Postado em 03 de Maio de 2016 às 11h14

    Insegurança

    Personalidade (34)
    Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | Você sabia que um dos motivos mais frequentes de busca de psicoterapia (psicólogo) é a insegurança? Sim, muitas pessoas tem a...

    Você sabia que um dos motivos mais frequentes de busca de psicoterapia (psicólogo) é a insegurança? Sim, muitas pessoas tem a insegurança atrelada no seu dia a dia, mesmo que ela esteja revestida de outro sintoma.

    Como conseguimos saber se somos inseguros? Não é difícil perceber. Geralmente os inseguros sentem dificuldade em realizar uma tarefa mesmo que estejam capacitados para isso. Podemos perceber esta situação no momento de apresentar um trabalho, a pessoa tem todo o conhecimento sobre o assunto, mas não consegue fazer uma boa apresentação. Ou quando você tem uma grande vontade de fazer algo, mas não consegue ter a iniciativa de fazê-lo (exemplo: ir a uma festa, ao clube, conversar com alguém que você acha interessante, etc.). Ou ainda quando você sabe que precisa realizar algumas coisas, mas a insegurança não deixa, impedindo você de fazer um curso necessário para sua profissão, ou impedindo você de pedir ajuda referente a um trabalho, etc.

    É importante lembrar que a pessoa insegura está sempre adiando as coisas.  Deixa para depois e nunca faz. Adia decisões, conversas, atitudes, compromissos, etc.

    Porque algumas pessoas são inseguras? Por medo. De serem rejeitadas, de ficarem pobres, de ficarem sozinhas, desempregadas, de serem elas mesmas.

    O inseguro se sente inferior.  O sentimento de inferioridade é reforçado pela evitação das situações mais difíceis, que é o não enfrentamento. Devido à falsa crença de ser incapaz.

    Uma pessoa que fica o tempo todo adiando situações pode desenvolver uma depressão, porque tende a sentir-se inferior e desenvolve uma ansiedade ligada á preocupação do que os outros vão dizer sobre si mesma. A pessoa insegura está constantemente pensando sobre o que os outros estão pensando dela: será que pensam que eu sou burra? Será eu pensam que sou uma fracassada? Então podemos perceber que a insegurança leva a crenças irracionais, aquelas crenças que teimamos em acreditar mesmo que saibamos que elas não fazem sentido.

    O que gera a insegurança? Todos nós nascemos indefesos. Um bebê precisa de cuidados, não sabe comer sozinho, se banhar e cuidar de si. Mas com o tempo as crianças vão crescendo e se desenvolvendo, escolhendo suas roupas, seus amigos, aprendendo a fazer seu lanche, etc. Isso nos diz que a criança está ficando independente. Algumas crianças tem mais dificuldade em se tornarem independentes e geralmente são aquelas que recebem cuidados de mais. Cuidados em demasia tornam uma criança insegura, o que ela levará para sua vida adulta. Porque a protegem tanto que ela não precisa fazer nada, assim não aprende, e se não aprende não se torna independente. Mas existem outros casos também, como uma criança que tenha estado doente, recebeu cuidados em demasia por isso. Crianças com lares desorganizados, pais alcoolistas, família sem acolhimento, etc.

    A insegurança pode provocar diversos problemas financeiros. Às vezes a pessoa não ter determinação suficiente para conversar com o chefe e pedir um aumento em detrimento de sua alta capacidade. Outras vezes a pessoa tem um negócio próprio mas não sabe como se prospectar por que se acha inferior ou não merecedor. Então vem o auto-boicote e derruba suas perspectivas. Outras vezes a pessoa tem capacidade intelectual e prática, mas não consegue nem buscar um trabalho, tamanho o medo de uma entrevista de emprego.

    Claro que uma pessoa que é insegura tem sua esperança desorganizada. Fica com a sensação de que não há mais o que fazer, se acha fraca, tola, burra e que não tem saída. Mas isso é uma inverdade. Na psicoterapia temos técnicas que podem auxiliar a pessoa a se ver de forma mais realista, a não ter uma percepção tão deturpada do mundo e de si mesmo, a ver o mundo de frente, etc.

    Então, se há solução, se você pode buscar ajuda, não fique parado.  Peça ajuda até para buscar ajuda profissional se necessário, mas não desista.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 03 de Maio de 2016 às 10h56

    Timidez e fobia social

    Personalidade (34)

    Falando sobre timidez e fobia social

    Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | Falando sobre timidez e fobia social Antes de qualquer descrição, precisamos entender que a timidez é um dificuldade em se relacionar...

    Antes de qualquer descrição, precisamos entender que a timidez é um dificuldade em se relacionar com outras pessoas, geralmente branda, mas pode atingir níveis mais altos os quais chamamos de fobia social. O   tímido   se sente ansioso em  situações onde imagina que será percebido e avaliado.

    Dizemos que a fobia social é um transtorno de ansiedade relacionado com a dificuldade em manter relações interpessoais. É uma timidez tão intensa a ponto de causar sofrimento ou prejuízos em qualquer esfera, sejam pessoais, sociais, profissionais e financeiros.

    A fobia social leva a pessoas a terem problemas, como por exemplo falar diante de pessoas, fazer pergunta e  paquerar...tudo isso provoca uma intensa e imediata ansiedade. É comum que esta pessoa até sinta um ataque de pânico ligado à situação social. A interação social é evitada, embora às vezes seja suportada com pavor. O fóbico gostaria de passar a vida sem que percebam sua existência -  qualquer possibilidade de chamar a atenção será evitada. Ele evitará qualquer roupa que chame atenção, evitará qualquer comportamento que o faça se sobressair aos demais. Ficará extremamente constrangido se ficar vermelho diante das pessoas, mas por sua característica mais introvertida, ficar vermelho é muito provável, a "solução" encontrada é evitar contatos com pessoas com quem ainda não tenha intimidade suficiente - e com isso estará perpetuando a Fobia Social. Ele sabe que é tímido, sabe que é ansioso e acha que todo mundo percebe essa ansiedade logo de cara. É tão tímido a ponto de deixar de fazer suas coisas, sente que todo mundo repara nele o tempo todo, sente que em qualquer momento vai ficar morto de vergonha.

    Tanto o Fóbico Social como o tímido são perfeccionistas, sempre acham que o que fazem pode ser ainda melhor. Não fazem nada sem antes ter a certeza de que será perfeito...como o prefeito não existe, têm muita dificuldades em fazer o que precisam fazer.

    Eles apresentam também o problema da evitação. Evitam fazer um curso porque “o professor não é bom”, não vão a festa porque “não gostam da musica, etc. Perdem possibilidades de emprego e de sobressair no trabalho, no namoro, na vida.

    Ainda, eles tem uma percepção seletiva. A frase: “é sempre assim”, é o mais claro exemplo de percepção seletiva, porque o tímido percebe muito as coisas negativas ao seu redor. Se uma determinada situação aconteceu duas vezes ele diz que aconteceu a vida toda.

    Além disso tudo, o fóbico faz uma leitura mental. E é muito bom (ou pensa que é)  pois ele tem certeza que sabe o que os outros estão pensando “Aquele ali está pensando que eu sou um ignorante... aquele outro está pensando que aqui não é meu lugar... que eu não devia ter vindo pra cá”.

    A autoestima tem cinco pilares básicos: poder, prestígio, segurança, afetividade e liberdade. São os 5 pilares para alguém se sentir bem no mundo.

    A  timidez está diretamente relacionada à segurança. A insegurança gera impotência. Se você se sente inseguro você  acha que não tem capacidade para fazer nada, você se fecha.

    Uma pessoa insegura tende a desenvolver uma personalidade perfeccionista, que é o jeito que ela conseguiu pra compensar a insegurança e a impotência, e quando a pessoa quer a perfeição em tudo acaba transformando a vida num ritual muito desgastante. Ou seja, para que este tímido se sinta seguro ele se torna um grande especialista. O problema é que o perfeccionista se compara demais com os outros e se nivela por baixo, sempre acha que é pior que todo mundo e se sente impotente.

    Na verdade a raiz do problema é que o indivíduo se inibe para não fazer feio, os tímidos estão sempre preocupados em ser discretos,  sempre se comportando como quem quer “desaparecer”.

    As conseqüências de quem tem fobia social, além do sofrimento da solidão, vão desde o raciocínio distorcido, que são aqueles pensamentos totalmente irracionais até o famoso “lubrificante social” - o álcool. O perigo é a pessoa se entregar ao álcool pra ficar mais solta, e isso acontece muito,  muitas vezes até os amigos incentivam pois já ouvi pessoas dizendo assim umas para outras “Nossa você fica muito mais legal quando bebe”, e sem querer estão induzindo uma dependência química .

    O que dizer para o fóbico social? Diga que tem tratamento. Essa pessoa precisa fazer psicoterapia  e aprender a modificar seus pensamentos irracionais,  mudar os comportamentos limitantes.

    Por Ieda Dreger.