tem outro que é semelhante a uma folha de papel. Não importa ter uma cortina, melhor é ter uma cortinha com controle remoto. Não importa apenas um celular, e sim um celular que nos dê a possibilidade de acessar a internet e o mundo. Estamos na verdade, sempre buscando mais e mais material. Às vezes nos esquecemos que para lidar com todas essas mudanças, precisamos ter uma lado emocional muito equilibrado e que precisamos investir nele também.

    A era da comunicação, da informática, do mundo interligado se transformou em realidade. Olhamos no mapa uma cidade no outro continente e em horas estamos lá. Se não estamos podemos saber o que acontece lá em tempo real.

    Tudo isso trás comodidade, mas uma série de situações com as quais não estamos acostumados a viver. Nos trazem também novos desafios e novas realidades que temos que encarar e enfrentar. Aprender coisas diferentes, em tudo. Até e superior a tudo, acerca de nós mesmos. É importante que cada um busque se conhecer melhor, saber seus limites, buscas, necessidades reais, sonhos...para que não se perca numa busca frenética. Como se costuma dizer,” não adianta correr se não sabemos onde ir”.

    Olhe onde você está indo. Veja se o caminho vale a pena, se a forma como está sendo conduzido vale a pena. Só siga se estiver certo disso. Se precisar de ajude, busque.

    Por Ieda Dreger