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    Postado em 25 de Outubro às 15h00

    Afinal, o que é Bullying?

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    Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | A todo momento temos ouvido falar sobre bullying que é praticado em diferentes lugares, principalmente nas escolas. É importante que...

    A todo momento temos ouvido falar sobre bullying que é praticado em diferentes lugares, principalmente nas escolas.

    É importante que tenhamos um espaço para compreendermos o bullying a fim de evitar que outras tragédias venham a acontecer. Tragédias sim, porque a humilhação que muitas crianças e adolescentes sofrem, passam a ser uma tragédia na vida de deles.

    Então,o que é bullying? Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Discussões ou brigas pontuais não são bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying. Para que seja bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying.

    O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. O bullying pode ocorrer em qualquer lugar, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode
    parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

    Ainda importa compreender que para ser bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. Quando o agredido reage ou ignora, ele supera o motivo da agressão e acaba desmotivando a ação do agressor.

    De que forma o bullyng afeta as pessoas agredidas? Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças, adolescentes ou adultos que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da
    personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional das pessoas de tal maneira que elas optam por soluções trágicas, como o suicídio.

    E o que leva o autor do bullying a praticá-lo? Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com o mal estar do agredido. O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar.

    E quem costuma ser o alvo do bullyng? Geralmente alguém tímido, com baixa autoestima e com pouco poder de reação. Além disso, pessoas diferentes, que se vestem diferente, com alguma parte do corpo diferente, etc.

    A platéia é sempre muito importante para o praticante do bullying, porque sem ela, ele não tem para quem se exibir. E a platéia passa a gritar palavras de incentivo, risos ou se calar sendo conivente com a humilhação, às vezes com medo de ser a próxima vitima.

    O que podemos fazer para ajudar? Primeiro explicar nas escolas – para professores, alunos e pais – o que realmente é bullying para que ele seja denunciado quando percebido. A escola deve chamar alunos e pais dos agredidos e dos agressores e abrir canais de comunicação. Não adianta apenas punir, seria tratar da mesma forma. O valentão tem algo a dizer. O humilhado pode precisar de ajuda psicológica. Mas o agressor e sua família precisam ser responsabilizados pelos danos. Todo ato tem conseqüências. Na sociedade, todos somos responsáveis, os pais, os amigos, os vizinhos...agora que você já sabe o que é bullying, fique atento, não deixe que mais pessoas sejam vítimas.


      Postado em 31 de Maio de 2016 às 11h34

      Três gerações vivendo juntas...e bem! É possível?

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      Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal |  Três gerações diferentes viverem juntas na mesma casa, é um desafio. Mas é uma realidade cada vez mais...

       Três gerações diferentes viverem juntas na mesma casa, é um desafio. Mas é uma realidade cada vez mais próxima de nós, porque as famílias estão mudando. Há o fato de que os idosos vivem por mais tempo, com mais saúde e em busca de suas realizações e junta-se a isto a realidade das separações. Filhos que retornam a casa dos pais já com seus próprios filhos, em virtude de separação ou dos avós que se dispõe a morar com seus filhos no sentido de auxiliá-los a cuidar dos netos. Seja qual for a razão, o fato é que esta situação pode trazer desgostos se não tivermos jogo de cintura, mas pode trazer imensos benefícios e aprendizagem de todas as partes se tivermos um olhar de compreensão para cada fase e pessoa.

      No passado o idoso era o detentor do conhecimento, nele se concentrava a sabedoria acumulada de várias gerações anteriores e ele era respeitado pela sua comunidade. Com a modernização da sociedade o idoso foi se perdendo no caminho. Ele passou a não ser mais tão valorizado, pois tornou-se desnecessária sua contribuição na construção da história viva de uma sociedade, porque o saber agora se concentra nas escolas, nas universidades, nos livros, nos museus e por último na Internet.

      Mas o idoso vem se reinventando a cada dia. Assim como não é mais atribuído a ele o único detentor do conhecimento, é importante que não atribuamos ao jovem a única esperança do futuro. São cargas que vão tomando outro sentido.

      O jovem pode aprender com o idoso suas experiências de vida e  pode ensinar ao idoso coisas sobre tecnologia e diferentes formas de comunicação, por exemplo. Ou seja, é uma troca possível.

      Os conflitos acontecem porque gerações diferentes têm visões de mundo distintas. Os de mais idade, tem toda a experiência de vida acumulada, e por causa disso, querem sempre poupar os mais jovens de experiências ruins, mas eles se esquecem de que aprendemos a viver vivendo, tendo experiências boas e ruins.

      Os mais velhos, quando na condição de pai ou mãe, sempre consideram os filhos como crianças inexperientes, é muito difícil, para eles, aceitarem que os filhos crescem e, ao se tornarem adultos, podem ter a opção de seguir caminhos diferentes dos pais, ou experimentarem tudo aquilo que foi uma experiência ruim para os pais.

      Eu acredito que o diálogo é sempre o mais recomendado quando os conflitos aparecem. Ele não impede que os jovens procurem, apesar da experiência dos mais velhos, fazerem o que desejam, mas, pelo menos, faz com que reflitam sobre o conhecimento que lhes é passado e, muitas vezes, que sigam os conselhos dados. No entanto, mesmo que os jovens reconheçam e ouçam o que os idosos dizem, isso não os impede de questioná-los e seguir seus próprios caminhos.

      Sempre haverá mudanças e elas serão cada vez mais aceleradas. Quanto mais a idade avança, mais difícil é mudar, porque os hábitos, que são a segunda natureza do homem, estão muito mais arraigados e profundamente instalados. Os jovens, então, por assimilarem as mudanças mais rapidamente do que os idosos, sempre terão o conceito de que estes estão ultrapassados.

      Os choques entre as gerações sempre irão existir, mesmo que mudem os motivos que os provoquem, uma vez que o que está por trás de qualquer conflito é a luta pelo poder.

      Por Ieda Dreger. 


      Postado em 31 de Maio de 2016 às 11h17

      Madrasta sofre menos quando assume seu papel. Não adianta bancar a substituta da mãe e nem a melhor amiga

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      Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | Se por um lado a imaginação das pessoas propagou a fama de má da madrasta, por um outro lado mais realista, essa mulher costuma penar...

      Se por um lado a imaginação das pessoas propagou a fama de má da madrasta, por um outro lado mais realista, essa mulher costuma penar na nova casa. Um de seus dramas mais comuns é ter que enfrentar a rejeição que sofre por parte dos enteados. Em geral, ela assume uma dessas duas estratégias: a de repetir os mesmos hábitos da mãe das crianças, (que a faz ser desaprovada por estar competindo com a ex-mulher do marido),  a outra postura costuma ser a de tornar-se a melhor amiga do filhos, colocando-se no mesmo patamar deles. Só que aí ela compete com as crianças pela atenção do marido e, mais uma vez, é renegada. Diante das tentativas frustradas , as questão que ficam são: como formar uma família em harmonia diante de tantos conflitos? Para os especialistas, a melhor saída é que a madrasta assuma a sua verdadeira posição, a de ser a esposa do marido.

      O número de mulheres que precisa enfrentar o desafio de ser aceita pelos filhos do parceiro só tende a crescer. As estatísticas mostram que as madrastas estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres solteiras que se casam com homens divorciados cresceu cerca de 60%, o que demonstra que este é um dos novos perfis da família brasileira.

      Há um livro bastante bacana escrito por Roberta Palermo, que chama "100% Madrasta: Quebrando os Preconceitos" (Integrare Editora).

      Parte do processo de convívio saudável entre madrasta e enteado é que ambos os lados compreendam que as famílias reconstituídas passam pelos mesmos conflitos que as famílias biológicas, de acordo com as fases de vidas de seus componentes. O agravante nesta situação de reconstituição está nas expectativas internas de cada membro, baseada no mito do amor incondicional dos pais. Por isso, cultivar a harmonia e o afeto através do diálogo costuma ser a melhor solução.

      São vários - e complexos - os fatores que interferem na relação madrasta e enteados. A rejeição por parte das crianças normalmente se dá por rebeldia e por causa da interferência da mãe biológica, que tenta usar seu poder de persuasão para convencer o filho de que a madrasta foi a culpada pelo fim do casamento.

      Já por parte da madrasta, os conflitos com a ex-esposa e a insegurança são as causas mais comuns. Entre os motivos que influenciam a relação com os filhos do marido estão a raiva e o ciúme da ex-mulher, falta de vínculos afetivos com a criança, medo de não conseguir conquistar o amor dos enteados, dificuldade em impor sua autoridade e receio de se tornar chata e perder o marido.

      A filósofa Fernanda Carlos Borges, autora do livro "A Mulher do Pai" (Summus Editorial), defende a participação mais intensa e independente da madrasta na criação dos enteados. Segundo ela, a madrasta não deve ser a sombra do pai já que os homens não são atentos ao ambiente emocional doméstico como as mulheres.

      A orientação é colocar ordem na casa sem medo de passar pela chata. Essa mulher está entre os adultos responsáveis pelas crianças e, portanto, tem o dever de educar.

      Aconselho a atuação presente das madrastas na vida dos enteados, porém, de comum acordo com o pai das crianças, porque se as coisas não vão bem, ficam ainda piores quando o pai desautoriza a madrasta na frente das crianças. Segundo as experiências expostas na Associação das Madrastas e Enteados-AME, (sim,existe uma associação) o grande dilema da nova madrasta é educar o filho da ex-esposa sem poder repreender ou questionar atitudes erradas em função da super-proteção dos maridos, que se sentem culpados e as desautorizam. Por isso, é importante combinar tudo, desde a hora de dormir e a das refeições até se pode ou não colocar o pé no sofá.

      A seguir, confira as dicas das especialistas para enfrentar a rejeição e assumir o papel de nova esposa do pai sem precisar bancar a substituta da mãe ou a melhor amiga dos enteados:

      • Não fale mal da mãe na frente da criança. Mesmo que a relação com a ex-mulher não seja boa, contenha-se. A criança é sempre fiel aos pais
      • Não seja a boazinha de plantão. Como todo mundo, você pode ser chata em alguns momentos e legal em outros.
      • Não estimule provocações. Se a criança diz que a comida da mãe é melhor do que a sua, não crie atrito e mostre-se interessada no que ela tem a dizer, isso a fará se sentir querida por você ou ao menos, ela irá perceber que você não está ali para causar confusão. Não tome isso como uma ofensa pessoal, pois a rebeldia é contra a situação, não só contra você.
      • Ciúmes entre filhos (as) com pai ou mãe é muito natural. A ideia é não entrar no embate e na disputa de atenção. Quanto maior for sua receptividade, mais facilmente você conseguirá seu espaço.
      • Conquiste seu espaço. É importante que cada par - pai e filho, madrasta e enteado ou o casal - tenha seus momentos a sós para fortalecer vínculos e evitar ciúme.
      • Se você tem uma relação amistosa com a mãe da crianças, vá à festinha da escola, participe de cada fase da vida dos enteados e demonstre carinho, pois essas são sempre excelentes atitudes a serem tomadas para viver sem crises. Caso o relacionamento entre vocês seja muito harmonioso, participe de uma maneira que não invada o espaço da mãe biológica. Que tal uma festinha surpresa em casa, só entre vocês?
      • Jamais bata na criança. Mesmo que os pais usem esse recurso, as crianças e a sociedade não têm a mesma capacidade de entender essa atitude quando parte da madrasta.

      Por Ieda Dreger.


      Postado em 24 de Maio de 2016 às 16h53

      A arte de ser feliz

      Gerais (41)
      Difícil de explicar mas desejada por todos, a felicidade pode ser definida como um estado de espírito, repleto de emoções e sensações diversas. Tem um significado diferente para cada pessoa e não existe uma fórmula mágica para se chegar até ela: cada um é feliz como quer ou pode.
      Felicidade também pode ser definida como satisfação, contentamento, sucesso e bem-estar. A felicidade é tudo que é bom, que traz prazer e alegria. Pode estar nas pequenas coisas, como ver o mar, por exemplo. É preciso que cada um descubra seus próprios valores de felicidade.
      A falta de perspectiva de vida e de futuro, a não aceitação de si mesmo, a falta de auto-estima e a busca pela aprovação dos outros, etc., são os obstáculos que impedem as pessoas de atingirem a felicidade. A sociedade cria e impõe um modelo de sucesso, por isso temos sempre no outro o ponto de referência, achamos que ele é mais feliz.
      A felicidade tem muitas variáveis e é preciso saber lidar com situações adversas, como por exemplo: o fracasso, o tempo todo. Do contrário a vida seria muito fácil. Se tudo se torna realizável, os objetivos ficam estreitos.
      A felicidade e o amor
      A felicidade está ligada ao amor, não só entre homem e mulher, mas ao sentimento. Eles são proporcionais à capacidade que você tem de gostar de si. Destacar seus defeitos só para saber o que as pessoas pensam de você não é um bom caminho. Para estar feliz é preciso se gostar, se amar, estar de bem com a aparência, com o corpo e com tudo o que você é. (auto-estima).
      Nos relacionamentos é comum criarmos expectativas sobre o outro, imaginar como podem ser. Esperamos por um alguém a vida inteira e não avaliamos se a felicidade está realmente em encontrarmos esse alguém. Quem sempre idealizou um príncipe não vai querer aceitar a pessoa como ela é, vai querer transformá-la.
      O pensamento positivo permite lidar melhor com as frustrações e decepções do dia-a-dia e deixa ver o lado bom das coisas. Dizer: não tenho sorte, não consigo, está errado, só nos empurra mais para baixo. O bom humor faz com que acreditemos mais em nós mesmos e a buscar recursos para as coisas que pareciam sem saída. A frase que diz: “Rir é o melhor remédio”, está certa. Dessa forma o organismo produz substâncias como a endorfina que proporcionam bem-estar e permite encarar a vida com mais leveza, conta a psicoterapeuta.
      Viva feliz hoje e continue sonhando
      É preciso definir um ideal de felicidade e planejar o futuro, mas não deixar de fazer coisas que deseja até atingir o objetivo. Comemore cada passo, cada vitória. Quem busca emagrecer, por exemplo, precisa festejar cada grama perdido, a lasanha que conseguiu deixar de comer e não ficar feliz apenas quando atingir o peso ideal. Por isso, é importante não criar ideais inatingíveis que possam trazer frustrações.
      Os projetos de vida motivam a seguir em frente. Projete o futuro, mas viva o hoje. Não sofra pensando nas coisas que não conseguirá ter no futuro, não precipite a infelicidade e não vá atrás dos problemas. Desfrute do que conseguiu atingir e sinta-se realizado com as pequenas conquistas.
      Organize passo a passo seus sonhos e desejos. Saiba lidar com os empecilhos e obstáculos que aparecerem no caminho, e tente superá-los. Lembre-se de que crescemos aos poucos e não de uma vez só. 
      Entre os segredos para atingir a tão sonhada felicidade estão:
      • Descobrir os próprios valores de felicidade e não os impostos pelos outros;
      • Fazer planos reais e atingíveis para o futuro;
      • Comemorar cada conquista, por menor que seja;
      • Ser otimista e ter pensamentos positivos;
      • Não buscar a perfeição;
      • Saber lidar com fracassos e frustrações;
      • Não antecipar os problemas;
      • Ter mais comprometimento com você mesmo;
      • Observar cada passo e tentar corrigir os erros do percurso.
      Por Ieda Dreger. 

       


      Postado em 24 de Maio de 2016 às 16h51

      Bate papo com o Psicólogo

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      1. Psicólogo é médico de “louco?”
      Não. O psicólogo atende pessoas que num determinado momento de suas vidas, sentem-se confusos, com dúvidas a respeito de questões como trabalho, amor, vida familiar, relacionamentos afetivos e etc., e que com o auxílio deste profissional busca encontrar sua estabilidade emocional. O que não significa loucura e sim a possibilidade de autoconhecimento.
      2. Qual a diferença entre psiquiatra e psicólogo?
      O psiquiatra é um médico especializado em transtornos mentais (esquizofrenia, transtornos de humor, depressão, pânico e etc.), que se utiliza da prescrição de medicamentos para atenuar esses transtornos. O psicólogo não é um médico, portanto, não receita nenhum tipo de medicamento e o objetivo de seu trabalho é facilitar a compreensão e entendimento que cada pessoa tem a seu próprio respeito, promovendo assim, maior consciência pessoal e sobre todas as relações mantidas pelo individuo, bem como, sua mudança de comportamento. Em alguns momentos faz-se necessário um trabalho em conjunto destes profissionais visando o bem estar do cliente.
      3. O que é o que se faz numa psicoterapia?
      Psicoterapia é um processo que consiste em favorecer o auto-conhecimento, reconhecer em si qualidades e possibilidades, perceber seus desejos e necessidades e ver a melhor forma de lidar com eles, bem como perceber defeitos e problemas e buscar suas soluções. O processo psicoterapêutico é realizado, geralmente, uma vez por semana, com duração de50 minutos a  01 (uma) hora na qual psicólogo e cliente irão discutir sobre as questões eleitas importantes para o cliente e que o fazem sofrer. 
      4. O psicólogo “muda a minha cabeça?”
      Não, não é o psicólogo que muda a sua cabeça, mas você que reflete a respeito das questões discutidas e se for necessário e aceito por você poderão ocorrer mudanças. O papel do psicólogo não é de “fazer a cabeça” das pessoas e sim aceita-las sem julgamentos, preconceitos e ajudá-las a atingir seus objetivos pessoais independentemente em que área da vida (trabalho, relacionamentos, amizade, sexualidade etc.).
      5. Qual é a duração de uma Psicoterapia?
      Não há como determinar precisamente a duração, depende da necessidade de cada cliente, pois como já dissemos a psicoterapia é um processo e cada pessoa vai atingir seus objetivos no “seu tempo”.
      6. O que são terapias alternativas ? Tem alguma relação com a Psicologia?
      São todas as práticas não reconhecidas cientificamente e que não tem comprovação de sua eficácia, dependendo em muito da crença pessoal. Nestas incluem-se: florais de Bach, regressão de vidas passadas, aromaterapia, cromoterapia, parapsicologia, runas, tarô e etc. Estas práticas não podem ser exercidas por um psicólogo e o Conselho Federal de Psicologia proíbe legalmente, podendo o profissional perder seu direito de exercer a profissão. Não é o objetivo da Psicologia denegrir estas práticas, somente elas não tem relação com a Ciência.
      7. O psicólogo pode mudar a orientação sexual de alguém?
      De forma alguma. Assim como não é possível mudar definitivamente nenhuma característica física (altura, cor de pele, olhos e etc.). Inclusive existem maus profissionais promovendo “tratamentos” para a homossexualidade, como se esta característica pessoal fosse de fato uma doença. Esses profissionais devem ser denunciados ao Conselho Regional de Psicologia, pois existe também lei que proíbe a inclusão de práticas discriminatórias com relação à orientação sexual.
      8. Como faço para escolher um psicólogo?
      Ao fazer essa escolha deve-se levar em consideração o fato de sentir-se à vontade com esse profissional, sentir confiança e credibilidade em seu trabalho. Como para a escolha de qualquer outro profissional, importante buscar referências e também saber sobre a formação do profissional.
      9. Todo psicólogo trabalha da mesma forma?
      Cada profissional tem a sua linha de trabalho que vem a ser a sua identidade, isto é, a maneira que acredita ser a mais adequada e que atende às necessidades daquela pessoa que procura por sua orientação. Como alguns exemplos podemos citar: Psicanálise, Cognitiva, Comportamental, Gestalt-Terapia, Reichiana, Junguiana, Winnicotiana, Fenomenologia, Existencialismo, Sistêmica,  dentre outras.
      10. Como é a relação psicólogo-cliente?
      A relação é construída tendo como base a honestidade, franqueza, confiança, diálogo aberto e sem julgamentos e preconceitos e afetividade. Ela difere de uma relação de amizade pois existem objetivos profissionais. O psicólogo não tem fórmulas mágicas, a relação vai crescendo com o trabalho do paciente e profissional, com auxílio e respeito.
       
      Por Ieda Dreger. 

      Postado em 24 de Maio de 2016 às 16h50

      Como ter uma ano realmente novo

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      Terminou o ano e já se inicia outro. Essa época costuma provocar sentimentos contraditórios nas pessoas: ao mesmo tempo em que se lamentam pelas coisas que deram errado, imaginam que neste novo ano que se inicia tudo vai dar certo. Muitos aproveitam para fazer resoluções e promessas, na esperança de ter uma vida melhor.
      Mas depois de um tempo, os planos são esquecidos e tudo continua a ser como antes. A felicidade volta a ser um sonho incansável. O que acontece, em muitos casos, é que as decisões pedem mudanças muito drásticas de comportamento e as pessoas não encontram motivações para segui-las. Outras são exigentes demais e acreditam que só serão felizes quando ganharem muito dinheiro, se conseguirem ter um corpo perfeito ou se encontrarem o(a) parceiro(a) perfeito(a) – e quando isso não acontece sentem-se muito frustradas.
      Dinheiro, beleza, amor...tudo isso é muito importante, mas não podemos colocar nossa felicidade lá na frente. Lembro de uma frase, (embora não lembre do autor) que dizia: “a felicidade não é uma estação e sim uma maneira de caminhar”. Ou seja, a felicidade não é um carro, uma casa, um amor...isso ajuda, mas precisamos ser felizes também na caminhada, não apenas na chegada.
      O que é felicidade???? É um sentimento, e como todo sentimento, não dura para sempre. Temos momentos de maior ou de menor felicidade, ou até de nenhuma felicidade. Mas a felicidade se constrói com pequenas atitudes do dia a dia, se conseguirmos vibrar com elas.
      A seguir descrevo pequenas atitudes que podem trazer grandes resultados, o importante é que você não fique apenas sonhando com uma vida melhor, mas coloque em prática ações que contribuam, de fato, para alcanças seus objetivos, passo a passo. Inclua também seus projetos pessoais e lute por eles, tenha expectativas altas, não tem problema, mas dê-se um tempo maior para alcançá-las. Se perceber que alguma coisa não está lhe fazendo bem,desista dela. Seja ela pessoa, planta, ou outra coisa qualquer.
      • Em primeiro lugar, lembre-se que a felicidade não é algo que cai do céu, não depende de sorte, oportunidade ou eventos externos. Felicidade é algo que se aprende a cultivar. Depende de você, de sua disposição de encontrar satisfação no dia-a-dia.
      • Organize sua vida, no trabalho descarte papéis usados, canetas quebradas e materiais que não vai mais usar. Em casa, separe a roupa que não serve mais, os brinquedos que as crianças não usam mais, revistas velhas e todas as coisas que apenas ocupam espaço e contribuem para a bagunça. Doe a quem precisa. Em um ambiente organizado, você consegue se concentrar melhor nas suas tarefas e economiza tempo.
      • Não fique se lamentando pelas coisas que você poderia ter feito ou que não deveria ter feito. Não se pode voltar no tempo nem mudar o passado. Da mesma forma, não fique angustiado pensando no que pode acontecer com o futuro. Deixe para resolver os problemas quando, ou melhor, se eles realmente acontecerem.
      • Divida seus projetos em etapas e estabeleça datas para a conclusão de cada etapa. Toda meta fica mais fácil se for cumprida aos pouquinhos, e os prazos servem como estímulo. No final do ano, mesmo que você não tenha terminado tudo, ficará feliz por ter avançado em seus propósitos.
      • Se você tem um grande problema e não consegue lidar com ele, se deseja mudar algo em sua vida, em seu comportamento, e não tem coragem ou não sabe como fazer isso, procure a ajuda de um psicólogo. Não é errado ter fraquezas e dificuldades, ninguém é obrigado a ser super-herói o tempo todo. Admitir a ajuda de outras pessoas já é um grande passo para a superação dos problemas.
      • Dê valor ao seu companheiro (a). Depois de um tempo, muitos relacionamentos acabam permeados pela falta de atenção, cobranças excessivas e brigas. Procure sempre olhas as qualidades do outro com respeito e carinho, evitando atritos desnecessários.
      • Não deixe raiva ou mágoas guardadas por um tempo indefinido. Às vezes precisamos de um tempo antes de falar com a pessoa que nos magoou, mas que esse tempo seja definido e que você não se prejudique, porque sentimentos ruins servem apenas para aumentar os problemas e nos deixar infelizes por mais tempo.
      • Seja compreensivo e tolerante com as pessoas a sua volta. Cada um é diferente e tem a sua própria história de vida. Isso significa que uma pessoa não irá tomar necessariamente as mesmas decisões ou se comportar da forma que você faria no lugar dela. Aprenda a conviver e respeitar todos, sem fazer julgamentos.
      • Não peça a seu filho para atender o telefone e dizer eu você não está – nenhuma mentira é inocente. Não o incentive a furar uma fila já que “ninguém está olhando”. Não faça chantagem ou ofereça vantagens para seu filho para que ele faça o que você quiser. Ajude a formar cidadãos éticos, honestos e verdadeiros. Isso lhe dará a tranqüilidade de saber que você está fazendo o que é certo.
      • Faça trabalhos voluntários, você poderá ajudar outras pessoas em vez de olhar só os seus problemas e se sentir feliz por isso. Experimente.
      • Recicle seu lixo, você saberá que está ajudando a vida dos teus filhos e netos.
      • E tenha sempre em casa um vaso de plantas e flores, que deixam o ambiente colorido e cheio de vida.
      Chega  de fazer promessas em vão. Neste ano concentre-se nas pequenas coisas que você realmente pode fazer para tornar sua vida melhor.


      Por Ieda Dreger. 


      Postado em 24 de Maio de 2016 às 16h47

      Cuidar e educar seu filho sem o apoio do pai é difícil, mas você não está sozinha!

      Gerais (41)

      Depois de dar à luz uma criança, as mães sempre ficam muito sensíveis e emocionalmente frágeis, pois precisam aprender a lidar e a cuidar de um ser muito pequeno, com quem criarão laços afetivos muito fortes pelo resto da vida. A situação piora consideravelmente quando elas são mães solteiras ou enfrentam uma separação antes ou logo após a chegada do nenê. E, cá entre nós, dar conta de uma criança, tocar a carreira e ainda ter tempo para cuidar de si mesma, sem o apoio e a presença do pai, não é nada fácil. Como elas arrumam forças e se equilibram emocionalmente para enfrentar o problema? Será que a criança criada só pela mãe pode ter problemas de relacionamento? Como fica a vida pessoal quando a prioridade é sustentar o filho e comandar a sua educação?
      Carolina, 27 anos, produtora de eventos, sabe bem como é difícil organizar a vida diante da ausência do pai. Mãe de Alice, de 8 anos, e Francisco, de 4, ela se separou do marido após o caçula completar seis meses. "Foi bem difícil no começo. Eu tinha de impor limites, organizar a rotina deles. Ao mesmo tempo, é complicado você se descobrir solteira. Tudo isso junto faz com que você tenha de encontrar uma identidade. Mães costumam ser um poço de culpa, e essa situação fez a minha triplicar", conta. Para superar as dificuldades, Carolina foi atrás de uma rede de apoio. "Minha família é muito importante. Meu pai me ajudou financeiramente, minha mãe dorme na minha casa quando quero sair e ainda tenho uma pessoa que me ajuda durante os dias da semana, pois preciso trabalhar ainda mais para segurar a onda sozinha", afirma ela.
      A força feminina num momento como este vem do instinto de proteção, por saber que o bebê depende dela para sobreviver. Toda mãe tem medo de não ser boa o suficiente para o seu filho, de não cuidar dele adequadamente e, na mãe solitária, estes medos são mais presentes do que nas mães que contam com um marido/provedor. Do ponto de vista psicológico, a mulher pode até estar em frangalhos, mas seu instinto não permite que ela deixe o filho à míngua: ela vê no cuidado da criança a força para seguir em frente, justamente por perceber que o filho depende dela para sobreviver. Claro que ela tem seus momentos de tristeza, mas supera-os ou pelo menos deixa-os de lado rapidamente por conta até da falta de tempo para pensar em suas mazelas. É como se, nesse momento, ela desse uma pausa em sua vida para cuidar do bebê.
      A falta do pai não significa, é claro, que ele nunca vá dar bola para as crianças. Uns são mais presentes, outros nem tanto. Alguns pais, infelizmente, não assumem seu papel e ignoram a criança.
      Antes de impor ao pai da criança a necessidade de estar presente, é necessário saber se ele está realmente disposto a conviver com o filho e a acompanhar seu crescimento e desenvolvimento. Se o pai não quiser participar, é melhor que permaneça distante e sem contato porque, ao estar com o filho, ele vai demonstrar a sua indiferença ou irritação por não querer estar ali, o que pode gerar problemas emocionais por conta do filho se sentir rejeitado pelo pai. Mas, se o pai quer participar, então deve manter uma constância no seu contato, encontrar-se com o filho pessoalmente sempre que possível, saber de sua vida e acompanhar o seu desenvolvimento. Nesse sentido, a relação da mãe com o pai deve ser, pelo menos, cordial, porque ex-casais que têm conflitos nem sempre conseguem separá-los dos cuidados com o filho e, muitas vezes, acabam até usando o filho como instrumento.
      O problema, em geral, não está na ausência física do pai, mas na maneira como a mãe lida com esta ausência, o que pode ser fundamental na formação emocional da
      criança. Mães que sentem a falta do homem com quem elas se relacionaram, que não aceitam o fato de estarem separadas dele e que atribuem à separação a maioria de seus problemas atuais podem colaborar para que seus filhos apresentem problemas.
      Isso acontece porque eles terão na imagem do pai uma pessoa que faz sua mãe sofrer, o que pode gerar problemas de relacionamento com a figura masculina ou mesmo dificuldade de se relacionar com o pai no futuro.
      Um bom relacionamento com ex é fundamental, mas nem todas as mulheres conseguem mantê-lo. Em suma, os filhos lidarão bem com a ausência do genitor se a mãe souber lidar com ela também. É importante notar que os filhos aprendem a lidar com a realidade através da mãe. Portanto, ela deve ter bem claro que uma coisa é a relação homem-mulher que terminou; outra, bem diferente, é a relação pai-filho, pai-mãe, que continuará pela vida afora. É muito comum ouvir mães relatarem que seus ex-companheiros são ótimos pais, embora tivessem sido péssimos parceiros. E cabe à mãe jamais denegrir a imagem do pai para seus filhos..
      Ser mãe sozinha tem suas dores e delícias, mas na maioria das vezes é preciso força para manter os pés no chão e a auto-estima lá no alto. Se você está passando por isso, procure não se lamentar ou culpar ninguém, nem a si mesma, tampouco atribuir à falta do pai os seus problemas. Se a situação apertar, vale a pena buscar ajuda de familiares e amigos, que podem dar um suporte em momentos de dificuldade ou simplesmente cuidar da criança quando você tiver algum compromisso. Falando nisso, é fundamental ter tempo para si mesma! É importante ter amigos e uma vida social. Afinal, mais cedo ou mais tarde, o filho vai crescer e seguir seu caminho. O que será de uma mãe que anulou toda a vida por causa dele?

      Por Ieda Dreger. 


      Postado em 24 de Maio de 2016 às 16h45

      Dependência química e terapia: um grande desafio que pode dar certo

      Gerais (41)

      O uso de drogas tem acompanhado o homem na história da humanidade e provocou diferentes impactos no decorrer dos tempos. Passou lentamente de um uso ritualístico, com finalidade de transcendência durante a Antigüidade, para o consumo contemporâneo de busca de prazer, alívio imediato de desconforto físico, psíquico ou de pressão social, a vontade de estar desinibido numa situação social, rebater cansaço e sono, “abrir a mente” e além disso, a facilidade na aquisição, estando presente em todas as classes sociais. Este fenômeno, complexo e multicausal, (não é determinado por uma causa apenas) no entanto, não é individual, pois afeta tanto o indivíduo como seu sistema familiar.
      A presença da droga no meio familiar assume várias funções, por isso é necessário o estudo do funcionamento do relacionamento dessas famílias. A droga (cocaína, maconha, morfina, heroína, ecstasy e outras) assim como o álcool, geram dependência e com isso, uma doença psíquica, física e progressiva que pode ser fatal.
      As pesquisas mostram um perfil familiar nas famílias de dependentes químicos, como: sentimentos de abandono, desamparo, solidão, ansiedade, baixa auto-estima, condições de vida adversas, pobreza, violência, desemprego, e exclusão social são alguns mantenedores homeostáticos nessas famílias.
      Deve-se entender que o Dependente Químico, de qualquer natureza, tem dificuldades para lidar com seus sentimentos. Ele não entra diretamente em contato com suas limitações, utilizando a droga e/ou o álcool como válvula de escape. Quando consciente de suas dificuldades, busca tratamento, geralmente passando por um período de desintoxicação (em uma instituição ou por conta própria). Neste período geralmente se distancia um pouco dos familiares e é de suma importância que o faça também dos “amigos” da ativa e dos locais que freqüentava para obter a droga.
      Começa então a enfrentar suas dificuldades afetivas e emocionais sem o falso escudo protetor do efeito químico. Essa experiência facilitará o perceber-se, o olhar seu interior e, principalmente, o sentir-se, pois, quando se encontrava na “ativa” era justamente uma das suas maiores barreiras.
      Começa então, de fato, seu período de recuperação. A desintoxicação é apenas uma fase; a recuperação real poderá durar o resto de sua vida. sem os aspectos químicos que alteravam seu estado de humor, deverá conseguir manter-se sem drogas ou álcool e encarar “de frente” seus problemas.
      Manter-se abstinente exige: freqüência aos grupos de ajuda mútua e, principalmente, suporte terapêutico, com profissionais que compreendam a Dependência Química como doença, lidando com seus conflitos emocionais que são as verdadeiras armadilhas mentais que a doença utiliza para aproximá-lo do uso.

      Por Ieda Dreger. 


      Postado em 24 de Maio de 2016 às 16h24

      O que é perdoar?

      Gerais (41)

      Ao se falar em perdão, é comum nos remetermos quase de imediato a uma leitura religiosa, ou seja, o perdão sendo visto como unilateral, entendido como algo que doamos a alguém, um ato de desprendimento, generosidade e bondade com o outro, mas é mais do que isso...
      Quando estamos magoados e feridos, os sentimentos mais presentes são a tristeza, a decepção e a raiva. Neste momento é difícil se pensar em perdão. Primeiramente há o momento de viver a própria dor, senti-la para depois resolve-la. Muitos tentam pular essa fase inevitável e como conseqüência apenas prorrogam seu próprio sofrimento.
      A raiva é o mais primário dos sentimentos, pois é gerada pela frustração e pelo sentimento de impotência. Dela nasce o desejo de vingança como uma tentativa de diminuir a própria dor, mas a vingança é um sentimento traiçoeiro, pois se alia a seu “adversário” no momento em que sua vida passa a ser apenas um instrumento com o objetivo de atingir ou prejudicar aquele que lhe feriu. Facilmente a vingança torna-se seu senhor e você seu escravo. Trata-se de um ciclo vicioso e aparentemente sem fim.
      Também não podemos esquecer que algumas pessoas são muito mais susceptíveis a mágoas e melindres que outras, possuem limiares diferentes, variando de acordo com sua personalidade, capacidade de percepção, capacidade de tolerar frustrações, entendimento de mundo, sensibilidade, ou seja, de acordo com sua saúde emocional. Uma mesma vivência é sentida , percebida e compreendida de forma diferente até mesmo entre irmãos, que supostamente foram criados sob as mesmas variáveis, o que dirá entre pessoas que possuem “crivos” diferentes.
      Desde o nascimento, somos seres carentes de relacionamentos, o ser humano precisa se relacionar para se desenvolver emocionalmente. A família é o berço do desenvolvimento emocional, costumo dizer que é nosso útero social, pois é através dela que recebemos essa carga de crenças, entendimentos e leituras sobre o mundo. Nossas relações passam pelo crivo dessas crenças, pela forma de entender o mundo que nos cerca e de nos perceber enquanto pessoas, nossos direitos e responsabilidades.
      Estamos sempre construindo e reconstruindo nossas idéias, num ciclo dinâmico, que pode ser saudável ou não. É claro que essas crenças trazem todos os preconceitos e dificuldades relacionais de nossos ancestrais, afinal ninguém pode dar aquilo que não tem.
      Cabe a nós em nossa jornada acessar nossas fontes de saúde que são nossa criatividade e espontaneidade. Elas nos ajudarão a tentar o novo, a perdoar,a reconstruir, a olhar de outra forma a mesma questão, e a nos fortalecer, nos impulsionando para novos movimentos e experiências.
      Relacionar-se é fácil quando encontramos pessoas que pensam e percebem o mundo como nós, ou seja se utilizam do mesmo fóco para avaliar os acontecimentos, mas a grande questão é quando nos deparamos com pessoas que possuem outros parâmetros e valores, neste caso, para que a relação seja possível, é necessária uma carga a mais de respeito ao outro a suas idéias e a seu ponto de vista e obviamente de respeito pessoal.
      Num processo psicoterapêutico nossa leitura é feita a partir de um entendimento relacional, como sabemos, toda ação gera uma reação. Quando tomamos consciência de nossa parcela de responsabilidade naquilo que nos acomete, temos a possibilidade de nos tornarmos senhores de nossas vidas, mais autênticos e não mais escravos, cegos e perdidos diante dos acontecimentos. Não nos tornamos vítimas nem tão pouco vilões, apenas humanos conscientes dos reflexos de nossas atitudes. A raiva não é negada ou sublimada ela é canalizada para movimentos positivos que podem trazer crescimento e desenvolvimento pessoal, ela é transformada em energia positiva provedora de mudança e transformação.
      ENTÃO O QUE É PERDOAR? Perdoar é realmente um ato de amor mas, não apenas amor ao outro, mas também ,amor a si próprio. É assumir a responsabilidade sobre os próprios atos e desejos, é perceber-se na dimensão do humano e como tal entender a sua significância. Perdoar é amadurecer emocionalmente é aprender que somos falíveis e imperfeitos, tal qual o outro com quem nos relacionamos e essa é a genialidade do ser humano. Não existem os certos e os errados, existe o olhar a partir de um ponto de vista e cada um tem o seu, portanto não existe A verdade, existem verdades á partir de realidades diferentes. O parâmetro é o respeito, o sentimento de cidadania, a ética e o amor.

      Por Ieda Dreger. 


      Postado em 24 de Maio de 2016 às 15h29

      Educação é dever de quem?

      Gerais (41)

      Uma das coisas mais difíceis que existe nesta vida é educar um ser humano, pois que demanda a nossa atenção por um tempo bastante longo se não por toda a vida.
      Alguns fatores apontam as causas da falta de limites na educação das crianças de um modo geral, destacando os valores morais que sumiram do nosso cenário, diante do enorme número de casos de corrupção na política, empresas, igrejas, etc, apresentados na mídia, onde, dificilmente a lei consegue ser cumprida. Com isso, instaurou-se na cultura a idéia de que ser esperto é a grande jogada, o contrário; uma tremenda burrice, então, por qual razão seguir regras?
      Outro ponto importante vem a ser a ausência dos pais na vida dos filhos, em razão da carga horária dedicada ao trabalho, deixando a convivência educacional aos cuidados da escola, desde os primeiros momentos, nas creches e nas instituições educacionais, do governo ou particulares. Esta necessidade familiar gerou um sentimento de culpa nos pais, que, para compensar tais circunstâncias, acabam sendo permissivos demais com os seus filhos, impedindo momentos de se educar e proporcionar os valores que devem ser seguidos para a constituição da personalidade da criança e adolescente. Além disso muitos pais com filhos hoje adolescentes e outros adultos vêm de uma geração na qual pregou por muitos anos a idéia de que a liberdade total era a melhor saída, contrapondo à idéia de repressão sócio-histórica vivida por eles em sua juventude, o que acarretou em juízo de valores distorcido, vindo de um radicalismo social para outro, o que se sabe, nunca é bom.. Não houve ponderação e conseqüentemente faltou um plano médio, nem 8 nem 80, que fosse sendo ajustado à medida que as necessidades surgissem. Simplesmente foi-se estabelecendo este modelo de educação até o momento em que se evidenciaram os desastrosos resultados.
      Outra condição a ser pensada é o exagero que os pais têm com relação aos traumas que poderão causar, caso venham a ser mais enérgicos na educação dos seus filhos. Usar o bom senso e algumas regras para estabelecer limites na educação não arranca pedaço de ninguém e que dar limites também é uma forma de dar amor. Faz-se necessária a consciência de que para educar é preciso esforço, dedicação, perseverança e paciência; muita paciência.
      Nas escolas a relação entre o aluno e o professor chegou a uma condição muito favorável, quando entendemos que a participação do aluno está maior, diferentemente de outras épocas onde o papel se restringia apenas a ouvir e guardar as informações que chegavam.
      A criança de hoje está mais bem estimulada e responde com maior agilidade ao meio, o que lhe confere a boa posição de ser participante nos grupos sociais; casa e escola especialmente. Todavia, dada a falta de condução por conta da educação sem limites, a criança acaba se tornando um canhão sem direção, que atira para vários lados ao acaso a acerta em quem estiver na trajetória, e a si mesma invariavelmente.
      Para ilustrar este contexto da educação sem limites, relatarei uma cena que vi na sala de diretoria de uma escola do governo. De um lado encontrava-se a vice-diretora desta instituição, a qual descrevia o descaso de um aluno com relação aos estudos, seu comportamento rebelde e desrespeitador mediante as regras daquela escola, exaltando o fato de que este menino, de aproximadamente onze anos, já havia "bombado" em ano anterior e que em seu boletim constavam muitas faltas. De outro lado, a mãe, enlouquecida com aquelas faltas, tentando compreender aquele furacão que se lhe apresentava. Ao lado da mãe que estava sentada, encontrava-se sua filha menor, à frente do referido estudante, e ao lado dele outra irmã, presumivelmente mais velha. O quadro estava formado; o garoto permaneceu imóvel entre as pessoas de sua família e apenas comentou em tom humilde que a direção da escola lhe perseguia há muito tempo e que ele era bonzinho. Apesar da postura de cobrança por parte da diretoria da escola, é quase impossível obter do aluno um comportamento adequado, uma vez que lhe falta o direcionamento educacional, sutilmente revelado pela mãe quando alegou não ter tempo de poder criar o próprio filho, permanecendo ausente em virtude do trabalho.
      Tal situação é comum e é clara quanto às dificuldades existentes para todas as partes: do aluno que precisa e não tem a educação fundamental de ser acompanhado em casa por seus responsáveis; dos pais, que não têm tempo e sentem a dificuldade se ampliar conforme o tempo passa, desestimulando cada vez mais, ter que mexer com esta situação, e, para a escola, que acaba arcando com tal responsabilidade, sem ter estrutura para isso. A situação destas várias crianças e de suas famílias é caótica, não existindo meio termo para classificar o que se passa nesta inversão de valores, onde inexiste a educação pautada em acompanhamento e com limites. Muitos pais crêem que o tempo dará jeito na questão, deixando à sorte o futuro de seus filhos.
      O exercício do viver só é realizável vivendo, na prática, e o mesmo ocorre com a educação, portando, é preciso arregaçar as mangas e assumir o papel de orientador, de guia, de educador. Começar, antes tarde do que nunca a se envolver neste processo importante e determinador da vida do ser humano, cavando tempo e espaço para esta empreitada. Sempre que desejamos muito alguma coisa damos um jeito no tempo e espaço para alcançá-la. O que nos impede de lutar por esta causa mais do que nobre? Qual medo existe em tentar educar os próprios filhos?
      Como em qualquer situação da vida, haverá tropeços, que darão lugar ao adequado conforme a prática e a persistência desta convivência. Os rumos poderão ser diferentes, e certamente o serão. Outros benefícios virão naturalmente, como um maior sentimento de amor próprio, e em muitos casos, a unidade familiar. Mas é preciso começar, tentar, fazendo acontecer. Confie em si mesmo e mude o cenário, assumindo as responsabilidades e transmitindo muitos valores aos seus filhos, por via de uma educação que dá segurança e conforto, pois todos nós sempre desejamos isto. Se tiver alguma dificuldade, procure um profissional habilitado para lhe ajudar a lidar com seus filhos, mas não desista da idéia de estar ao lado deles e contribuir para a educação dos mesmos.


      Por Ieda Dreger. 


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