Blog Psicologia Infantil

    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h19

    A difícil arte de educar nos dias atuais

    Psicologia Infantil (11)

    Educar é um assunto corrente em consultório de psicologia. A necessidade de colocar limites é sempre muito questionada, tanto pelos filhos como entre os novos e dedicados pais. Muitas pessoas viveram em sua própria educação a experiência de duros limites, constituídos em regras e proibições. Autoridade era misturada com Autoritarismo, a sabedoria da maturidade era confundida com verdade absoluta. Exigia-se da criança, do adolescente e mesmo dos adultos, total submissão e resignação; ser uma criança boazinha era sinônimo de atender as regras, jamais ser espontânea e nunca criar ou questionar algo; a liberdade em expressar suas idéias e pontos de vista confundia-se com enfrentamento e desrespeito aos “mais velhos”.

    É claro que esse modelo de educação trouxe muitos problemas e resultou em muitos adultos inseguros e até mesmo revoltados. A proposta da mudança era possibilitar a livre expressão dos potenciais e da espontaneidade infantil, como até hoje defendemos. Mas para alguns pais essa proposta foi confundida com a total permissividade, a educação do “tudo pode”, perdendo o entendimento da palavra não, do limite e do respeito.

    Nascemos totalmente espontâneos e criativos e com o decorrer do desenvolvimento através da educação aprendemos como usar nossos potenciais adequadamente, ou seja, respeitando as regras para viver socialmente. É também neste processo que aprendemos a acreditar ou não nesses potenciais. Nossas atitudes e comportamentos são o tempo todo avaliados e confirmados ou não, pelas pessoas com quem nos relacionamos e principalmente pelos nossos pais. É desta aprovação que surge a sensação de segurança interna que todos possuímos em maior ou menor quantidade, e também nossa auto-estima. É claro que para os pais não é uma tarefa fácil, pois implica em ter uma noção clara do que é ser adequado, o que depende de sua maturidade emocional.

    Há 40 anos atrás questionar uma ordem paterna, por mais absurda que ela fosse era praticamente um crime, castigável sem sombra de dúvida, com diversas formas de agressão tanto físicas como emocionais. Hoje em dia o questionamento já começa a ser entendido como algo positivo, pois ao trazer questionamentos novos a questões antigas aumentam-se as possibilidades de criar e descobrem-se novas formas de existir. O conhecimento deixa de ser percebido como uma “conserva cultural” e passa a ser percebido como algo dinâmico e em constante transformação e renovação.

    Mas como oferecer liberdade sem tornar a sociedade um caos?
    Introduzindo as noções de responsabilidade e respeito. Quando falamos em liberdade, falamos em respeito ao outro e em respeito a si mesmo, caso contrário estamos falando em invasão, e em desrespeito. Para convivermos em sociedade precisamos de algo que nos auxilie a lidar com as diferenças entre as pessoas, suas particularidades na sua forma de existir e de entender o mundo, pois apesar de sermos todos humanos, e similares em nossas necessidades, a forma de expressar nossos desejos difere de um para o outro, pois se relaciona ao grau de maturidade de cada um.
    Crescemos em famílias com crenças e culturas diferentes e somos influenciados pelo meio social no qual nos desenvolvemos. Esta delicada mistura é responsável pelos diferentes tipos de pessoas que nos tornamos. Portanto para vivermos socialmente necessitamos de alguns parâmetros, que se traduzem nas noções de ética, cidadania, gratidão e senso moral. Desta forma, quando pensamos em educar, precisamos checar dentro de nós como nos posicionamos em relação a isto e como esses parâmetros estão sendo exercitados nas relações que desenvolvemos.

    A educação se constitui basicamente naquilo que dizemos, confrontados pelo que fazemos. Ou seja, se pregamos o respeito mútuo e a honestidade, mas no dia-a-dia, valorizamos o “esperto”, aquele que sempre se dá bem, estamos sendo incoerentes e certamente essa incoerência fará parte de nossos de ensinamentos. A criança não aprende só pelo que houve e sim também pelo que vê.

    O mais importante ao processo de educação é o amor. Este gera a segurança interna, a confiança e a respeitabilidade, ingredientes indispensáveis para que a relação de intimidade necessária num processo de educação possa se estabelecer. Educar implica em intimidade, e você só ensina algo se é autorizado pelo outro, com esta autorização que se dá pela confiança que nasce nas relações onde o amor e a amizade são as palavras de ordem.

    Muitos pais se referem frequentemente às dificuldades em colocar limites, confusos entre cercear demais ou de menos. Esta dificuldade nasce de uma forma de entender o amor muitas vezes equivocada, onde se confunde limite com abandono e desamor, e consequentemente amar torna-se sinônimo de total permissividade, com a antítese do “nada pode” passando a ser o “pode-se tudo”.

    Colocar limites é ensinar que existe a frustração, que apesar de desagradável, faz parte do mudo real, ao vivo e a cores. O limite nos ajuda a perceber quem somos, o respeito nos ensina que temos limites e aumenta nossa consciência pessoal, e a responsabilidade nos ensina que tudo tem seu preço, pois estamos sempre em relações de troca, colhendo aquilo que semeamos. Oferecendo amor certamente colheremos alegria e felicidade. Para exercer o papel de educador, precisamos reavaliar o entendimento do "não", para esta importante palavra não se transformar numa forma de tirania e sim uma forma de proteção, exercício do amor e respeito a quem amamos.



    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h16

    Como desenvolver a autoestima infantil

    Psicologia Infantil (11)

    A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O autoconceito se desenvolve desde muito cedo na relação da criança com os outros.

    Se os pais estão sempre opinando a partir de uma perspectiva negativa para os filhos, e estão sempre taxando-os de inúteis e incapazes, ou usando de zombarias e ironias, irá se formando neles uma imagem "pequena" de seu valor. E se com os amigos, na rua e na escola, repetem-se as mesmas relações, teremos uma pessoa com autoestima baixa. Da mesma forma se os pais são aqueles que fazem tudo pelo filho, não dão a ele a oportunidade de ver que pode fazer, que tem capacidade. Isso também prejudica sua autoestima.

    Como então desenvolver a autoestima infantil?
    Quando a criança tem êxito no que começa a confiar em suas capacidades. E quanto mais acredita que PODE FAZER, mais consegue.
    É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode ter problemas com outras coisas. E que esperamos que faça o melhor que puder.

    Também é uma boa ajuda admitirmos nossos próprios erros ou fracassos. Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos : "Sinto muito. Não devia ter gritado. Fiquei o dia todo chateado."

    Para ajudá-la a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é "IMPORTANTE", que "pode aprender", que "consegue" e que sua família lhe quer bem e a respeita. O cuidado reside em adequar as tarefas que cabem a cada idade e permitir que ela tente, como colocar o suco no copo (ainda que derrame), a roupa (mesmo do avesso), a jogar objetos no lixo, guardar os brinquedos, as peças do jogo, ajudar na arrumação dos seus livros, fitas de vídeo, enfim, solicitar a ajuda da criança, partilhando com ela pequenos afazeres, vale até aplausos às suas conquistas.

    Portanto, estabeleça metas realistas e adequadas a idade de seu filho. Dê-lhe oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-lo ou sem pressioná-lo, nem compará-lo com outras crianças.

    Assim, ele formará um conceito positivo de si mesmo. E para desenvolver esse sentimento, estimule-o quando ele sentir que não tem condições de realizar algo. Talvez tenha de dizer-lhe : "Claro que você pode. Vamos, vou te ajudar."

    .....A criança com autoconceito positivo oferece contribuições significativas e valiosas para o grupo e para a própria formação.

    Uma palavra final...
    .....Sem autoestima, dificilmente a criança enfrentará seus aspectos mais desfavoráveis e as eventuais manifestações externas. Já a criança com auto conceito positivo parece mais ativa; tem facilidade em fazer amigos, tem senso de humor, participa de discussões e projetos, lida melhor com o erro, sente orgulho por contribuir e é mais feliz, confiante, alegre e afetiva.

    Neste sentido, os sentimentos devem ser tão bem demonstrados quanto são ensinados. Este é o segredo para um bom começo de vida. Ensinará a criança a enfrentar a vida. O orgulho, quando não é excessivo, contribui para o desenvolvimento da autoestima.

    E convém relembrar que a autoestima mantém uma estreita relação com a MOTIVAÇÃO ou o interesse da criança.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h14

    Como falar com seu filho sobre a adoção

    Psicologia Infantil (11)

    Pais que estão pensando em adotar uma criança , ou que já o fizeram, enfrentam o medo e a ansiedade diante da perspectiva de explicar a seus filhos sua origem.

    “Mamãe, eu vim da sua barriga?” é uma pergunta natural e freqüente nas crianças.

    Pais esclarecidos, amorosos e bem intencionados preocupam-se com a importância do falar da adoção por saberem que isto pode influenciar diretamente na auto estima da criança e na sua maneira de estar no mundo. Por um outro lado, sabem também que, no processo de fazê-los entender a adoção, podem ocorrer na criança sentimentos de rejeição, tristeza e mágoa.

    É razoável, portanto, que uma série de sentimentos assustadores invadam o pensamento e o coração destes pais. “Será que eles nos amarão menos ou acharão que nós os amamos menos quando souberem que não vieram de nós?” “Será que eles se sentirão rejeitados pela sua mãe biológica?” “Ou, ao contrário, se sentirão mais ligados à sua mãe biológica?” “Será que acharão que foram nossa segunda opção e não uma real escolha?”

    Como então resolver este impasse?

    Falar “de onde eu vim?” envolve assuntos como parto, infertilidade e adoção, assuntos que, dependendo da faixa de idade, têm que ser adequadamente abordados.
    Ser honesto com seu filho implica também em respeitar seus limites cognitivos, intelectuais e emocionais para receber tais informações. E, sobretudo, deixá-lo expressar seus sentimentos e não tentar protegê-lo contra aqueles sentimentos de dor e tristeza, por mais difícil que isto seja!

    Tentar perceber o que seu filho pensa e o que quer saber é sempre uma estratégia melhor do que, em nome da verdade, começar a inundá-lo com informações. Vale lembrar, inclusive, que há algumas crianças extremamente curiosas e, outras, que custam a manifestar interesse pelo assunto, cabendo aos pais, nestas circunstâncias, provocar, delicadamente, o assunto.
    Aliás, as crianças são especialistas em fazerem perguntas em situações e ambientes os mais disparatados possíveis! Não se espante se, no meio do caminho para o colégio, com um transito horrível, você dirigindo e ele no banco de trás, seu filho sair-se com uma destas perguntas que você temia há tanto tempo!

    “Logo agora!!!” “O que faço? Paro tudo e respondo?” “Digo que vamos conversar depois?” “Tento disfarçar e fingir que não entendi para esperar um momento melhor ou o pai chegar a noite para explicarmos tudo, juntos?”

    Qualquer que seja a sua escolha, é importante conscientizar-se que falar sobre a adoção é um longo processo, que precisará de repetidas conversas durante a vida para ser assimilado e digerido por todos...

    Nas crianças da faixa etária de 1 a 5 anos, o pensamento está preparado para receber informações que não exijam nenhum raciocínio lógico; eles adoram ouvir suas histórias de como chegaram em nossa família e serem o centro das atenções...

    Conte-lhes, basicamente, que:
    • eles nasceram da mesma maneira que todas as crianças nascem
    • eles nasceram da barriga de outra mulher que não estava preparada para ser mãe de nenhum bebê naquela época
    • que vocês queriam muito ter um filho mas que nenhum bebê crescia na sua barriga e então vocês o adotaram e ele será seu bebê para sempre e
    • não esqueça de reforçar que, tanto o momento do seu nascimento, quanto o momento de sua adoção foi muito importante e bonito e que, depois de tanto tempo de espera, segurá-lo em seus braços foi algo de maravilhoso.
    Na faixa de idade de 6/7 anos é quando a criança percebe que, embora todas as pessoas venham ao mundo da mesma maneira, há uma diferença entre aqueles que nascem dentro de uma família e outros que entram numa família depois de nascerem. Começam a compreender que existem os pais que o conceberam e os pais que o criam.

    Na faixa de idade de 8 aos 11 anos é quando a criança começa a ter um raciocínio lógico e seu entendimento sobre as questões da adoção aumentam significativamente. É nesta etapa que vão questionar o porquê da decisão de sua mãe biológica.
    “Se ela não tinha dinheiro suficiente prá me criar, por que não arranjou um emprego?”
    “Se ela achava que não dava prá me criar sozinha, por que não se casou?”
    “Se ela não sabia como ser mãe, por que não tentou achar alguém que lhe ensinasse, lhe ajudasse?”

    E, por aí vão as questões, sem resposta,e as soluções que lhe parecem tão fáceis de terem sido encontradas pela mãe biológica... É quando elas começam a viver a adoção sob o aspecto das perdas e iniciam um doloroso processo de luto pela família perdida, não construída. Eles sofrem pelos pais que não conheceram assim como os pais adotivos vivem o luto pelo filho que nunca tiveram... Este luto pode manifestar-se de formas variadas, desde aqueles que falam diretamente sobre seus sentimentos, outros que adotam uma atitude mais defensiva e ainda há os que expressam seus sentimentos de raiva e mostram um comportamento desequilibrado.

    Não há um modelo certo ou errado em como falar sobre a adoção. O importante é ouvir o que seu filho está dizendo, permitir que expresse seus sentimentos, quaisquer que sejam eles, e estar sempre disponível para ouvi-lo e ajudá-lo na batalha da compreensão de sua origem.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h13

    Erotização infantil, como lidar?

    Psicologia Infantil (11)

    Durante anos, grupos de axé formados por um vocalista e bailarinas vestidas com pouquíssima roupa e altas doses de sensualidade na coreografia eram garantia de legiões de espectadores. De alguns meses para cá a coisa piorou, e muito: o funk que tomou conta dos meios de comunicação com letras de música absolutamente impróprias para crianças, vulgarizando o sexo e banalizando a relação afetiva entre homem e mulher.

    A atitude vigilante dos pais frente ao exagero mostrado na TV é o caminho correto para educar a criança e desenvolver seu senso crítico. Erotização não é privilégio dos grupos de axé ou funk: está na vida dos pequenos, no relacionamento dos adultos e no que a sociedade prega.

    É imitando os pais que os filhos aprendem a falar, a andar e a se comportar. Quando o universo deles se expande, por meio das escolas, festas, televisão, música e amigos, os modelos de comportamento bons e ruins começam a interferir na educação que receberam. Quando são bem estruturados, eles aprendem a separar o joio do trigo. Segundo Andréia, mãe de Felipe, de cinco anos, que desde cedo estimulou o filho a assistir aos programas infantis da TV cultura, percebe que o menino, ao contrário de seus amiguinhos, demonstra total desinteresse por tudo o que foge à programação inadequada para a sua idade.

    A sexualidade atinge a meninada desde cedo, mas o que deflagra a excitação muda de criança para criança. A construção de troca afetiva, que se traduz no beijo na boca, nas carícias mais íntimas, nas cenas de sexo a que a programação televisiva os expõe, deve ser cuidadosamente monitorada para que eles não recebam estímulos que não tenham condições de entender.

    O conceito que os pequenos terão de seus futuros parceiros dependem muito do que eles aprenderem desde bem cedo: se o menino pequeno vê seu modelo, o homem adulto, referir-se a mulher de forma agressiva e desrespeitosa pensará, provavelmente, que esta é a forma correta de agir. A menina mal orientada, por sua vez, corre riscos de vir a se portar como as dançarinas que vê na televisão, assumindo posturas de mulher feita, utilizando o corpo para conquistar seus objetivos.

    Os resultados da erotização precoce são desastrosos. Relacionamentos fracassados pela falta de respeito mútuo e pelo pouco cuidado com afeto são apenas alguns deles. Envolver a criança nos valores da família é a chave para uma boa estruturação moral e ética. A maneira como a criança vê a sexualidade dependem muito de como os pais se posicionam a respeito.
    Não há dúvida de que abandonar a criança em frente à televisão é uma conduta condenável. Se os pais se derem ao trabalho de selecionar a programação, estarão demonstrando carinho e preocupação pelos filhos, ensinando a eles o que é bom e o que é ruim.

    Quer dizer, então, que a responsabilidade é todinha dos pais? Não. A mídia também precisa assumir o seu papel, colaborando com uma programação educativa e de qualidade. Uma pesquisa feita em São Paulo, mostra que ninguém quer a volta da censura, mas sim a conscientização dos responsáveis pela programação televisiva, levando em conta o compromisso com a cultura e a formação dos indivíduos.

    O importante é que você saiba o que seu filho está fazendo durante o dia para que você tenha formas de verificar o comportamento dele. Se você perceber que alguma coisa está inadequada procure um profissional especializado que possa lhe ajudar.


    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h10

    Filho mal educado o seu trabalho é dobrado

    Psicologia Infantil (11)

    Se você sente que a educação do filhote escapou ao seu controle, é hora de reavaliar a maneira como conduz a relação com ele.

    Os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos. Certas ou erradas, as suas atitudes refletem nas ações dos herdeiros: pais são modelos e o filho é o espelho.

    Além da relação com os pais, outras variantes interferem no comportamento infantil: problemas emocionais, fatores genéticos e disfunções do organismo. Nenhuma delas deve levá-lo ao desespero, pois há solução para tudo; basta encarar o problema.

    Se não deu para prevenir, corrija
    Boca suja: Você fala palavrão? Quando está dirigindo, às vezes, escapa um, não é? Então, sinta o puxão de orelha! Crianças aprendem imitando os adultos. Antes de repreender seu filho por falar palavras feias, corrija o seu próprio comportamento.

    Se esse não é o caso, uma dica que funciona com os pequenos, é chamar sua atenção dizendo que vai lavar a boquinha suja deles. Também não permita que tios, primos e avós achem graça na situação: essa atitude estimula a criança a continuar falando bobagens.

    A hora de dormir ou quando a criança brinca tranqüilamente são ótimos momentos para reforçar que palavrões são feios e não devem ser repetidos. Na "calmaria" elas ficam atentas e absorvem facilmente aquilo que lhes for dito. Adequar a maneira de falar à idade de seu filho é importante: uma criança de 3 anos repete o palavrão e não sabe o que quer dizer, mas uma criança de 8 anos já sabe.

    Escândalo em público: Jamais atenda a exigências de seu filhote por vergonha da choradeira diante das outras pessoas. Se o fizer, ensinará que, gritando, chorando e se jogando ao chão, ele conseguirá o que quiser.

    Ajoelhe para ficar da altura da criança e chamar a sua atenção. Peça, com firmeza, que olhe para você. Dê a ela a oportunidade de desabafar, perguntando o que quer e por quê.
    Proponha comprar o objeto do desejo no aniversário ou no Natal. Ou diga que sente muito, mas não dispõe de dinheiro. Descreva os motivos com calma, paciência e gestos afetuosos. Se a criança continuar agitada, explique que espernear não resolverá o problema e a convide-a a ver outras vitrines.

    Se a criança aceitar o acordo, beije-a ou faça um gesto de carinho. Ensinar a passividade e a desistência dos desejos acarreta o risco de forjar um adulto sem expectativas nem forças para lutar por ideais, que abre mão dos desafios diante do primeiro obstáculo. E não é isso que queremos.

    Para acabar com as brigas: Converse com a criança antes da visita chegar. Discretamente, sem mostrar a sua preocupação, sugira ao seu filho que mostre os brinquedos para os amiguinhos que logo estarão com ele.

    Sugira a ele selecionar os brinquedos: guardar em lugar seguro aqueles que não quer dividir e deixar os outros disponíveis para brincar com os colegas. Isso evita confusão.
    Criança levada, atenção redobrada:Comportamento agressivo e gestos bruscos merecem um olhar atento, pois há riscos de acidentes. A mensagem que a criança passa é a seguinte: "Olhe para mim, estou aqui, fale comigo".

    Dê a atenção exigida no momento. Não é correto pular no sofá, mas a criança não espera gritos, nem tapas, apenas uma historinha ou um aconchego. Há atitudes que funcionam como "calmantes". Quando o filho não pára de correr, pular e gritar pela casa, faça cócegas nele, sussurre palavras doces e dê um abraço gostoso. Acalma a criança e dá a ela a segurança e o colo de que precisa.

    Esporte descarrega a energia; para a meninada agitada é uma ótima pedida. Brincar em lugares abertos, também: dá para correr, andar de bicicleta e jogar bola. Não esqueça de alimentá-los e hidratá-los bem para essas atividades.

    Regras que resultam em boa conduta
    Prometer e não cumprir tem um péssimo significado para os filhos, pois quebra a confiança depositada nos pais.

    Não encha a criança de brinquedos caros e sofisticados para compensar a sua ausência: quando adulto pensará que pode comprar tudo na vida, inclusive pessoas.
    Melhore o seu comportamento, ou logo estará se perguntando: "com quem esse menino aprende essas coisas?"

    Use o bom senso para impor limites. Se a criança pular no sofá com você por perto para garantir que não se machuque, tudo bem. Mas se pendurar no lustre é abuso!
    Faça questão de chegar na hora certa aos compromissos que envolvem seu filho - reunião na escola, pediatra e festa dos amiguinhos. Atrasos fazem a criança pensar que não é importante para você, desencadeando rebeldia.

    Questione aspectos morais, fale da convivência em sociedade e mostre indignação diante de coisas erradas para deixar bem clara a importância da ética e da honestidade.

    Obrigações domésticas ensinam noções de organização: guardar brinquedos, arrumar o próprio quarto, retirar o prato da mesa, colocar o copo na pia e hora certa para as tarefas da escola.

    Se você perceber que não está conseguindo ou que perdeu o controle sobre a situação, busque auxílio de um profissional capacitado em lidar com famílias. Ele poderá auxiliar vocês. Nunca estamos sozinhos e não há problemas sem solução.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h07

    Filhos que mandam e pais que obedecem?

    Psicologia Infantil (11)

    A responsabilidade de educar filhos é intransferível, ainda que algumas pessoas busquem fazê-lo. Mas o outro que vem cuidar é um substituto, nunca um pai. E as próprias crianças compreendem isso quando dizem: “você não é meu pai (mãe), você não me manda”.

    Um substituto recebe dos pais as informações necessárias para cuidar dos filhos, mas dificilmente pode tomar providências e iniciativas com relação a educação, regras de comportamento e disciplinas. Isso é possível ver em sala de aula, quando um professor for mais rígido na conduta com o aluno, este geralmente se queixa aos pais que, por sua vez, vão tirar satisfação dos professores.

    Mas muitos pais não fazem sua parte e tentam transferir sem nenhuma autoridade ao outro. Nada dá certo desta forma.

    É importante compreender que ser pais implica autoridade. Autoridade não significa apenas dominar, nem impor superioridade. Essa é uma das formas. O papel dos pais é colocar as regras de forma clara e ajudar para que elas sejam cumpridas. As regras precisam ser claras e é necessário saber se a criança compreendeu. A partir disso existe uma cobrança. Este é o papel de pais que cuidam.

    É bom que as regras além de serem claras, estejam escritas e posteriormente fixadas em algum local bem visível, que pode ser a cozinha ou o quarto de dormir das crianças.
    Deverá também ser estabelecido um castigo para cada transgressão. O castigo precisa ter a ver com a regra descumprida. Além disso, de nada adianta um castigo de um mês quando os pais conseguem cobrar apenas uma semana. Melhor poucos dias ou horas, mas bem cobrados. Se não corremos o risco de os filhos não levarem mais a coisa a sério. Perdem o respeito pelos pais e pelo castigo em conseqüência.

    Ex: de nada vale dizer que vai ficar um mês sem usar o vídeo game se você não tem como fiscalizar isso em algum período do dia. Ou dizer para o adolescente que ele vai ficar um mês sem sair de casa e na semana seguinte deixar ele sair porque ficou com dó.

    Seguindo, Na primeira transgressão da criança ela deverá ser advertida de que em sua próxima vez de transgressão haverá o castigo. E isso de fato deve ocorrer.

    Firmeza e convicção são qualidades necessárias aos pais para exercerem seu domínio.

    Também é muito importante que o filho, uma vez que tenha cumprido o castigo, peça desculpas aos seus pais pelo que fez, e assim receberá um abraço dos mesmos.

    Esta é uma técnica que funciona muito bem, mas é preciso estar atento e não passar por alto nas transgressões, por cansaço ou comodidade, por pena, preguiça ou outros.

    Gritos, berros e chantagens de crianças em lugares públicos ou ruas, bem como os “ataques” de fúria devido a algum capricho não realizado, poderão ser resolvidos acalmando a criança com palavras tranqüilas, fala lenta, suave. Porque neste momento, gritar é se colocar na altura da birra dele. Fique de joelhos para estar na altura dos olhos do filho e converse. Depois de sair do local publico, vocês conversam sobre o fato e você então dará o castigo que corresponde aos gritos e falta de controle demonstrada pela criança.

    Se você falar suavemente não resolve, abrace seu filho bem firme, leve-o para casa e tenham uma boa conversa sobre o que aconteceu, colocando o castigo, como por exemplo, não levá-lo para passear (se tiver sido o caso) por um período, ou não levá-lo ao mercado (se foi onde ele extrapolou) por um período, etc.

    Não compre tudo o que a criança solicitar. É importante que, em média, uma vez por mês, vocês possam combinar que ela vai poder escolher uma coisa em tal valor. E estipule um valor baixo. Não permita assim, que ela faça birra porque quer comprar isso ou aquilo. Tem pais que quando a criança pede um rabicó para prender o cabelo, vão logo comprando 5 pares. Que idéia de valor estou construindo?

    Uma criança aprende melhor o valor das coisas quando precisa lutar para obtê-las, de forma justa, e assim aprende também o seu valor pessoal por ter lutado e conseguido efetivamente um resultado.

    Lembre-se, as crianças sempre vão protestar por não terem o que querem, isso é próprio delas, mas como pais, precisamos ensinar a lidar com a frustração de nem sempre terem o que querem e na hora que querem. Frustração é uma grande fonte de aprendizado. Não se limite a ensinar apenas o que é bom.

    Aqui estão apenas algumas dicas, se mesmo assim a educação está difícil, busque a ajuda de um psicólogo competente.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h04

    Filhos tiranos ou pais despreparados?

    Psicologia Infantil (11)

    Até meados dos anos 60, as regras dentro de casa eram impostas aos jovens. Hoje, é bastante comum um acordo entre pais e filhos. Antes, os pais davam broncas, colocavam os filhos de castigo e cortavam regalias porque era assim que as coisas funcionavam e ponto final. Hoje, cada bronca precisa ser acompanhada de boas justificativas. Um dos motivos disto é que os jovens atuais são muito bem informados. Outro dado é que eles nasceram num ambiente já bastante marcado pela educação liberal. Com a revolução comportamental dos anos 60, a difusão dos métodos pedagógicos e de todo o sistema de informação, a liberdade passou a dar o tom nas relações entre pais e filhos. A tal ponto que hoje se vive o oposto da rigidez: em muitos lares, os pais é que se sentem desorientados e os filhos, na ausência de quem estabelecer limites para sua conduta, assumindo o papel de tiranos. Nessas condições, é natural que estabelecer limites de conduta se transforme numa tarefa difícil.

    Á idéia de que a liberdade é a melhor resposta em todas as situações, somam-se culpas cultivadas pelos pais. Por trabalharem e passar pouco tempo com os filhos, é comum que um casal se torne permissivo com os desejos dos jovens para compensar sua ausência. E às vezes não é nem a culpa que causa o estrago: é o desejo de fugir da tarefa difícil que é educar um adolescentes. Alguns pais acusam a falta de tempo como subterfúgio. Outros usam a medicalização, ao menor sinal de que alguma coisa está fora dos eixos, os pais correm para um consultório médico, em vez de tomar a eles próprios as rédeas da situação. Acreditar que a escola possa assumir sozinha o papel do educar um adolescente é uma saída pela tangente bastante comum também. A permissividade chegou a um ponto em que os próprios colégios estão tendo de chamar a atenção dos pais para seus deveres . No fundo, o que eles procuram é uma saida do problema. Querem uma justificativa externa para o mau comportamento dos filhos e têm a falsa idéia de que dois comprimidos por dia resolvem qualquer problema.

    Por mais que se fala nos direitos sagrados das crianças e dos adolescentes, não se pode perder de vista que a cada direito corresponde um dever. Perdeu-se a noção de reciprocidade. Os pais são obrigados a bancar a melhor educação escolar para os filhos? Então os filhos também devem esforçar-se para passar de ano. O filho ganhou um carro ao entrar na faculdade, mas logo em seguida desistiu do curso sem mais nem menos? Então não será uma injustiça ele perder sua regalia de andar motorizado. Os pais precisam aceitar a idéia de que tal tomar esse tipo de atitude não vai fragilizada seus filhos, muito pelo contrário. Um adolescente típico carrega sempre na ponta da língua munição para atacar os pais quando esses tentam colocá-lo na linha: chamam eles de caretas, repressores e por aí afora.

    A título de se colocarem como amigos os filhos, muitos pais acabam sendo cúmplices de erro que em nada contribuem para a formação deles. Nunca custa lembrar: a função do pai não é ser amigo e confidente, para isso, os adolescentes têm suas turmas, papel de pai é ser pai.

    Jovens educados de maneira negligente correm o risco de se tornar adultos infelizes e desajustados. Uma educação sem limites faz com que muitas vezes essas pessoas se revelem sem aptidão para lidar com as frustrações naturais da vida. Elas têm dificuldade para se relacionar em ambientes marcados por hierarquias, como o trabalho, e, em muitos casos, não conseguem nem mesmo se emancipar, tanto do ponto de vista emocional quanto no financeiro. Tivemos a era da repressão depois a era da liberalização e em muitos momentos, temos hoje a era dos excessos. Nem sempre é fácil achar um equilíbrio entre cada uma dessas eras, mas importa tentar buscar, se você não conseguir, busque ajuda de um profissional capacitado. Abaixo cito algumas regras importantes:

    Os pais não devem se omitir em dar broncas, sem medos de causar traumas e frustrações, quando o filho agir de forma que possa prejudicar a outras pessoas, os animais e o meio ambiente.

    Quando o diálogo não funcionar dentro de casa, não tem choro nem vela: cabe aos pais a palavra final sobre qualquer assunto.

    Drogas: os pais têm o direito de questionar o filho, vigiá-lo e até mesmo a invadir sua intimidade se desconfiar de envolvimento com elas.

    Os pais não devem se intimidar com a prática de muitos jovens de transformar seu quarto em fortaleza. Sempre que tiverem um bom motivo, e mesmo que não sejam bem vindos, eles estão liberados para entrar.

    Liberdade para fazer o que se quer da vida tem limites: os pais devem exigir que os filhos estudem e podem aplicar castigos como corte de mesada e da internet se perceberem que eles não estão cumprindo seus deveres.

    Os pais podem, e devem, frear o apetite consumista dos filhos.
    Ter conversas sérias sobre sexo é uma necessidade. Se o adolescente se negar, acusando os pais de caretas, eles podem exigir que o jovem sente-se e ouça o que têm a dizer. Os pais também não tem a obrigação de aceitar, só porque é moderno, que os filhos mantenham relações sexuais em casa.

    Eles não são obrigados a proporcionar luxos quando o filho passa de ano ou entra na faculdade. Ao ir bem na escola, o adolescente está apenas cumprindo sua obrigação.

    Os pais têm direito a um mínimo de vida pessoal. Pelo menos de vez em quando, não devem se privar de um jantar romântico ou uma viagem sem a presença dos filhos. E também não devem se sujeitar à tirania da agenda dos adolescentes no fim de semana.

    Seus filhos precisam saber com clareza o que é ou não é aceitável. Dê as regras e diga aos seus filhos o que espera deles.

    Fique calma. Você é quem está no controle. Não responda uma birra com um acesso de raiva ou gritaria. Você é ou adulto da situação e não pode deixar a criança ou adolescente se sobrepor à você.

    Uma vez que você estabelecer uma regra, não a mude e faça questão que todos, incluindo seu marido, mantenham o que foi determinado. Se as regras do jogo mudam a cada dia, ou são esquecidas, a culpa pelo mau comportamento é o dos pais, não dos filhos.

    Estabeleça hora para acordar, comer, tomar banho e dormir na sua casa em. A rotina é a base de uma boa vida familiar. Depois que a ordem estiver estabelecida, você pode ser um pouco flexível, nestes casos.

    Não esqueça que os filhos aprendem muito mais observando o comportamento dos pais do que ouvindo o que eles dizem.

    Demonstrem afeto incondicional por seu filho. Isso não o tornará mimado. É muito saudável abraçar e beijar os filhos, independentemente da idade. Faça elogios com mais frequência do que críticas. Os elogios podem ser de dois tipos. Um deles é o incondicional, cujo sentido seja o de “eu a amo você pelo que você é”. Esse afeto não precisa ser conquistado, nunca será perdido e demonstrá-lo deixa seus filhos seguros e eleva sua auto-estima. A outra forma é o elogiou condicional: “eu gostei do que você fez”. Seus filhos ficam sabendo que o pai e a mãe notam quando eles agiram de modo correto ou terminaram com sucesso uma tarefa em geral vão tentar acertar de novo. Isso também nos ajuda a aprender o valor do trabalho árduo quando se quer atingir um objetivo. A melhor recompensa para seu filho é atenção, elogio e amor.

    Envolva-se com a vida de seu filho. A falta de monitoramento aumenta os riscos de se envolverem com drogas, álcool, delinquência e gravidez precoce. Envolver-se com as atividades dos filhos é também ter informações sobre a vida deles, seus amigos, e seus interesses. Parece simples, mas a prática exige real e genuíno interesse dos pais pela vida dos filhos, e não apenas o desejo de espionar ou de controlá-los.

    Trate seu filho com respeito. A criança trata os outros de forma como é tratada pelos pais.
    Nem sempre é possível fazer com que todas essas regras sejam praticados. Mas importa tentar. Então, se você sente alguma dificuldade em lidar com seu filho criança ou adolescente procure ajuda de um psicólogo capacitado.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 08h56

    Reprovação escolar, como lidar com ela?

    Psicologia Infantil (11)

    Poucas coisas são tão difíceis para a família quanto aceitar e conviver com a possibilidade de uma reprovação escolar. A idéia de “fracasso” tende a desestabilizar os pais. Não é fácil mesmo, aquele é seu filho, educado por você e estudando na escola que você escolheu. Num primeiro momento há famílias que responsabilizam a instituição. Outras responsabilizam a si próprias. Mas de qualquer forma, tudo parece residir na eterna CULPA. Onde foi que eu errei? O que deu errado. Meu filho é inteligente e esperto.

    Bem, as coisas não são tão simples, o que está em questão não é a inteligência do seu filho. Por trás de uma possível reprovação há vários aspectos a serem considerados. E é necessário que os pais procurem perceber que, quando as coisas não ocorrem como o esperado, sua postura é fundamental para que o filho aceite, compreenda e consiga crescer com o que aconteceu.

    Há os mais variados fatores para que os “desvios” aconteçam: imaturidade, dificuldade na aprendizagem, momentos especiais pelos quais as famílias passam, preguiça...Nenhum desses fatores vai tirar de seu filho a possibilidade de seguir seu caminho com vitórias, talvez ele precisasse deste momento de reflexão.

    Percebam, podemos ter dois tipos de alunos reprovados: aquele que não conseguiu vencer o conteúdo mas se esforçou, e aquele que não conseguiu vencer o conteúdo mas não se esforçou. E é bem provável que os pais vão lidar com cada uma dessas situações de forma diferente.Aquele que se esforçou terá um sentimento de fracasso e precisará do apoio dos pais. Aquele que não se esforçou precisará também apoio, principalmente para compreender a importância do estudo.

    Quando crianças e adolescentes se vêem diante desse quadro precisam sentir que os profissionais da escola e a família acreditam no seu potencial. Para que isso aconteça importa avaliar COM ELE as possíveis causas e ajudá-lo a se perceber. Muitas vezes o problema está na família e não necessariamente no estudante. Como? Falta de tempo, falta de horários, tempo demais no computador, tempo demais brincando, não tendo rotina. É importante observar que raramente um tropeço na família é um tropeço isolado, geralmente outras coisas paralelas acontecem que levam a situações não esperadas e muitas vezes nem percebidas.

    Outra coisa a ser conscientizada é que esse abismo entre ele e os colegas não é tão grande quanto parece. Dificuldades são inerentes a qualquer processo de aprendizagem. Mesmo adultos tem problemas às vezes. Importa mostrar que nada nos é dado de graça. Que ser um bom aluno não é um dom natural. Cada qual vai ter que se esforçar para chegar a algum lugar. Para os pais isso não é fácil. Muitos, com um altíssimo grau de exigência não percebem pequenos avanços de seus filhos. Por isso é importante reaprender a olhar a criança e buscar palavras de incentivo para que ela não deixe de acreditar em si mesma.

    Se o quadro da reprovação realmente acontecer, tente ver o lado bom das coisas. Seu filho terá a oportunidade de estar revendo conteúdos com mais tranqüilidade e segurança. Isso, sem dúvida nenhuma, trará benefícios que não só os pedagógicos, mas também fará com que ele se sinta fortalecido. Pode tornar-se uma referência no grupo uma vez que estará mais amadurecido e com os conhecimentos mais sedimentados.

    Talvez seja importante dizer que quando os filhos enfrentam dificuldades escolares não é porque são desta ou daquela forma, mas porque estão de um determinado jeito, num determinado momento de suas vidas. Cabe a família e escola acolhê-los e ajudá-los a encontrar caminhos. E eles sempre existem. Se tiverem dificuldades ainda assim, busquem ajuda profissional.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 08h54

    Mimar filhos...um ato de amor????

    Psicologia Infantil (11)

    Na maioria das vezes, a simples perspectiva de gerar um filho já enche os futuros pais de alegria e amor. Esses pais passam a cultivar a idéia de serem os provedores e guardiões deste pequeno ser. Para aqueles que decidem investir nesta empreitada, é difícil imaginar alguém que não pense logo em cobrir o futuro herdeiro de agrados e de mimos, tentando satisfazer todas as suas vontades. Muitas vezes trata-se do primeiro filho que foi muito esperado e desejado, ou o primeiro menino, ou a primeira menina, ou mesmo aquele filho varão vindo inesperadamente tirar a família de certo acomodamento já existente. De qualquer forma o comportamento mais comum é tentar oferecer ao pequeno tudo aquilo que estiver ao seu alcance (e algumas vezes até o que não está), para vê-lo feliz.

    Toda vez que iniciamos o desenvolvimento de um novo papel social, nos remetemos a nossas memórias, aos modelos que tivemos e às nossas avaliações e julgamentos desses comportamentos e atitudes. Nosso papel de pais é naturalmente formado por esses modelos, percepções e crenças do que é certo ou errado e do que acreditamos que teria sido melhor para nós. Tentamos sempre evoluir na tentativa de superar os “erros” que nossos pais cometeram. Com a necessidade de trabalhar o dia todo, os pais são obrigados a deixar seus pequenos tesouros com babás, em creches ou em escolinhas, provocando culpa - muitas vezes inconsciente -, e uma conseqüente necessidade de recompensar seus filhos.

    A inexperiência em educar, natural de todo “pai de primeira viagem” e as inseguranças que surgem no desempenho de um papel tão novo e tão cheio de responsabilidade, são apenas mais alguns dos inúmeros fatores que interferem na forma como os pais estarão demonstrando todo esse amor a seus filhos. Daqui podemos ter uma idéia de como o “mimar” surge nas famílias. Entendemos “mimar” os filhos como oferecer todo amor, sem medida, protegendo-os, cobrindo-os de cuidados e agrados.

    O problema na verdade está no entendimento do que é amor. Amar também é frustrar é oferecer ao outro a possibilidade dele perceber que têm limites. É justamente essa noção que ajuda a desenvolver a percepção de individualidade e singularidade. Quando se descobre o que está fora de si e o que não está sob o nosso controle, nos damos conta de quem somos e, mais à frente em nosso desenvolvimento, de até aonde podemos chegar. Desenvolvemos daí a noção de respeito.

    Uma criança mimada, na verdade é alguém que se sente muito “amado”, tanto amado, que passa a acreditar que o outro não conta e que apenas seus desejos devem ser realizados. Torna-se egocêntrica, pois espelha o que sempre viveu em sua vida tendendo a ver a realidade por essa perspectiva. A sensação de ser muito amado, sempre positiva no desenvolvimento humano, torna-se questionável pela própria criança, pois receber muito sem ter de retribuir nada, traz consigo a sensação de não ser real de não ser verdadeiro. Sabemos intuitivamente que nas relações reais existe sempre uma troca.

    A questão central não é amar demais, mas, aprender que a frustração faz parte de nossas vidas e do amor, e serve para nos fortalecer. Se não vivenciamos a frustração, não conseguimos entender quais são nossos limites e por isso não temos a possibilidade de superá-los. Em conseqüência, também não conhecemos o limite dos outros e, portanto, temos mais dificuldade em respeitá-los.

    Quem ama frustra, coloca limites e dá parâmetros. Então, mimar os filhos pode ser um ato de amor se incluímos nesse conjunto de atitudes alguns parâmetros, como noções de individualidade, respeito a si próprio e ao outro, responsabilidade pessoal, moral, social e ética. Os parâmetros ajudam a dar sentido e realidade àqueles que cuidamos, preparando-os para viver e se relacionar.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 08h51

    O meu filho vai ser reprovado. E agora?

    Psicologia Infantil (11)

    Não é fácil mesmo, porque aquele é o seu filho, educado por você, estudando na escola que você escolheu. Num primeiro momento, as famílias responsabilizam a instituição. Em outros momentos culpam a si próprias. Mas, de qualquer forma, tudo parece se concentrar na culpa. Onde foi que eu errei? O que deu errado?

    Bem, as coisas não são tão simples assim. O que está em questão não é apenas a inteligência de seu filho. Por trás de uma possível reprovação existem vários aspectos que precisam ser considerados. Na grande maioria dos casos, a capacidade intelectual do aluno nem é colocada em dúvida. Claro que cada caso é um caso e é necessário que os pais procurem perceber que, quando as coisas não ocorrem como esperado, sua postura é fundamental para que o filho aceite e compreenda o que acontece e consiga crescer com a situação.
    Falar em reprovação é falar de auto-estima, sem dúvida alguma. O primeiro sentimento que surge é o de incapacidade. É comum que o aluno refira a si próprio com frases do tipo: "Eu sou burro mesmo..." ou "Sou lerda" ou ainda "Todos conseguem tão facilmente... Para mim é tudo mais difícil".
    Quando crianças e adolescentes se vêem diante desse quadro precisam sentir que os profissionais da escola e a família acreditam em seu potencial. Para que isso aconteça, avaliar as causas com eles e é muito importante e vai ajudá-los a perceber algumas coisas. Talvez seja esse o primeiro passo.

    Dificuldades são inerentes a qualquer processo de aprendizagem. Alguns amigos considerados brilhantes, muitas vezes nem são. Mas superam suas dificuldades à custa de sacrifícios e de estudo. Para alguns, esse chega a ser um processo de superação.

    O que parece ser importante, no entanto, é mostrar que nada nos é dado de graça. Que ser um bom aluno não é um dom natural. Cada qual tem seu caminho diferente e o desafio de seu filho é encontrar, com você e com os professores, saídas. O que vem a seguir é tentar incentivar, nas pequenas, mas importantes conquistas.

    Percebam, podemos ter dois tipos de alunos reprovados: aquele que não conseguiu vencer o conteúdo mas se esforçou, e aquele que não conseguiu vencer o conteúdo mas não se esforçou. E é bem provável que os pais vão lidar com cada uma dessas situações de forma diferente.Aquele que se esforçou terá um sentimento de fracasso e precisará do apoio dos pais. Aquele que não se esforçou precisará também apoio, principalmente para compreender a importância do estudo.

    Já falei em outra matéria das imensas dificuldades que os pais enfrentam quando o adolescente não quer mais estudar. Por mais que saiba da necessidade de estudo, ele tem preguiça e percebe nas outras atividades mais “prazer” do que estudar. Sim, mais prazer, porque o jovem busca, de forma geral, apenas aquilo que lhe dá prazer. Precisamos compreender que na era da tecnologia, computadores, Internet, jogos, celulares de última geração e notícias novas a cada segundo, a escola, de uma forma geral, deixa de ser atraente. Neste caso, é muito importante que os pais incentivem o estudo de seus filhos, acompanhando com eles diariamente o que estão aprendendo, vendo os cadernos, percebendo as dificuldades, orientando, comentando sobre assuntos, trazendo a educação da escola também para a vida real.

    Se o quadro de reprovação for uma realidade, será necessário que você também se preocupe em preparar seu filho para lidar com uma nova turma. Ele será um aluno defrontando-se com crianças mais novas. O ruim? Bem, essa é uma experiência que se bem aproveitada pelos professores e pela família, pode ser muito proveitosa.

    Tudo vai ser fácil? Não, pode ser que, inicialmente, ele seja visto pelos colegas como o aluno repetentes, aquele que não deu conta, mas essa será uma nova história e construída com outro grupo, num outro momento. Se o corpo docente e a família estiverem atentos para lidar de forma construtiva, com as questões que surgirem, tudo será menos sofridos.

    É muito importante dizer que quando os filhos enfrentam dificuldades escolares, isto ocorre não porque "sejam dessa ou daquela maneira", mas porque "estão de um determinado jeito, num determinado momento de suas vidas”. Cabe à família compreender este momento e rever o que precisa ser revisto, encontrando novos caminhos. Eles sempre existem. Se você encontrar dificuldades, busque ajuda de um profissional capacitado.

    Não é fácil mesmo, porque aquele é o seu filho, educado por você, estudando na escola que você escolheu. Num primeiro momento, as famílias responsabilizam a instituição. Em outros momentos culpam a si próprias. Mas, de qualquer forma, tudo parece se concentrar na culpa. Onde foi que eu errei? O que deu errado?

    Bem, as coisas não são tão simples assim. O que está em questão não é apenas a inteligência de seu filho. Por trás de uma possível reprovação existem vários aspectos que precisam ser considerados. Na grande maioria dos casos, a capacidade intelectual do aluno nem é colocada em dúvida. Claro que cada caso é um caso e é necessário que os pais procurem perceber que, quando as coisas não ocorrem como esperado, sua postura é fundamental para que o filho aceite e compreenda o que acontece e consiga crescer com a situação.

    Falar em reprovação é falar de auto-estima, sem dúvida alguma. O primeiro sentimento que surge é o de incapacidade. É comum que o aluno refira a si próprio com frases do tipo: "Eu sou burro mesmo..." ou "Sou lerda" ou ainda "Todos conseguem tão facilmente... Para mim é tudo mais difícil".

    Quando crianças e adolescentes se vêem diante desse quadro precisam sentir que os profissionais da escola e a família acreditam em seu potencial. Para que isso aconteça, avaliar as causas com eles e é muito importante e vai ajudá-los a perceber algumas coisas. Talvez seja esse o primeiro passo.

    Dificuldades são inerentes a qualquer processo de aprendizagem. Alguns amigos considerados brilhantes, muitas vezes nem são. Mas superam suas dificuldades à custa de sacrifícios e de estudo. Para alguns, esse chega a ser um processo de superação.

    O que parece ser importante, no entanto, é mostrar que nada nos é dado de graça. Que ser um bom aluno não é um dom natural. Cada qual tem seu caminho diferente e o desafio de seu filho é encontrar, com você e com os professores, saídas. O que vem a seguir é tentar incentivar, nas pequenas, mas importantes conquistas.

    Percebam, podemos ter dois tipos de alunos reprovados: aquele que não conseguiu vencer o conteúdo mas se esforçou, e aquele que não conseguiu vencer o conteúdo mas não se esforçou. E é bem provável que os pais vão lidar com cada uma dessas situações de forma diferente.Aquele que se esforçou terá um sentimento de fracasso e precisará do apoio dos pais. Aquele que não se esforçou precisará também apoio, principalmente para compreender a importância do estudo.

    Já falei em outra matéria das imensas dificuldades que os pais enfrentam quando o adolescente não quer mais estudar. Por mais que saiba da necessidade de estudo, ele tem preguiça e percebe nas outras atividades mais “prazer” do que estudar. Sim, mais prazer, porque o jovem busca, de forma geral, apenas aquilo que lhe dá prazer. Precisamos compreender que na era da tecnologia, computadores, Internet, jogos, celulares de última geração e notícias novas a cada segundo, a escola, de uma forma geral, deixa de ser atraente. Neste caso, é muito importante que os pais incentivem o estudo de seus filhos, acompanhando com eles diariamente o que estão aprendendo, vendo os cadernos, percebendo as dificuldades, orientando, comentando sobre assuntos, trazendo a educação da escola também para a vida real.

    Se o quadro de reprovação for uma realidade, será necessário que você também se preocupe em preparar seu filho para lidar com uma nova turma. Ele será um aluno defrontando-se com crianças mais novas. O ruim? Bem, essa é uma experiência que se bem aproveitada pelos professores e pela família, pode ser muito proveitosa.

    Tudo vai ser fácil? Não, pode ser que, inicialmente, ele seja visto pelos colegas como o aluno repetentes, aquele que não deu conta, mas essa será uma nova história e construída com outro grupo, num outro momento. Se o corpo docente e a família estiverem atentos para lidar de forma construtiva, com as questões que surgirem, tudo será menos sofridos.

    É muito importante dizer que quando os filhos enfrentam dificuldades escolares, isto ocorre não porque "sejam dessa ou daquela maneira", mas porque "estão de um determinado jeito, num determinado momento de suas vidas”. Cabe à família compreender este momento e rever o que precisa ser revisto, encontrando novos caminhos. Eles sempre existem. Se você encontrar dificuldades, busque ajuda de um profissional capacitado.

    Por Ieda Dreger. 


    Seu filho tem inveja do irmão ou coleguinha? Ajude-o25/05/16 Se você suspeita que seu filho sente inveja de seus irmãos ou companheiros, é importante que vocês, juntos, possam encontrar uma solução para que a inveja não se transforme em problemas. Não deve, porém, obcecar-se por isso: a inveja é um sentimento natural. Se você dramatizar muito correrá o risco de aumentá-la. CARINHO E......