Postado em 03 de Maio de 2016 às 11h14

    Insegurança

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    Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | Você sabia que um dos motivos mais frequentes de busca de psicoterapia (psicólogo) é a insegurança? Sim, muitas pessoas tem a...

    Você sabia que um dos motivos mais frequentes de busca de psicoterapia (psicólogo) é a insegurança? Sim, muitas pessoas tem a insegurança atrelada no seu dia a dia, mesmo que ela esteja revestida de outro sintoma.

    Como conseguimos saber se somos inseguros? Não é difícil perceber. Geralmente os inseguros sentem dificuldade em realizar uma tarefa mesmo que estejam capacitados para isso. Podemos perceber esta situação no momento de apresentar um trabalho, a pessoa tem todo o conhecimento sobre o assunto, mas não consegue fazer uma boa apresentação. Ou quando você tem uma grande vontade de fazer algo, mas não consegue ter a iniciativa de fazê-lo (exemplo: ir a uma festa, ao clube, conversar com alguém que você acha interessante, etc.). Ou ainda quando você sabe que precisa realizar algumas coisas, mas a insegurança não deixa, impedindo você de fazer um curso necessário para sua profissão, ou impedindo você de pedir ajuda referente a um trabalho, etc.

    É importante lembrar que a pessoa insegura está sempre adiando as coisas.  Deixa para depois e nunca faz. Adia decisões, conversas, atitudes, compromissos, etc.

    Porque algumas pessoas são inseguras? Por medo. De serem rejeitadas, de ficarem pobres, de ficarem sozinhas, desempregadas, de serem elas mesmas.

    O inseguro se sente inferior.  O sentimento de inferioridade é reforçado pela evitação das situações mais difíceis, que é o não enfrentamento. Devido à falsa crença de ser incapaz.

    Uma pessoa que fica o tempo todo adiando situações pode desenvolver uma depressão, porque tende a sentir-se inferior e desenvolve uma ansiedade ligada á preocupação do que os outros vão dizer sobre si mesma. A pessoa insegura está constantemente pensando sobre o que os outros estão pensando dela: será que pensam que eu sou burra? Será eu pensam que sou uma fracassada? Então podemos perceber que a insegurança leva a crenças irracionais, aquelas crenças que teimamos em acreditar mesmo que saibamos que elas não fazem sentido.

    O que gera a insegurança? Todos nós nascemos indefesos. Um bebê precisa de cuidados, não sabe comer sozinho, se banhar e cuidar de si. Mas com o tempo as crianças vão crescendo e se desenvolvendo, escolhendo suas roupas, seus amigos, aprendendo a fazer seu lanche, etc. Isso nos diz que a criança está ficando independente. Algumas crianças tem mais dificuldade em se tornarem independentes e geralmente são aquelas que recebem cuidados de mais. Cuidados em demasia tornam uma criança insegura, o que ela levará para sua vida adulta. Porque a protegem tanto que ela não precisa fazer nada, assim não aprende, e se não aprende não se torna independente. Mas existem outros casos também, como uma criança que tenha estado doente, recebeu cuidados em demasia por isso. Crianças com lares desorganizados, pais alcoolistas, família sem acolhimento, etc.

    A insegurança pode provocar diversos problemas financeiros. Às vezes a pessoa não ter determinação suficiente para conversar com o chefe e pedir um aumento em detrimento de sua alta capacidade. Outras vezes a pessoa tem um negócio próprio mas não sabe como se prospectar por que se acha inferior ou não merecedor. Então vem o auto-boicote e derruba suas perspectivas. Outras vezes a pessoa tem capacidade intelectual e prática, mas não consegue nem buscar um trabalho, tamanho o medo de uma entrevista de emprego.

    Claro que uma pessoa que é insegura tem sua esperança desorganizada. Fica com a sensação de que não há mais o que fazer, se acha fraca, tola, burra e que não tem saída. Mas isso é uma inverdade. Na psicoterapia temos técnicas que podem auxiliar a pessoa a se ver de forma mais realista, a não ter uma percepção tão deturpada do mundo e de si mesmo, a ver o mundo de frente, etc.

    Então, se há solução, se você pode buscar ajuda, não fique parado.  Peça ajuda até para buscar ajuda profissional se necessário, mas não desista.

    Por Ieda Dreger. 

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