Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h16

    Como desenvolver a autoestima infantil

    A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O autoconceito se desenvolve desde muito cedo na relação da criança com os outros.

    Se os pais estão sempre opinando a partir de uma perspectiva negativa para os filhos, e estão sempre taxando-os de inúteis e incapazes, ou usando de zombarias e ironias, irá se formando neles uma imagem "pequena" de seu valor. E se com os amigos, na rua e na escola, repetem-se as mesmas relações, teremos uma pessoa com autoestima baixa. Da mesma forma se os pais são aqueles que fazem tudo pelo filho, não dão a ele a oportunidade de ver que pode fazer, que tem capacidade. Isso também prejudica sua autoestima.

    Como então desenvolver a autoestima infantil?
    Quando a criança tem êxito no que começa a confiar em suas capacidades. E quanto mais acredita que PODE FAZER, mais consegue.
    É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode ter problemas com outras coisas. E que esperamos que faça o melhor que puder.

    Também é uma boa ajuda admitirmos nossos próprios erros ou fracassos. Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos : "Sinto muito. Não devia ter gritado. Fiquei o dia todo chateado."

    Para ajudá-la a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é "IMPORTANTE", que "pode aprender", que "consegue" e que sua família lhe quer bem e a respeita. O cuidado reside em adequar as tarefas que cabem a cada idade e permitir que ela tente, como colocar o suco no copo (ainda que derrame), a roupa (mesmo do avesso), a jogar objetos no lixo, guardar os brinquedos, as peças do jogo, ajudar na arrumação dos seus livros, fitas de vídeo, enfim, solicitar a ajuda da criança, partilhando com ela pequenos afazeres, vale até aplausos às suas conquistas.

    Portanto, estabeleça metas realistas e adequadas a idade de seu filho. Dê-lhe oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-lo ou sem pressioná-lo, nem compará-lo com outras crianças.

    Assim, ele formará um conceito positivo de si mesmo. E para desenvolver esse sentimento, estimule-o quando ele sentir que não tem condições de realizar algo. Talvez tenha de dizer-lhe : "Claro que você pode. Vamos, vou te ajudar."

    .....A criança com autoconceito positivo oferece contribuições significativas e valiosas para o grupo e para a própria formação.

    Uma palavra final...
    .....Sem autoestima, dificilmente a criança enfrentará seus aspectos mais desfavoráveis e as eventuais manifestações externas. Já a criança com auto conceito positivo parece mais ativa; tem facilidade em fazer amigos, tem senso de humor, participa de discussões e projetos, lida melhor com o erro, sente orgulho por contribuir e é mais feliz, confiante, alegre e afetiva.

    Neste sentido, os sentimentos devem ser tão bem demonstrados quanto são ensinados. Este é o segredo para um bom começo de vida. Ensinará a criança a enfrentar a vida. O orgulho, quando não é excessivo, contribui para o desenvolvimento da autoestima.

    E convém relembrar que a autoestima mantém uma estreita relação com a MOTIVAÇÃO ou o interesse da criança.

    Por Ieda Dreger. 


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h16

    Filhos tiranos ou pais despreparados?

    Psicologia Adolescente (19)

    Até meados dos anos 60, as regras dentro de casa eram impostas aos jovens. Hoje, é bastante comum um acordo entre pais e filhos. Antes, os pais davam broncas, colocavam os filhos de castigo e cortavam regalias porque era assim que as coisas funcionavam e ponto final. Hoje, cada bronca precisa ser acompanhada de boas justificativas. Um dos motivos disto é que os jovens atuais são muito bem informados. Outro dado é que eles nasceram num ambiente já bastante marcado pela educação liberal. Com a revolução comportamental dos anos 60, a difusão dos métodos pedagógicos e de todo o sistema de informação, a liberdade passou a dar o tom nas relações entre pais e filhos. A tal ponto que hoje se vive o oposto da rigidez: em muitos lares, os pais é que se sentem desorientados e os filhos, na ausência de quem estabelecer limites para sua conduta, assumindo o papel de tiranos. Nessas condições, é natural que estabelecer limites de conduta se transforme numa tarefa difícil.

    Á idéia de que a liberdade é a melhor resposta em todas as situações, somam-se culpas cultivadas pelos pais. Por trabalharem e passar pouco tempo com os filhos, é comum que um casal se torne permissivo com os desejos dos jovens para compensar sua ausência. E às vezes não é nem a culpa que causa o estrago: é o desejo de fugir da tarefa difícil que é educar um adolescentes. Alguns pais acusam a falta de tempo como subterfúgio. Outros usam a medicalização, ao menor sinal de que alguma coisa está fora dos eixos, os pais correm para um consultório médico, em vez de tomar a eles próprios as rédeas da situação. Acreditar que a escola possa assumir sozinha o papel do educar um adolescente é uma saída pela tangente bastante comum também. A permissividade chegou a um ponto em que os próprios colégios estão tendo de chamar a atenção dos pais para seus deveres . No fundo, o que eles procuram é uma saida do problema. Querem uma justificativa externa para o mau comportamento dos filhos e têm a falsa idéia de que dois comprimidos por dia resolvem qualquer problema.

    Por mais que se fala nos direitos sagrados das crianças e dos adolescentes, não se pode perder de vista que a cada direito corresponde um dever. Perdeu-se a noção de reciprocidade. Os pais são obrigados a bancar a melhor educação escolar para os filhos? Então os filhos também devem esforçar-se para passar de ano. O filho ganhou um carro ao entrar na faculdade, mas logo em seguida desistiu do curso sem mais nem menos? Então não será uma injustiça ele perder sua regalia de andar motorizado. Os pais precisam aceitar a idéia de que tal tomar esse tipo de atitude não vai fragilizada seus filhos, muito pelo contrário. Um adolescente típico carrega sempre na ponta da língua munição para atacar os pais quando esses tentam colocá-lo na linha: chamam eles de caretas, repressores e por aí afora.

    A título de se colocarem como amigos os filhos, muitos pais acabam sendo cúmplices de erro que em nada contribuem para a formação deles. Nunca custa lembrar: a função do pai não é ser amigo e confidente, para isso, os adolescentes têm suas turmas, papel de pai é ser pai.

    Jovens educados de maneira negligente correm o risco de se tornar adultos infelizes e desajustados. Uma educação sem limites faz com que muitas vezes essas pessoas se revelem sem aptidão para lidar com as frustrações naturais da vida. Elas têm dificuldade para se relacionar em ambientes marcados por hierarquias, como o trabalho, e, em muitos casos, não conseguem nem mesmo se emancipar, tanto do ponto de vista emocional quanto no financeiro. Tivemos a era da repressão depois a era da liberalização e em muitos momentos, temos hoje a era dos excessos. Nem sempre é fácil achar um equilíbrio entre cada uma dessas eras, mas importa tentar buscar, se você não conseguir, busque ajuda de um profissional capacitado. Abaixo cito algumas regras importantes:

    • Os pais não devem se omitir em dar broncas, sem medos de causar traumas e frustrações, quando o filho agir de forma que possa prejudicar a outras pessoas, os animais e o meio ambiente.
    • Quando o diálogo não funcionar dentro de casa, não tem choro nem vela: cabe aos pais a palavra final sobre qualquer assunto.
    • Drogas: os pais têm o direito de questionar o filho, vigiá-lo e até mesmo a invadir sua intimidade se desconfiar de envolvimento com elas.
    • Os pais não devem se intimidar com a prática de muitos jovens de transformar seu quarto em fortaleza. Sempre que tiverem um bom motivo, e mesmo que não sejam bem vindos, eles estão liberados para entrar.
    • Liberdade para fazer o que se quer da vida tem limites: os pais devem exigir que os filhos estudem e podem aplicar castigos como corte de mesada e da internet se perceberem que eles não estão cumprindo seus deveres.
    • Os pais podem, e devem, frear o apetite consumista dos filhos.
    • Ter conversas sérias sobre sexo é uma necessidade. Se o adolescente se negar, acusando os pais de caretas, eles podem exigir que o jovem sente-se e ouça o que têm a dizer. Os pais também não tem a obrigação de aceitar, só porque é moderno, que os filhos mantenham relações sexuais em casa.
    • Eles não são obrigados a proporcionar luxos quando o filho passa de ano ou entra na faculdade. Ao ir bem na escola, o adolescente está apenas cumprindo sua obrigação.
    • Os pais têm direito a um mínimo de vida pessoal. Pelo menos de vez em quando, não devem se privar de um jantar romântico ou uma viagem sem a presença dos filhos. E também não devem se sujeitar à tirania da agenda dos adolescentes no fim de semana.
    • Seus filhos precisam saber com clareza o que é ou não é aceitável. Dê as regras e diga aos seus filhos o que espera deles.
    • Fique calma. Você é quem está no controle. Não responda uma birra com um acesso de raiva ou gritaria. Você é ou adulto da situação e não pode deixar a criança ou adolescente se sobrepor à você.
    • Uma vez que você estabelecer uma regra, não a mude e faça questão que todos, incluindo seu marido, mantenham o que foi determinado. Se as regras do jogo mudam a cada dia, ou são esquecidas, a culpa pelo mau comportamento é o dos pais, não dos filhos.
    • Estabeleça hora para acordar, comer, tomar banho e dormir na sua casa em. A rotina é a base de uma boa vida familiar. Depois que a ordem estiver estabelecida, você pode ser um pouco flexível, nestes casos.
    • Não esqueça que os filhos aprendem muito mais observando o comportamento dos pais do que ouvindo o que eles dizem.
    • Demonstrem afeto incondicional por seu filho. Isso não o tornará mimado. É muito saudável abraçar e beijar os filhos, independentemente da idade. Faça elogios com mais frequência do que críticas. Os elogios podem ser de dois tipos. Um deles é o incondicional, cujo sentido seja o de “eu a amo você pelo que você é”. Esse afeto não precisa ser conquistado, nunca será perdido e demonstrá-lo deixa seus filhos seguros e eleva sua auto-estima. A outra forma é o elogiou condicional: “eu gostei do que você fez”. Seus filhos ficam sabendo que o pai e a mãe notam quando eles agiram de modo correto ou terminaram com sucesso uma tarefa em geral vão tentar acertar de novo. Isso também nos ajuda a aprender o valor do trabalho árduo quando se quer atingir um objetivo. A melhor recompensa para seu filho é atenção, elogio e amor.
    • Envolva-se com a vida de seu filho. A falta de monitoramento aumenta os riscos de se envolverem com drogas, álcool, delinquência e gravidez precoce. Envolver-se com as atividades dos filhos é também ter informações sobre a vida deles, seus amigos, e seus interesses. Parece simples, mas a prática exige real e genuíno interesse dos pais pela vida dos filhos, e não apenas o desejo de espionar ou de controlá-los.
    • Trate seu filho com respeito. A criança trata os outros de forma como é tratada pelos pais.

    Nem sempre é possível fazer com que todas essas regras sejam praticados. Mas importa tentar. Então, se você sente alguma dificuldade em lidar com seu filho criança ou adolescente procure ajuda de um psicólogo capacitado.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h15

    Gracidez e adolescência

    Psicologia Adolescente (19)

    A adolescente grávida não é um problema exclusivo dos dias atuais. Nossas avós casavam-se com 15 ou 16 anos e tinham vários filhos, porque era para isso que casavam. Ou seja, formar uma família grande e feliz. O que preocupa nos dias atuais é a gravidez indesejada na adolescência. Elas surgem quase como um “efeito colateral” de sexo entre adolescentes, os quais, pela própria imaturidade, nem sempre têm condições de avaliar e assumir os riscos e as conseqüências de uma vida sexual.

    O problema da gestação indesejada entre os adolescentes passou a ter uma importância maior a partir da década de 60. Houve uma revolução dos costumes, surgiu a pílula anticoncepcional e com ela uma maior liberdade sexual, e as mulheres passaram a perceber que poderiam se realizar em outras atividades também, não somente no papel de mãe. Não podemos esquecer que na época, maior liberdade sexual era também maior transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, porque pouco se falava sobre o assunto e as pessoas não se preveniam.

    Há muitos fatores que podem ser apontados como contribuição para que a sexualidade hoje esteja tão “em alta”, como: o abuso da sensualidade na televisão e nas músicas, um crescimento rápido das cidades que mudam os valores, estrutura e dinâmica das famílias e outros.

    Mas nas últimas décadas as mudanças foram grandes na sociedade e cultura, o que acabou estimulando, principalmente as jovens, a iniciarem uma vida sexual ativa mais cedo. No entanto, essas mesmas mudanças de sociedade e cultura que incentivaram a mudança, não prepararam o adolescente para a vida sexual consciente. Isso, outra vez, fez crescer o número de doenças sexualmente transmissíveis e de gestações indesejadas.

    É importante lembrar que uma vez grávida, a adolescente tem três soluções possíveis e todas elas trazem problemas, ou seja: pode abortar, pode casar por conveniência ou ser mãe solteira adolescente.

    O aborto no Brasil ainda é proibido, assim, abortos clandestinos trazem grandes riscos fora a questão psicológica para a adolescente. Casamento por conveniência freqüentemente acaba com separação e grandes frustrações ou leva a um convívio infeliz. Ser mãe solteira adolescente é uma situação que leva a muita insegurança e angústia.

    É importante ressaltar que casamento e ser mãe solteira levam a inúmeras mudanças, não tanto na gestação, mas com o nascimento da criança. A vida da menina-mulher passa por grandes transformações, desde a questão do estudo, até saídas com amigos, preparo de profissão, dente outros.

    Não podemos ainda esquecer que, o filho socialmente indesejado muitas vezes é abandonado e mal-tratado e que isso é causa, também, de mortalidade infantil e de delinqüência juvenil.

    Outro ponto a ser lembrado é que a gravidez não “segura” namorado. E se segura é por um tempo apenas. As pessoas devem ficar juntas quando querem e não quando “devem” ou “precisam”.

    Soluções? Não é preciso reprimir a sexualidade no adolescente, mas instruí-lo, prepará-lo para o seu exercício. Para que possa perceber o sexo como algo bonito, bom...Mas que também pode trazer conseqüências desagradáveis.

    Se você não sabe como fazê-lo, procure ajuda. Não deixe o adolescente sem instrução por ter vergonha de falar sobre o assunto. A responsabilidade também é sua.

    Por Ieda Dreger


    Postado em 25 de Maio de 2016 às 09h14

    Como falar com seu filho sobre a adoção

    Pais que estão pensando em adotar uma criança , ou que já o fizeram, enfrentam o medo e a ansiedade diante da perspectiva de explicar a seus filhos sua origem.

    “Mamãe, eu vim da sua barriga?” é uma pergunta natural e freqüente nas crianças.

    Pais esclarecidos, amorosos e bem intencionados preocupam-se com a importância do falar da adoção por saberem que isto pode influenciar diretamente na auto estima da criança e na sua maneira de estar no mundo. Por um outro lado, sabem também que, no processo de fazê-los entender a adoção, podem ocorrer na criança sentimentos de rejeição, tristeza e mágoa.

    É razoável, portanto, que uma série de sentimentos assustadores invadam o pensamento e o coração destes pais. “Será que eles nos amarão menos ou acharão que nós os amamos menos quando souberem que não vieram de nós?” “Será que eles se sentirão rejeitados pela sua mãe biológica?” “Ou, ao contrário, se sentirão mais ligados à sua mãe biológica?” “Será que acharão que foram nossa segunda opção e não uma real escolha?”

    Como então resolver este impasse?

    Falar “de onde eu vim?” envolve assuntos como parto, infertilidade e adoção, assuntos que, dependendo da faixa de idade, têm que ser adequadamente abordados.
    Ser honesto com seu filho implica também em respeitar seus limites cognitivos, intelectuais e emocionais para receber tais informações. E, sobretudo, deixá-lo expressar seus sentimentos e não tentar protegê-lo contra aqueles sentimentos de dor e tristeza, por mais difícil que isto seja!

    Tentar perceber o que seu filho pensa e o que quer saber é sempre uma estratégia melhor do que, em nome da verdade, começar a inundá-lo com informações. Vale lembrar, inclusive, que há algumas crianças extremamente curiosas e, outras, que custam a manifestar interesse pelo assunto, cabendo aos pais, nestas circunstâncias, provocar, delicadamente, o assunto.
    Aliás, as crianças são especialistas em fazerem perguntas em situações e ambientes os mais disparatados possíveis! Não se espante se, no meio do caminho para o colégio, com um transito horrível, você dirigindo e ele no banco de trás, seu filho sair-se com uma destas perguntas que você temia há tanto tempo!

    “Logo agora!!!” “O que faço? Paro tudo e respondo?” “Digo que vamos conversar depois?” “Tento disfarçar e fingir que não entendi para esperar um momento melhor ou o pai chegar a noite para explicarmos tudo, juntos?”

    Qualquer que seja a sua escolha, é importante conscientizar-se que falar sobre a adoção é um longo processo, que precisará de repetidas conversas durante a vida para ser assimilado e digerido por todos...

    Nas crianças da faixa etária de 1 a 5 anos, o pensamento está preparado para receber informações que não exijam nenhum raciocínio lógico; eles adoram ouvir suas histórias de como chegaram em nossa família e serem o centro das atenções...

    Conte-lhes, basicamente, que:
    • eles nasceram da mesma maneira que todas as crianças nascem
    • eles nasceram da barriga de outra mulher que não estava preparada para ser mãe de nenhum bebê naquela época
    • que vocês queriam muito ter um filho mas que nenhum bebê crescia na sua barriga e então vocês o adotaram e ele será seu bebê para sempre e
    • não esqueça de reforçar que, tanto o momento do seu nascimento, quanto o momento de sua adoção foi muito importante e bonito e que, depois de tanto tempo de espera, segurá-lo em seus braços foi algo de maravilhoso.
    Na faixa de idade de 6/7 anos é quando a criança percebe que, embora todas as pessoas venham ao mundo da mesma maneira, há uma diferença entre aqueles que nascem dentro de uma família e outros que entram numa família depois de nascerem. Começam a compreender que existem os pais que o conceberam e os pais que o criam.

    Na faixa de idade de 8 aos 11 anos é quando a criança começa a ter um raciocínio lógico e seu entendimento sobre as questões da adoção aumentam significativamente. É nesta etapa que vão questionar o porquê da decisão de sua mãe biológica.
    “Se ela não tinha dinheiro suficiente prá me criar, por que não arranjou um emprego?”
    “Se ela achava que não dava prá me criar sozinha, por que não se casou?”
    “Se ela não sabia como ser mãe, por que não tentou achar alguém que lhe ensinasse, lhe ajudasse?”

    E, por aí vão as questões, sem resposta,e as soluções que lhe parecem tão fáceis de terem sido encontradas pela mãe biológica... É quando elas começam a viver a adoção sob o aspecto das perdas e iniciam um doloroso processo de luto pela família perdida, não construída. Eles sofrem pelos pais que não conheceram assim como os pais adotivos vivem o luto pelo filho que nunca tiveram... Este luto pode manifestar-se de formas variadas, desde aqueles que falam diretamente sobre seus sentimentos, outros que adotam uma atitude mais defensiva e ainda há os que expressam seus sentimentos de raiva e mostram um comportamento desequilibrado.

    Não há um modelo certo ou errado em como falar sobre a adoção. O importante é ouvir o que seu filho está dizendo, permitir que expresse seus sentimentos, quaisquer que sejam eles, e estar sempre disponível para ouvi-lo e ajudá-lo na batalha da compreensão de sua origem.

    Por Ieda Dreger.