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    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h20

    Ciúme é o tempero do amor?

    Personalidade (33)

    Dizem que o ciúme é o tempero do amor. Até pode ser, desde que nenhuma das partes derrame uma colher bem cheia dele no relacionamento. Medidas a mais resultam em brigas, términos de namoro e, em alguns casos em violência.

    Aproximadamente 20% dos homicídios cometidos são causados pelo ciúme, apontam algumas pesquisas.

    O ciúme deixa de ser normal quando passa a dominar o relacionamento. Quando a pessoa se deixa dominar pelo ciúme, ela coloca de lado tudo o que lhe dá prazer, tudo o que é bom no seu relacionamento, e passa a espionar, espreitar, buscando fatos e coisas que provem a infidelidade do outro.

    Identifico vários exemplos de exagero presentes no dia-a-dia de muita gente. Você quer saber quem ligou para ele, de quem é aquele número registrado no celular, de quem é aquele bilhetinho, por que ele demorou tanto tempo na padaria e ainda não trouxe tudo o que você pediu, etc.

    O ciumento exagerado como uma pessoa com dificuldade de enxergar o outro.

    Ele acha que o namorado/a deve satisfazer apenas as suas vontades. Não admite que ele se relacione com os outros, com o trabalho, o esporte. Ele quer sempre o outro por perto. Por isso, controla.

    O ciumento vê motivos para desconfiar do parceiro, sem que realmente haja indício. É como se fosse um delírio. Para ele, aquilo é coerente. Ele sente que seu afeto está sempre em risco.
    Para quem sofre de ciúme, alerto que o risco de perder estende-se para ambas as partes. Ninguém tem certeza absoluta de que terá o outro para sempre. Se a relação é boa, os dois vão se afastar para viver, trabalhar e estudar, e vão retornar. A distância deixa os dois mais ricos para trocar entre si.

    Outra falha cometida pelos ciumentos é o esquecimento de que eles tiveram capacidade de despertar o interesse do outro por suas qualidades. O ciumento costuma ser muito inseguro e tem baixa auto-estima.

    Lembro aos casais que vivem o problema que amor é construir com a pessoa, dividir planos e afinidades e ter admiração pelo outro. Não tem nada a ver com amor destrutivo, inveja e agressividade verbal ou física.

    Para quem convive com o ciumento, importa se cuidar para não entrar em uma fria e não se culpar. O problema é dele. Para o ciumento, o conselho é se cuidar e, se for preciso, buscar ajuda profissional.

    No entanto é preciso também lembrar que existem pessoas que, por insegurança pessoal fazem de tudo para provocar ciúme no outro. Neste caso, é o provocador que está inseguro e precisa de ajuda.

    Infelizmente, poucas pessoas se acham predispostas a aceitar que o ciúme excessivo é um problema pessoal e subjetivo. Poucas consideram a possibilidade de que ele não corresponda à realidade. A maioria delas não percebe que seu ciúme exagerado pode destruir um relacionamento, mesmo que exista o mais forte, puro e verdadeiro amor. Afinal, você quer perder de vez a pessoa amada?

    Sinais que indicam ciúme exagerado

    • Não aceitar que o parceiro faça um programa (com amigos, por exemplo) sem a sua companhia;
    • Mexer nas coisas pessoais do seu parceiro (gavetas, armários, pastas, bolsos, carteira, celular etc...);
    • Sentir a necessidade de saber sempre onde o outro está. Ligar para casa dos amigos para confirmar a sua presença ou aparecer no local;
    • Preparar armadilhas. Pedir a alguém que se insinue ao seu parceiro para ver qual a reação dele;
    • Desconfiar de tudo e de todos;

    Se você percebe que seu ciúme é excessivo e está atrapalhando seu relacionamento, procure rever suas atitudes e se não conseguir mudar, busque ajuda de um psicólogo.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h19

    Impaciência também pode ajudar

    Personalidade (33)

    Sentimento pode ser o motor para a busca de algo melhor

    Apesar da paciência e da serenidade se mostrarem importantes no desenrolar da vida dos seres humanos, algumas pitadas de inquietação, insatisfação e até da própria impaciência podem ser ingredientes vitais na confecção da receita de uma carreira profissional e de uma vida pessoal mais apimentada, fora da rotina e da acomodação.

    É importante ver o aspecto positivo da impaciência no fato de ser um elemento que motive a pessoa na busca para resolver seu problema.

    Tanto a inquietação quanto a impaciência são estados de excitação, de nervosismo, de preocupação, de ansiedade. Ou seja, no momento em que estamos impacientes, ficamos ansiosos e a ansiedade traz inquietude, agitação.

    Alerto para o lado nocivo da paciência, muitas vezes a paciência pode mascarar a submissão ou o conformismo. Há pessoas que passam a vida em busca da solução perfeita, anos e anos arquitetando um plano perfeito que nunca se concretiza, enquanto outras, por impulso, acabam por agir de forma impaciente e resolvem o problema. Portanto, vale a pena dosar a paciência para trazer benefícios à sua vida.

    Ter paciência pode significar uma virtude?

    A paciência é mesmo uma virtude: é a capacidade de aceitarmos que nem tudo pode ser da forma como desejamos ou gostaríamos que acontecesse; é a capacidade de suportarmos determinadas situações ruins esperando/buscando o melhor depois. É também a capacidade de entender que todas as pessoas são diferentes entre si e que nem sempre elas nos entendem, desejam ou agem da forma como queríamos que elas agissem!

    Para viver e conviver em sociedade é preciso mesmo ter paciência: afinal, cada pessoa está preocupada em satisfazer as suas próprias vontades, os seus desejos e nem sempre o que uma pessoa deseja é o que a outra deseja e vice-versa. Além disso, é preciso ter a paciência de esperar que as coisas aconteçam da forma como devem acontecer, que nem sempre o tempo que desejamos e esperamos é o tempo de algo acontecer. Como está escrito na Bíblia, tudo tem o seu tempo: tempo de plantar, tempo de colher... precisamos saber esperar este tempo passar!

    O que pode explicar a costumeira falta de paciência das pessoas em alcançar objetivos, conquistar coisas, etc...?

    Nascemos egoístas, viemos de dentro da barriga da mãe onde todas as nossas necessidades eram satisfeitas de imediato. Ao nascermos, passamos a descobrir, mesmo que seja a contra gosto, que o mundo não gira ao nosso redor, que nem todas as nossas necessidades são satisfeitas da forma ou no momento exato em que desejamos. Na medida em que vamos crescendo e convivendo com outras pessoas, percebemos que é preciso ser paciente para poder conviver bem com elas e sermos felizes.

    Pessoas impacientes, em geral, não sabem lidar com limites, costumam vir de famílias que, por excesso ou falta de amor, sempre satisfizeram as suas vontades enquanto crianças. São pessoas que não aceitam um não como resposta, justamente porque não aprenderam dentro de casa a lidar com este limite.

    O cotidiano que vivemos pode responder a essa impaciência?

    De certa forma sim, porque estamos sempre correndo, sempre agitados, sempre sendo cobrados a fazermos algo imediatamente, sem muito tempo para pensar. Há determinadas situações que, ou decidimos de imediato ou perdemos a chance de algo bom para nós mesmos, embora, em geral, na maioria das vezes em que agimos por impulso ou por impaciência, costumamos ter mais derrotas, erros e sofrimento do que vitórias ou acertos.

    O que fazer para buscar um equilíbrio na vida que traga a tranqüilidade como algo permanente para poder realizar as coisas?

    Em primeiro lugar, saber onde se quer chegar, se conhecendo bem. Depois aceitar que nem tudo é da forma como gostaríamos que fosse: isso não é conformismo, mas aceitar aquilo que não pode ser mudado por nós mesmos, aquilo que independe de nossa vontade. Em terceito lugar, aceitar que problemas fazem parte da vida e que o melhor a fazer é resolvê-los de maneira que não tenhamos outros problemas futuros gerados pela impaciência de solucioná-los de imediato, sem refletirmos mais detidamente ou sem nos importarmos com as conseqüências de uma atitude impaciente.

    É importante que se busque um equilíbrio entre um extremo e outro e isso existe mais facilmente quando nos conhecemos profundamente, conhecemos nossos limites, nossas facilidades, onde estamos e onde queremos chegar. Para o auto-conhecimento é importante buscar uma psicoterapia que ajude você a descobrir seus pontos fortes e fracos e como lidar com eles. Ela será muito benéfica.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h16

    Como culpa e autoestima se ligam?

    Personalidade (33)

    O sentimento de culpa permeia a vida de muitas pessoas e é um dos componentes que leva a depressão, junto com o medo e a depreciação.

    O psicólogo e médico Luis Chiozza já disse que todas as pessoas sentem culpa. Alguns psicólogos defendem inclusive que a depressão vem da culpa e da depreciação de si mesmo. A culpa pode amargar a vida, mas é também um sentimento que nos impulsiona a rever determinadas atitudes.

    Mas é muito importante distinguir culpa de responsabilidade. Responsabilidade é a capacidade de respondermos às conseqüências de nossas atitudes. A culpa é algo que se atribui a alguém que causou um dano ou delito, independente da responsabilidade que assuma.

    A culpa que sentimos é resultado de nosso próprio juízo, do que fizemos e do que achamos que deveríamos ter feito.

    Os sentimentos de culpa levam à idéia de castigo, e a culpa do outro leva à idéia de vingança.
    As coisas são como são e não necessariamente como queremos que sejam, o nosso ideal, que se rege por nossos valores e nossa moral que é um conjunto de normas éticas com as quais nos identificamos.

    Nos esquecemos que talvez o mais próximo do ideal que conseguimos chegar geralmente aprendemos com as experiências de fracasso que vivemos, ou seja, daquilo que não é ideal.
    A auto-estima se relaciona com a culpa, mas é inversamente proporcional a ela, porque quanto mais culpa, menor a auto-estima.

    O “ideal” se incorporou as tradições e costumes da sociedade, os tópicos específicos das classes sociais, as figuras de autoridades, as pessoas que respeitamos e admiramos, e representa uma influência inconsciente que exige seu cumprimento e é com respeito a este ideal que experimentamos culpa e auto-estima.

    A pessoa sente-se culpada por não ter feito as coisas segundo seus valores e ideais e inconscientemente sente que necessita de castigo, porque se vê como má pessoa sem conseguir avaliar com racionalidade a situação e compreender que aquilo que fez em tal momento era o que conseguiu fazer, e só.

    Quem é a pessoa que nunca erra? Quem nunca sente culpa? Ninguém, mas existem aquelas pessoas que erram, aceitam seus erros, se desculpam, tentam melhorar e crescer.

    Todo ser humano precisa amar-se e respeitar-se para poder fazer o mesmo com os outros. Quando as pessoas deixam de fazer isso, produzirão conflitos difíceis de se resolver e culpas que vão procurar projetar no outro com medo de assumirem suas imperfeição.

    É muito mais fácil pedir perdão a quem seja, e principalmente a você mesmo, sabendo que fez unicamente o que conseguiu fazer naquele momento, e seguir em frente.

    O sentimento de culpa pode também aparecer naquelas pessoas que são exigentes demais consigo mesmas, pois nada do que fazem é suficiente.

    O que importa é que cada um possa e consiga tomar conta de sua vida, se cuidar, se respeitar, se tratar bem, porque assim poderemos compreender onde está nossa responsabilidade e onde está a dos outros.

    A felicidade acontece quando sabemos que estamos cumprindo nossos objetivos, sem no entanto, assumir as responsabilidades dos outros como se fossem nossas e sofrer amargamente com isso por nos sentirmos usadas (os) e sobrecarregadas (os).

    A abnegação é o que trás o maior sofrimento, é quando, dentro de nossa auto-estima baixa, achamos que todos merecem ser mais felizes do que nós. E essa crença torna-se verdadeira, porque plantamos ela dentro de nós. E nossa vida vira um caos.

    Culpa? Desculpe-se, não apenas pelo outro, mas por você. Quem mais sofre com a culpa é quem sente-se culpado, às vezes mais do que o outro que sente-se injustiçado. Auto-estima baixa? Busque ajuda, reveja-se, remonte-se...e dê-se tempo de ser feliz. Invista em você, cuide de você e cresça.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h14

    Você é capaz de desenvolver sua autoestima?

    Personalidade (33)

    Quando somos crianças necessitamos da opinião de nossos pais (ou daqueles que desempenham esse papel) para nos sentirmos confirmados no mundo, aceitos e “normais”, tanto perante os outros, como perante nós mesmos. Conforme vamos crescendo, a opinião de outras pessoas a respeito de nossas idéias e atitudes também se torna importante, afinal, somos seres sociais, mas não mais como regra básica, a pessoa aprende a pensar e reagir por si mesma.

    É nessa relação entre nosso mundo interno e o mundo externo que desenvolvemos nossa auto-imagem. O esperado é que gradativamente essa imagem possa ser checada com nossa própria avaliação de nossos potenciais e de nossos limites, a partir de uma percepção mais assertiva e cuidadosa de nossas verdades.

    A auto-estima é um processo dinâmico que se inicia na infância e continua vivo durante toda a vida. É base significativa de toda nossa estrutura emocional, por isso é tão importante entender e tratar essa questão.

    Durante nosso desenvolvimento, aprendemos a nos relacionar afetivamente a exemplo das relações que vivenciamos durante nossa vida. Sabemos que temos um pouco de nossos pais e das figuras afetivas que nos acompanharam em nossa infância e que estes serão por muito tempo nossos modelos e nossas referências. A família é nosso primeiro grupo social e nos fornece os parâmetros que necessitamos para nos relacionar socialmente. Construímos com essas vivências nosso brasão pessoal, permeado por mitos e verdades sobre nós mesmos e sobre o mundo. Nosso autovalor é formado ao longo do tempo, desde muito cedo, através da confirmação - ou não - de nossas atitudes, nosso comportamento, nossos desejos e nossas escolhas.

    Durante nossa infância precisamos ser confirmados, ou, poderíamos dizer melhor, “alimentados”, pelo amor incondicional, recebido geralmente de nossos pais. Desta forma abrimos espaço para a segurança interna, a autoconfiança e conseqüentemente a autonomia e a independência. Para isso a qualidade da relação afetiva estabelecida com nossos pais faz muita diferença, tendo papel fundamental na confiança que temos.

    O amor incondicional traz consigo a aceitação do outro e de seu “pacote completo”, com todos os seus “defeitos” e “qualidades”, mas o limite entre aceitação plena e a permissividade torna-se tênue e muitas vezes de difícil entendimento. Para exemplificar, vamos imaginar alguns pais que no difícil exercício do educar, erram pelo excesso, oferecem tudo sem pedir nada em troca, não ensinam a gratidão e o respeito. Como resultado, podem dar origem a pequenos tiranos, crianças egocêntricas e prepotentes, que fatalmente sofrerão para entender que o mundo é maior que a extensão de sua casa. Outro engano comum no entendimento do amor incondicional é a ausência de limites. Alguns pais simplesmente não conseguem colocar limite, muitas vezes por medo de frustrar a criança e com isso perder seu amor, deste modo dão a criança uma idéia equivocada de que tudo lhe é possível e permitido.

    O que muitos desconhecem é que o limite utilizado como parâmetro e não como simples impedimento, é extremamente importante para o desenvolvimento da noção de respeito, pois tem papel essencial para ajudar a criança a perceber suas características próprias, dificuldades, seu potencial, sua existência e a existência do outro.

    Durante a adolescência a confirmação ainda é buscada fora de si, no amigo, nos grupos, nos “iguais”; é a idade dos ídolos, das modas e do “papo cabeça”. Cada pessoa vivencia essa fase a seu modo, variando conforme sua história de vida e sua personalidade.

    Desta forma vamos aprendendo como somos importantes para o mundo e descobrindo nosso valor pessoal. Algumas vezes esse processo não ocorre como esperado, surgindo daí crianças, adolescentes e adultos inseguros, insatisfeitos e muitas vezes rancorosos com maior ou menor estima por si e pelos outros.

    Uma das formas de reparar a “baixa” auto-estima, é buscar através do processo de seu autoconhecimento (psicoterapia), desenvolver um outro olhar sobre si mesmo, muitas vezes um primeiro olhar positivo sem (pré)conceitos, num processo de revelação de suas características; aprendendo a fazê-las trabalhar a seu favor, descobrindo desta forma, quem realmente você é, quais os seus desejos, medos, necessidades, potenciais, enfim, sua singularidades, e desenvolver o que precisa ser desenvolvido.

    Olhando as qualidades e os defeitos que possui e aprendendo a aceitá-los, convivendo e modificando, você estará “topando” o pacote completo, chegando mais perto do humano, revendo sua autocrítica e perdoando-se por ser genuinamente imperfeito.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h11

    Como está sua autoestima?

    Personalidade (33)

    Auto Estima é a capacidade que uma pessoa tem de confiar em si própria, de se sentir capaz de poder enfrentar os desafios da vida, é saber expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos, é ter amor próprio...

    Em suma, é saber que você tem o direito e merece mesmo ser feliz! E para ser feliz, sua auto estima deve estar num bom nível, quanto maior, melhor!

    A baixa auto estima gera ansiedade, medo, depressão, fobias,...enfim, uma série de outros problemas!

    As pessoas costumam confundir auto-estima com egoísmo! Uma pessoa com boa auto estima nunca é egoísta! Ao contrário!!! Aquele que ama a si próprio, respeita-se e, automaticamente, respeita as outras pessoas e jamais desejará prejudicá-las.

    O egoísta, por sua vez, só pensa em si próprio, nunca se importando com ninguém!!

    E quem são as pessoas com baixa auto estima? Quais são os seus traços característicos mais comuns?

    Geralmente são pessoas que...

    - possuem tendências perfeccionistas e que precisam se sentir no controle de tudo o que acontece a sua volta, o que provoca altos níveis de stress;

    - culpam os outros pelos seus problemas (sempre se consideram vítimas);

    - reagem rapidamente com raiva e quase sempre a dirigem de maneira errada para a pessoa errada;

    - temem correr riscos;

    - dificilmente encaram os outros nos olhos por muito tempo;

    - têm pouca concentração;

    - têm pouca habilidade em ficar focado em algo por muito tempo;

    - tendem a ser negativistas;

    - tendem a abusar de álcool, drogas ou fumo;

    - geralmente estão acima do peso normal;

    - preocupam-se demasiadamente com as críticas e comentários dos outros a seu respeito.

    - por preocuparem-se demais com o que os outros pensam sobre elas, evitam, a todo custo, emitir suas opiniões, gostos, valores, pensamentos e sentimentos...

    Na tentativa de ocultar os seus sentimentos para os outros, a pessoa com baixa auto estima acaba tornando-se mentirosa para si mesma...

    Um exemplo para entender melhor: Você está muito triste, mas não quer que seu amigo(a) saiba (digamos que você deseja passar a imagem de uma pessoa "forte", que nunca demonstra momentos de infelicidade, de "fraqueza"). Pois bem...Você estará mentindo para si mesmo e quando faz isso, você se sente diminuído e o o seu amor próprio também cai drasticamente! Oras, se não queremos que o outro saiba o que sentimos, vamos, pouco a pouco, evitando manter relações interpessoais, pois não queremos correr o risco de, sem querer, revelar nossos verdadeiros sentimentos.

    Mas o que faz uma pessoa querer guardar os seus sentimentos para si própria quando o natural é sempre querer expressá-los?

    Há várias razões para isso...ela pode ter crescido num ambiente de pouco amor e afeto, onde não se encorajava a expressão das emoções, mas ela pode, também, ter optado em não expressá-los com receio de gerar brigas no ambiente familiar ou mesmo por achar que suas emoções seriam mal entendidas ou que, ao revelá-las, estaria magoando alguém. Algumas pessoas também acham que se falarem de seus medos, mágoas e temores, deixarão de ser admiradas por outras pessoas.

    Não importa qual tenha sido o motivo que leva uma pessoa a ocultar suas emoções.

    Manter as emoções ocultas internamente gera a diminuição da auto estima! Mesmo que alguém tenha a vida toda tentado guardar seus sentimentos, esta pessoa não está destinada a sofrer seus efeitos negativos para o resto de sua vida... A menos que ela faça esta escolha.

    E por que alguém iria querer viver em um estado de baixa auto estima?

    Não existe comportamento sem uma motivação ou objetivo: todo comportamento tem um propósito. Pode ser um modo de chamar a atenção para nós mesmos, ou dar a si mesmo(a) uma desculpa para o seu próprio fracasso, por exemplo, ter medo da entrega, medo de ser feliz, etc.

    E se você quer parar de sofrer, está na hora de começar a mudar...Nunca é tarde para isso!

    E por onde você vai começar? Primeiro, comece com você. Você tem que construir o seu amor-próprio. E se não consegue fazer isso sozinho, busque ajuda profissional adequada! Quanto mais verdadeiro você for com você mesmo(a), melhor será o conceito que você tem de si mesmo(a) e maior será a sua auto estima.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h10

    Como nos adaptamos às mudanças?

    Personalidade (33)

    Conversando com um casal de idosos e ouvindo suas histórias, fiquei pensando nos inúmeros desconfortos que temos nos dias de hoje.

    Eles gostam muito de nos relatar as suas dificuldades, que eram realmente muitas. No entanto,quase todas elas voltadas a problemas primários, aqueles ligados a roupa, calçados, e comida. Não são maiores nem menores que os atuais, apenas diferentes.

    A maioria de nós não tem mais problemas primários, não que estejamos ricos, apenas que conseguimos superar essa fase. Talvez porque tenhamos saído da agricultura, talvez porque a qualidade de vida melhorou.

    Um dos problemas maiores com o qual nos deparamos nos dias de hoje é a concorrência. A concorrência está em toda parte. Não adiante mais fazer a graduação, importa tudo o que fizermos após isso. Cursos, pós graduação, mestrado...a gama de informações é tanta que a gente acha que nunca sabe o suficiente. E a maioria não sabe mesmo. Não porque não tem tempo, mas porque busca informações nas fontes erradas e busca sempre o caminha mais fácil.

    Mas de uma forma geral, quem estuda sempre compreende que ainda não sabe o suficiente e não consegue articular este tempo com a família e outros afazeres.

    O fato de a mulher ter saído de casa para trabalhar também trouxe inúmeras diferenças. É muito bom para a mulher, mas trás problemas diferentes que não estávamos acostumados e enfrentar. Primeiro a culpa da mulher, de não estar em casa com seus filhos. Depois os pais que chegam cansados, não querem brigar e são permissivo demais. Por outro lado, trás uma maior tranqüilidade para o casal em termos financeiros e um reconhecimento à mulher, que busca também o aprimoramento profissional e realização que não apenas a de ser mãe.

    As crianças estão cada vez mais precoces e bombardeadas de informações que também não sabem por onde seguir. O trabalho sempre nos exige mais e mais, comemos mal, nos organizamos mal e já não temos tempo para todas as coisas que gostaríamos de fazer.

    Outra coisa que também é nova e que nos incita a pensar é o “diferente” de uma forma geral que está tentando encontrar seu espaço na sociedade. Podemos observar os gays (masculinos e femininos), os deficientes, negros...que de alguma forma viveram a margem e agora lutam por seu espaço de forma mais efetiva. Precisamos formar opiniões para que possamos educar nossos filhos com coerência.

    A mudança na vida e sexualidade da mulher e do homem também. A mulher sente-se mais liberada, algumas perderam a noção do bem estar, outras estão mais equilibradas. O homem perdeu seu lugar de valor necessário, alguns não sabem ainda que lugar ocupam.

    Algo também que precisamos cuidar muito para não sucumbir, é a questão da mídia. Não é mais necessário ter um televisor grande e sim um grande, imenso, muito fino. Agora já tem outro que é semelhante a uma folha de papel. Não importa ter uma cortina, melhor é ter uma cortinha com controle remoto. Não importa apenas um celular, e sim um celular que nos dê a possibilidade de acessar a internet e o mundo. Estamos na verdade, sempre buscando mais e mais material. Às vezes nos esquecemos que para lidar com todas essas mudanças, precisamos ter uma lado emocional muito equilibrado e que precisamos investir nele também.

    A era da comunicação, da informática, do mundo interligado se transformou em realidade. Olhamos no mapa uma cidade no outro continente e em horas estamos lá. Se não estamos podemos saber o que acontece lá em tempo real.

    Tudo isso trás comodidade, mas uma série de situações com as quais não estamos acostumados a viver. Nos trazem também novos desafios e novas realidades que temos que encarar e enfrentar. Aprender coisas diferentes, em tudo. Até e superior a tudo, acerca de nós mesmos. É importante que cada um busque se conhecer melhor, saber seus limites, buscas, necessidades reais, sonhos...para que não se perca numa busca frenética. Como se costuma dizer,” não adianta correr se não sabemos onde ir”.

    Olhe onde você está indo. Veja se o caminho vale a pena, se a forma como está sendo conduzido vale a pena. Só siga se estiver certo disso. Se precisar de ajude, busque.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h08

    Individualismo e egoismo... Será que são a mesma coisa?

    Personalidade (33)

    É especialmente comum a confusão entre individualidade e egoísmo. Porque essas coisas se misturam tanto? Como desenvolvemos nossa individualidade e nossa capacidade de nos relacionarmos intimamente? Onde aprendemos qual sentimento é feio ou bonito?

    Somos educados para os outros, para o social ...”diga obrigado quando receber algo de alguém- principalmente de estranhos” . Não é esquisito isso?? A intimidade implica em desrespeito, então? Em desvalor? Quantas vezes ouvimos: “V. é de casa mesmo... não tem problema... ele(a) espera” ... ou aquela velha e conhecida frase: ... “primeiro as visitas”! 

    Dificilmente nos dizem: ... “aprenda a se respeitar!”... “Seja grato ao que recebe, mas não se torne por isso, um eterno devedor” ... ou o inverso ...”doe apenas o que tem senão estará correndo o risco de se tornar um eterno credor”... “Saboreie suas vitórias valorizando também sua capacidade e seu potencial que o ajudou em suas conquistas” ...e não apenas “ofereça” os créditos aos outros, ou ao acaso... ou a eterna “sorte” .

    Ouvi certa vez, uma definição interessante: “sorte é o encontro do talento com a oportunidade!”, é dessa interação: eu (talento) – mundo (oportunidade) que estou falando. 

    Posso contar nos dedos de uma mão, o numero de pessoas que conheci que foram educadas a se respeitar em primeiro lugar. E a culpa? E a dúvida... será que “isso” não é egoísmo ou falta de educação?

    Nascemos emocionalmente misturados com o meio, enquanto bebês nossas sensações, desejos, e percepções ainda não são sentidas como nossas, fazemos parte de um todo confuso e complexo. Fantasia e realidade ainda estão indiferenciados. Nesse momento somos ”naturalmente egoístas”, não existe o outro, tudo é eu.

    A nossa percepção, nossa forma de entender, sentir e encarar a realidade nasce daquilo que aprendemos e descobrimos durante esse processo de formação da identidade, através de nossas relações. Nossas crenças, nossos valores, nossa fé nas mais diferentes coisas emergem da substancia da ilusão compartilhada em parte pela humanidade e em parte pelo crivo de nossa família e das pessoas que ajudaram a construir nossa matriz de identidade.

    Todas as vivências e experiências pelas quais passamos, são filtradas pelos nossos parâmetros, que influenciam o nosso olhar. Portanto não existe uma única realidade, existem inúmeras formas de entender e compreender a mesma situação. Como diz o jargão popular: “depende do ponto de vista”.

    A individualidade poderia ser vista como essa forma particular de sentir, perceber e decodificar o mundo que nos cerca. Para podermos exercitá-la e desenvolve-la é necessário respeito. Estou definindo como respeito a capacidade de permitir ao outro “ser”, expressar suas particularidades, suas características genuínas, seu potencial criativo e espontâneo; trata-se da aceitação do outro como ele é.

    Para isso precisamos de coragem e humildade, para perceber que existem várias verdades e em diferentes ordens hierárquicas, ou seja, o que é importante para você pode ser importante para mim, não necessariamente na mesma ordem, ou pode simplesmente não ser; por se tratar de valores ou visões diferentes. As pessoas não são feitas à ”nossa imagem e semelhança”, são diferentes, pois são resultado de sua própria história, e de suas singularidades. Quem te disse que o seu certo é o certo?

    O egoísta só se relaciona consigo mesmo, não percebe o outro, porque seu olhar esta confuso, perdido na própria imagem. O egoísta busca sempre tirar proveito para si mesmo de todas as situações.

    O auto-respeito é diferente do egoísmo. Desenvolvemos nossa capacidade de nos relacionar de forma saudável, no difícil aprendizado de assumir gradativamente a responsabilidade por nossa própria vida, por nossas escolhas e por nossas características boas ou não. Paralelamente descobrimos a importância do outro em nosso desenvolvimento e sua influência em nosso crescimento emocional.

    A pessoa que respeita a própria individualidade percebe que existe independente do outro, ela é mas ao mesmo tempo torna-se interdependente do meio, numa relação de troca, numa dança delicada e prazerosa. Compreende que se respeitar quer dizer, não se auto-agredir em nome dos outros. Posso fazer um esforço em nome de alguém, mas jamais me agredir. Assim, consegue viver de forma mais harmoniosa consigo e com o outro, aprende primeiro a se respeitar para assim, poder respeitar o outro.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h06

    Insegurança, como resolver?

    Personalidade (33)

    Um dos motivos que mais leva as pessoas a buscarem o serviço de psicologia é a insegurança. E como ela é reconhecida? É quando você sente dificuldade grande em realizar uma tarefa mesmo que tenha plena capacidade para a mesma. Ou seja, você tem conhecimento sobre o assunto mas não consegue expor, sente-se travado. Outras vezes você não tem consciência que sabe sobre o assunto. Nunca se deu a oportunidade de trazer esta capacidade a tona, e no entanto, tem a crença de que não consegue. Esta crença não lhe permite prosseguir, nem ao menos tentar.

    A insegurança aparece também nas pequenas iniciativas do dia a dia, ir ao clube, ao cinema, almoçar fora de casa sozinho, puxar conversa com alguém interessante. Até na hora de buscar ajuda de um psicólogo, fica aquela angústia: “o que os outros vão pensar”, “o que eu vou falar”, “será que consigo pagar”, etc.

    Claro que a única forma de conseguir é tentar. Mas se você tem tentado com freqüência e não tem conseguido, isso vai te colocando a cada dia mais para baixo, então está na hora de buscar ajuda. Porque as próprias tentativas frustradas vão te dando a idéia de não conseguir e você passa a acreditar nisso.

    O que está por trás da insegurança é sempre um medo, medo de ser rejeitado, medo de que as coisas não dêem certo, medo de ficar só, medo de ficar pobre, de ficar desempregado, etc.
    Em outros momentos o medo da reação da outra pessoa, o que ela vai fazer, dizer, de que forma vai se comportar, vai ser agressiva, humilhante, etc. Qualquer possibilidade de se deparar com uma situação ou pessoa difícil lhe tira o ânimo de tentar e vem uma voz dizendo: fique fora desta, você não vai dar conta. E a insegurança se junta com a baixa autoestima.

    A gente percebe que a pessoa é insegura quando adia interminavelmente as coisas, “ depois eu faço”, e não faz nunca. Adia uma conversa, adia uma compra, adia uma atitude, adia um curso, adia sua terapia.

    A Insegurança pode ser a base para uma depressão e também de crenças irracionais, aquelas que não fazem sentido, tipo: preciso fazer tudo correto sempre para que me amem ou preciso ser maravilhosa para que me olhem. São pessoas que sempre buscam o valor de si próprios pelo que os outros dizem. Mas é uma atitude que trás extremo desconforto e sofrimento.

    Como uma pessoa fica insegura? Algumas pessoas já tem uma personalidade insegura, outros passaram por tanta dificuldade na vida, por eventos incapacitantes, que deixaram a pessoa mais sensível e mais inseguro. Mas é certo dizer que o inseguro sente-se inferior.

    E associa-se neste quadro a desesperança. Ela é a sensação de que não tem o que fazer, a sensação de não ter forças para mudar nada. O que trás a culpa. De qualquer forma a pessoa se acha um fracasso.

    O que está errado? O autoconceito, que é a forma como a pessoa se vê. Geralmente as pessoas tem um autoconceito cheio de erros de interpretação. Na verdade passam a se ver como uma pessoa que tem pouco valor, quando, se interpretado de outra forma, tem muito valor. Apenas não explora seus valores.

    A psicoterapia auxilia neste sentido, ou seja, que você possa ir reconhecendo os seus valores. Reconhecendo você, suas habilidades, seus defeitos, olhar a si mesmo de uma forma madura, completa, cheia de carinho, a fim de deixar brotar habilidades escondidas e de ver com atenção mudanças necessárias.

    Para cada situação existe uma solução, para cada pessoa também. Se você tem problemas, busque soluções. Viva a vida de forma plena.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 17h04

    De que forma a mania de limpeza afeta seu dia a dia?

    Personalidade (33)

    Uma das manias que mais afetam o relacionamento familiar é a de limpeza. Pessoas, principalmente mulheres, que dedicam todo o seu tempo para limpar as janelas, portas, vidros, lustrar móveis, lavar chão, podem estar perdendo o controle, o que podem indicar doença.

    O problema está na pessoa, porque busca uma perfeição que não existe, que é uma ilusão.No máximo, o que ela irá conseguir é ficar ainda mais nervosa, pois, para manter a casa arrumada e limpa sempre, ninguém haveria de morar nela, sem contar o problema da poeira que toma conta após algum tempo. É saudável querer manter a casa limpa, mas quando a limpeza se torna a prioridade do dia a dia em detrimento de outras atividades, aí se torna um problema.

    A mania pode complicar o cotidiano de quem a possui, quando a pessoa deixa de viajar ou de fazer um passeio para fazer faxina, não dá atenção à família, ou mesmo não convive com outros por causa da necessidade de manter tudo limpo, mesmo que a casa já esteja desta forma.

    Para exemplificar: uma paciente relatou que acreditava que se não limpasse de imediato o local onde outras pessoas haviam tocado, vírus e bactérias invadiriam sua casa e trariam doenças. Ela nem dava atenção à visita, direcionando seus olhos para as portas “sujas”, refletindo se ainda daria tempo de limpá-las e evitar que as bactérias dominassem o ambiente.

    Vale dizer que, por não dar atenção às pessoas, elas acabavam por se afastar do convívio e esta senhora se queixava da falta de amigos, de que ninguém lhe dava atenção, embora ela mesma fosse a causadora deste afastamento.

    A mania de limpeza não é perceptível para quem a possui, já que sua ação é feita de forma inconsciente. Ocorre que, na verdade, a mania não passa de uma forma da pessoa esconder seu verdadeiro tormento, apontando para a limpeza sua única tarefa, fugindo das dificuldades cotidianas.

    A pessoa que tem mania de limpeza pode ser caracterizada como doente?

    Nem sempre se pode considerar doente uma pessoa com mania de limpeza. O problema é a intensidade desta limpeza, quanto tempo de sua vida a pessoa gasta com esta limpeza e se ela sempre prioriza a limpeza em detrimento de outras atividades, ou seja, se ela praticamente vive em função de manter tudo limpo.

    Esta mania pode estar ligada ao Transtorno Obsessivo Compulsivo? (TOC)

    As obsessões e compulsões são comportamentos decorrentes da elevação da ansiedade em níveis acima do normal e aceitável. A pessoa descobre/percebe que o ato/ritual de limpar alivia os sintomas de sua ansiedade de imediato e passa a limpar e limpar no sentido de manter este alívio ou de evitar que sua ansiedade se eleve novamente.

    Pessoas que sofrem do Transtorno Obsessivo Compulsivo, em geral, costumam ser negativas, culpam-se por tudo o que acontece de errado, pensam que só elas são capazes de fazer o melhor, buscam a perfeição e não admitem errar, vivem preocupadas com a opinião alheia, tem medos e uma ansiedade elevadíssima.

    Qual o papel dos parentes que perceberem algo semelhante em sua família?

    A família acaba por ficar muito irritada com essa mania de limpeza, pois sente-se limitada em seu próprio espaço (por causa de frases como: "não suje", "cuidado, não derrube migalhas", "eu já não falei que não quero que você ande aqui porque vai sujar?", "acabei de limpar, que coisa!" etc...), o que pode gerar conflitos, brigas e um clima muito ruim na convivência. De nada vai adiantar ficar brigando com ela, mostrando a "irracionalidade" do comportamento dela, até porque, como diz o ditado, "santo de casa não faz milagre". A família deve entender que esta pessoa tem problemas que não consegue resolver sozinha e que precisa de ajuda especializada para sair deste círculo vicioso em que entrou e a melhor maneira de ajudar esta pessoa é levá-la para uma avaliação psicológica e posterior tratamento.

    Que tipo de orientação pode ser dada para que a pessoa saiba dosar isto com prudência, fazendo a limpeza normal sem tornar isso uma paranóia?

    Querer ter uma casa em ordem, limpa e arrumada é um desejo de todos nós e que nos traz prazer e satisfação. Mas deixar de viver a vida em função de manter uma casa limpa, deixar de aproveitar momentos únicos por causa da "obrigação da limpeza" é sinal de que a pessoa não está feliz e de bem consigo mesma. É muito importante cuidar de si mesma em primeiro lugar e buscar outros prazeres além do prazer da casa em ordem.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 24 de Maio de 2016 às 16h58

    O que fazer com a raiva?

    Personalidade (33)

    O que é raiva? É o sentimento de sentir-se irritado, ofendido, ser posto de lado, molestado, importunado, enraivecido.

    As pessoas ficam com raiva quando foram magoadas; assim, de vez em quando, não há quem não fique com raiva. Quando alguém lhe disser que nunca ficou com raiva, na verdade essa pessoa está dizendo que nunca reconheceu sua raiva.

    A maior parte das pessoas tem medo do sentimento de raiva, medo de perderem o controle, de serem violentas ou têm vergonha de dizer que estão enraivecidas. Como se a raiva fosse um sentimento menos nobre, mas é um sentimento como outro qualquer, como a dor, amor, carinho, saudade.

    O primeiro passo para lidar com a raiva é enraivecendo-se. Ou seja, tornando a raiva reconhecida e não fazendo de conta que ela não existe.

    O segundo passo é dirigir a raiva contra um alvo apropriado. Mas expressar a raiva é uma reação muito natural e saudável e é necessária para manter nossas emoções equilibradas.

    O problema vem quando a fonte de nossa mágoa não está a disposição para ficarmos enraivecidos ou quando não conseguimos falar. Isso provoca uma dor de tal forma inaceitável que a raiva fica bloqueada e os sentimentos ficam gritando dentro de nós.

    A raiva reprimida só faz aumentar a mágoa que a originou. As defesas que impedem a raiva de fluir naturalmente para fora, ficam dentro de você, dirigindo-se contra você. Sempre alguém paga pela raiva e é melhor que seja quem causou a dor do que você que a recebeu. Ao segurar a raiva dentro de si mesmo você estará se punindo. Se você deixar ela sair isso vai aliviar seu coração e iniciar a cura.

    As pessoas cronicamente enraivecidas, aquelas cheias de mágoas não expressas muitas vezes se sentem roubadas pela vida e acusam os outros por seus problemas. Raramente recebem aquilo que acham que merecem. Não entendem que poucas pessoas conseguem, durante sua vida, uma boa quantidade seja lá do que for, sem trabalhar muito para isso. Mas admitir isso significaria que a pessoa teria que aceitar parte de sua parcela de contribuição para a situação chegar onde chegou. E é muito mais fácil culpar os outros pelos rumos de nossa vida ou pelas coisas que não dão certo do que parar para analisar onde estamos contribuindo para estarmos assim.

    É importante compreender que as únicas pessoas que não ficam magoadas, e que, portanto, não ficam com raiva, são as que proclamam ser invulneráveis. E gente invulnerável é gente dura, sem sentimento. São pessoas que não capazes de reagir aos sentimentos de outras pessoas, nem de compartilhar tais sentimentos, nem de serem íntimas delas, por não terem acesso aos próprios sentimentos.

    As pessoas que tem medo de manifestar raiva não percebem que os dois extremos são ruins, “armar barraco” e ficar calado. É necessário encontrar um meio termo. É importante, pelo menos para a pessoa magoada, que ela possa expressar isso. Para não entrar em tons acusatórios do tipo “você me fez isso”, é possível usar expressões do tipo: “lembra do que aconteceu ontem? EU me senti muito mal...”.

    No entanto, se você não puder, não souber ou não tiver oportunidade, mesmo assim, coloque sua raiva para fora. Encontre um local onde você possa gritar muito, escrever uma carta muito furiosa e mal educada e não colocar no correio, telefonar para a pessoa que a magoou sem tirar o fone do gancho deixando toda a sua raiva explodir, socar um travesseiro, rasgar uma revista inteira...

    O importante é não guardar raiva dentro de você, porque raiva guardada se torna rancor e começa a tomar da vida o seu significado, nos trazendo a depressão.

    Extravasar a raiva quando você a sentir é toda a diferença para nosso bem estar.

    Por Ieda Dreger


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